{"id":13356,"date":"2009-01-08T18:14:00","date_gmt":"2009-01-08T18:14:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13356"},"modified":"2009-01-08T18:14:00","modified_gmt":"2009-01-08T18:14:00","slug":"respeitar-a-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/respeitar-a-empresa\/","title":{"rendered":"Respeitar a empresa"},"content":{"rendered":"<p>O artigo anterior abordou a competitividade ego\u00edsta, na caracteriza\u00e7\u00e3o do actual modelo econ\u00f3mico. E aludiu \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o personalista, como alternativa recomend\u00e1vel para que as pessoas e institui\u00e7\u00f5es se complementem e respeitem mutuamente. S\u00e3o in\u00fameras as linhas de ac\u00e7\u00e3o requeridas para que tal coopera\u00e7\u00e3o se torne efectiva; seleccionam-se aqui apenas tr\u00eas, por serem b\u00e1sicas e por n\u00e3o implicarem elevados custos financeiros. S\u00e3o elas: respeitar a empresa; desenvolver a ac\u00e7\u00e3o social; e promover o desenvolvimento local. Neste artigo, aborda-se apenas a primeira.<\/p>\n<p>Respeitar a empresa situa-se no cora\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o personalista, porque a empresa \u00e9 um espa\u00e7o fundamental de ac\u00e7\u00e3o, tanto de empres\u00e1rios como de outros trabalhadores, e porque \u00e9 a primeira fonte de rendimento para a generalidade das fam\u00edlias; al\u00e9m disso, contribui para a realiza\u00e7\u00e3o das pessoas que a\u00ed trabalham. Respeitar a empresa implica, nomeadamente, o seu reconhecimento, a facilita\u00e7\u00e3o da sua actividade e, eventualmente, a presta\u00e7\u00e3o de alguns apoios.<\/p>\n<p>Reconhecer a empresa significa, por exemplo: saber quantas existem; saber que a imensa maioria tem menos de dez trabalhadores; saber tamb\u00e9m que muitas s\u00e3o unidades, familiares ou n\u00e3o, de luta pela subsist\u00eancia e que elevado n\u00famero de empres\u00e1rios e de outros trabalhadores vivem na pobreza e na exclus\u00e3o. Tamb\u00e9m faz parte do reconhecimento da empresa a consci\u00eancia de que as de menor dimens\u00e3o e de tecnologia mais retardada n\u00e3o podem ser condenadas, automaticamente, ao encerramento mas podem qualificar-se e desenvolver-se; a esta luz, torna-se imperioso que os estudantes e as escolas tomem consci\u00eancia de que o progresso nos estudos n\u00e3o se deveria destinar a abandonar actividades e localidades mais retardadas, mas sim a contribuir para que elas se qualifiquem e desenvolvam, sem preju\u00edzo das mudan\u00e7as necess\u00e1rias. Torna-se tamb\u00e9m necess\u00e1rio que a empresas, tal como elas existem, sejam objecto de estudo e de investiga\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Facilitar a vida das empresas significa, nomeadamente: simplificar e acelerar os licenciamentos necess\u00e1rios; adaptar a legisla\u00e7\u00e3o e prever o seu cumprimento gradual, sem intransig\u00eancias; eliminar a fiscalidade injusta; proporcionar espa\u00e7os e ingra-estruturas; e evitar comportamentos persecut\u00f3rios.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o relativa aos apoios a empresas j\u00e1 foi abordada nesta coluna mais do que uma vez. Deixa-se por ora apenas registado que a maioria dos apoios se tem destinado a algumas empresas e n\u00e3o \u00e0 totalidade, com not\u00f3rio preju\u00edzo para as de menor dimens\u00e3o e maior fragilidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O artigo anterior abordou a competitividade ego\u00edsta, na caracteriza\u00e7\u00e3o do actual modelo econ\u00f3mico. 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