{"id":13344,"date":"2008-12-05T17:39:00","date_gmt":"2008-12-05T17:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13344"},"modified":"2008-12-05T17:39:00","modified_gmt":"2008-12-05T17:39:00","slug":"os-melhores-do-mundo-la-fora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-melhores-do-mundo-la-fora\/","title":{"rendered":"Os melhores (do mundo!)&#8230; l\u00e1 fora!"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Cristiano Ronaldo, o jogador de futebol, portugu\u00eas, que joga em Inglaterra no Manchester United, \u00e9 o vencedor da \u00abBola de Ouro\u00bb em 2008, sucedendo ao brasileiro Kak\u00e1 na distin\u00e7\u00e3o atribu\u00edda pela revista France Football para o melhor jogador do ano. Aos 23 anos, torna-se no terceiro portugu\u00eas a arrecadar o trof\u00e9u, depois de Eus\u00e9bio (1965) e Lu\u00eds Figo (2000).<\/p>\n<p>Este trof\u00e9u, pelo prest\u00edgio que os seus organizadores e parceiros souberam dimensionar, \u00e9 quase como uma institui\u00e7\u00e3o de reconhecimento oficial. Portanto, C.R. \u00e9 o melhor do mundo na categoria!<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a not\u00edcia do dia!<\/p>\n<p>Analisando tudo isto com um bocadinho mais de aten\u00e7\u00e3o, somos levados a concluir que este \u00e9 um pouco da representa\u00e7\u00e3o do universo Portugal.<\/p>\n<p>Em 1965, sem poder sair de Portugal, Eus\u00e9bio conquista a Fran\u00e7a! Est\u00e1vamos no auge do fluxo da emigra\u00e7\u00e3o de portugueses para Fran\u00e7a que, entre 1961 e 1974, se tornou um dos epis\u00f3dios mais impressionantes da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea de Portugal, constituindo uma verdadeira debandada do pa\u00eds. \u00a0<\/p>\n<p>A grande emigra\u00e7\u00e3o para Fran\u00e7a \u00e9 algo relativamente recente, data do final dos anos 50 do s\u00e9culo XX, quando cerca de 1,5 milh\u00e3o de portugueses emigraram para este pa\u00eds. Em 1990 registavam-se neste pa\u00eds um total de 798.837 pessoas de origem portuguesa (603 686 mil haviam nascido em Portugal\u00a0 e 195 151 em Fran\u00e7a). A maioria destes emigrantes est\u00e1 hoje muito bem integrada na sociedade francesa, tendo uma crescente influ\u00eancia pol\u00edtica.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Depois, veio o ano 2000! Lu\u00eds Figo era trabalhador em Espanha!<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XIX come\u00e7a a registar-se um importante caudal de emigra\u00e7\u00e3o para as minas do norte da Espanha (Leon e Ast\u00farias), que prosseguiu ao longo de grande parte do s\u00e9culo XX. Nesta regi\u00e3o acaba por ser constituir uma importante comunidade de emigrantes portugueses em Espanha. <\/p>\n<p>A partir de finais dos anos 50, com a vaga da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa para a Europa, aumenta o n\u00famero de comunidades portuguesas por toda a Espanha, sobretudo nos percursos que conduzem a Fran\u00e7a.\u00a0 <\/p>\n<p>Nos anos setenta, acentua-se a presen\u00e7a de milhares de portugueses por toda a Espanha, vindo a criar importantes comunidades na Galiza, Le\u00f3n, Extremadura, Huelva, Ast\u00farias e Navarra. <\/p>\n<p>Ap\u00f3s o 25 de Abril de 1974, muitos de antigos correligion\u00e1rios da ditadura (1926-1974), como antigos membros da pol\u00edcia pol\u00edtica, militares envolvidos em tentativas de golpes de estado, bombistas ou empres\u00e1rios de neg\u00f3cios poucos transparentes v\u00e3o viver para Espanha.\u00a0<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, enquanto entram em Portugal milhares de imigrantes, portugueses s\u00e3o not\u00edcia permanente nos jornais espanh\u00f3is devido \u00e0 explora\u00e7\u00e3o que s\u00e3o v\u00edtimas nas planta\u00e7\u00f5es da Andaluzia, nas de tabaco de Talalluela de la Vera, em C\u00e1ceres, nas de girass\u00f3is de Las Pedro\u00f1eras (Cuenca), nas planta\u00e7\u00f5es de tomate em Badajoz, nas de morangos de Huelva e nas de mel\u00e3o de Lleida, ou nas vinhas de Rioja.<\/p>\n<p>E agora mais um trabalhador portugu\u00eas, da Madeira,\u2026 em Inglaterra! Ano 2008.<\/p>\n<p>A emigra\u00e7\u00e3o para Inglaterra \u00e9 um fen\u00f3meno dos anos 60 do s\u00e9culo XX, mas nunca foi muito significativa at\u00e9 finais dos anos 90, quando ocorreu um aumento brusco no n\u00famero de emigrantes, muitos dos quais brasileiros e angolanos com passaportes portugueses!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-13344","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desporto"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13344\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}