{"id":13349,"date":"2008-12-05T17:49:00","date_gmt":"2008-12-05T17:49:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13349"},"modified":"2008-12-05T17:49:00","modified_gmt":"2008-12-05T17:49:00","slug":"onde-a-vida-e-feita-de-silencio-oracao-e-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/onde-a-vida-e-feita-de-silencio-oracao-e-trabalho\/","title":{"rendered":"Onde a vida \u00e9 feita de sil\u00eancio, ora\u00e7\u00e3o e trabalho"},"content":{"rendered":"<p>ANT\u00d3NIO ARESTA<\/p>\n<p>Vinte e cinco anos depois do regresso das Carmelitas a Aveiro e 350 ap\u00f3s o in\u00edcio da sua presen\u00e7a na Diocese, celebrou-se o Jubileu do Carmelo de Cristo Redentor<\/p>\n<p>\u201cNeste Convento de Cristo Redentor, sabemos, sentimos e sublinhamos que aqui todos podemos encontrar um lugar de ora\u00e7\u00e3o e de encontro com Deus. Que aqui encontramos um lugar de acolhi-mento e de recolhimento. Que aqui descobrimos um lugar de escuta e de ac\u00e7\u00e3o. Que aqui procuramos um lugar de paz e de bem\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos presidiu \u00e0 Eucaristia em que concelebraram ainda D. Ant\u00f3nio Marcelino, Bispo Em\u00e9rito de Aveiro, D. Ant\u00f3nio dos Santos, Bispo Em\u00e9rito da Guarda, e diversos sacerdotes. Presentes ainda di\u00e1conos e leigos vindos de diferentes lugares da Diocese. Este acto celebrativo, \u201cvinte e cinco anos depois do regresso das Carmelitas a Aveiro\u201d e 350 ap\u00f3s o in\u00edcio da sua presen\u00e7a na Diocese, teve como objectivo primeiro \u201cdar gra\u00e7as a Deus por este lugar de ora\u00e7\u00e3o a Deus e de encontro e com Deus, lugar de acolhimento das pessoas e de recolhimento diante de Deus, de escuta e de ac\u00e7\u00e3o\u201d, e a partir do qual \u201cse faz ac\u00e7\u00e3o evangelizadora e mission\u00e1ria\u201d, como fez quest\u00e3o de sublinhar o prelado aveirense. Serviu igualmente para \u201cdizer o quanto aprendemos convosco e o quanto precisamos de v\u00f3s\u201d. Numa alus\u00e3o directa ao Carmelo de Cristo Redentor e \u00e0 ac\u00e7\u00e3o ali desenvolvida pelas Irm\u00e3s Carmelitas, disse o nosso Bispo tratar-se de \u201cuma vida feita de sil\u00eancio, de ora\u00e7\u00e3o e de trabalho\u201d, de \u201cacolhimento que transborda e irradia n\u00e3o apenas pela Diocese\u201d, um \u201cacolhimento de Deus, uma busca incessante de Deus que irradia pelo mundo\u201d num mundo de \u201cpressa que aqui encontra serenidade, paz e tempo para Deus, para os outros, para n\u00f3s\u201d, um \u201cmundo fr\u00e1gil e frio da rotina\u201d. Aqui, disse D. Ant\u00f3nio Francisco, \u201c\u00e9 sempre tudo novo, com a novidade e a beleza de um Deus \u00fanico que nos surpreende com o dom da vida em cada manh\u00e3 que nasce, com o dom da felicidade em cada gesto, em cada sorriso, em cada palavra, em cada ajuda aqui procurada, em cada ora\u00e7\u00e3o aqui partilhada. No mundo da procura da qualidade, da beleza e da vida, neste mundo preocupado com a Ecologia e com a Esperan\u00e7a, aqui (no Carmelo) encontramos o Sinal de Deus e o Sinal da Esperan\u00e7a no futuro. Escondidas com Cristo em Deus, aprendemos convosco que Deus, atrav\u00e9s de n\u00f3s, se revela em Cristo\u201d.<\/p>\n<p>Neste dia em que se celebrava a Festa de Cristo Rei e Senhor do Universo (23 de Novembro), o Semin\u00e1rio e a \u201cdinamiza\u00e7\u00e3o da pastoral vocacional\u201d marcaram tamb\u00e9m presen\u00e7a, tendo o Bispo Diocesano afirmado que \u201cos nossos seminaristas e sacerdotes confiam na ora\u00e7\u00e3o e no testemunho do exemplo de santidade\u201d das Irm\u00e3s Carmelitas. E expressou um pedido: \u201cEnsinai-nos Irm\u00e3s Carmelitas a procurar Deus atrav\u00e9s de Jesus Cristo, Rei e Senhor, Cristo Redentor do Mundo, ontem, hoje e sempre, procurando fixar o nosso olhar sobre as realidades invis\u00edveis que s\u00e3o eternas aguardando a manifesta\u00e7\u00e3o gloriosa do salvador\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Lugar onde Deus se procura, se encontra, se revela, se testemunha&#8221;<\/p>\n<p>\u201cA vida de uma carmelita \u00e9 uma vida escondida de clausura e sem visibilidade imediata. Uma vida feita de sil\u00eancio, de ora\u00e7\u00e3o e de trabalho. O sil\u00eancio n\u00e3o faz ru\u00eddo. A ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o faz eco. O trabalho n\u00e3o traz lucro acrescido. Parece tudo muito estranho aos olhos do mundo. Mas \u00e9 a ora\u00e7\u00e3o que ecoa nesta voca\u00e7\u00e3o desde a sua origem. Qu\u00e3o longe vai a vossa ora\u00e7\u00e3o. A voca\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre um dom gratuito de Deus que nasce do di\u00e1logo e que se projecta num incontido desejo e sentido de servi\u00e7o aos irm\u00e3os. N\u00e3o estranhamos, por isso, que aos olhos da f\u00e9 a vida de clausura seja a que est\u00e1 mais pr\u00f3xima de Deus e tamb\u00e9m mais na vanguarda da miss\u00e3o e do an\u00fancio do Evangelho\u201d. (\u2026) O Carmelo \u00e9 um desses lugares vis\u00edveis onde Deus se procura, se encontra, se revela, se testemunha\u201d.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ANT\u00d3NIO ARESTA Vinte e cinco anos depois do regresso das Carmelitas a Aveiro e 350 ap\u00f3s o in\u00edcio da sua presen\u00e7a na Diocese, celebrou-se o Jubileu do Carmelo de Cristo Redentor \u201cNeste Convento de Cristo Redentor, sabemos, sentimos e sublinhamos que aqui todos podemos encontrar um lugar de ora\u00e7\u00e3o e de encontro com Deus. 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