{"id":13398,"date":"2009-02-05T15:46:00","date_gmt":"2009-02-05T15:46:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13398"},"modified":"2009-02-05T15:46:00","modified_gmt":"2009-02-05T15:46:00","slug":"os-jovens-que-espera-deles-a-sociedade-e-a-igreja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/os-jovens-que-espera-deles-a-sociedade-e-a-igreja\/","title":{"rendered":"Os jovens! Que espera deles a sociedade e a Igreja?"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 muito variado e, em alguns aspectos muito rico, o patrim\u00f3nio de um pa\u00eds. Tamb\u00e9m o do nosso. Os jovens entram neste patrim\u00f3nio e s\u00e3o nele parte privilegiada. Se eles forem o presente ser\u00e3o tamb\u00e9m o futuro. \u00c9 tempo de os ouvir, conhecer o seu mundo, perceber os seus sonhos e projectos, ter em conta os seus pesadelos e frustra\u00e7\u00f5es, integrar a sua esperan\u00e7a, prestar aten\u00e7\u00e3o aos dinamismos sociais que os perturbam, reconhecer os valores que carregam, senti-los na verdade do que s\u00e3o, comunicam, prop\u00f5em e exigem.<\/p>\n<p>Real\u00e7a-se a qualidade de alguns jovens, reconhecida por pa\u00edses diversos, no campo da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, do desporto, da arte. Faz-se em favor da gente nova um investimento na sua forma\u00e7\u00e3o, vultuoso e justificado. Est\u00e3o \u00e0 vista as portas que se lhes abrem nos diversos graus de ensino, sem compara\u00e7\u00e3o com o que se passou em d\u00e9cadas anteriores. Muitos t\u00eam graus e diplomas, mas n\u00e3o t\u00eam trabalho. Por isso v\u00e3o adiando, por vezes com raiva, e tamb\u00e9m com desilus\u00e3o, as suas decis\u00f5es vitais. Assim se tornam os eternos prec\u00e1rios nos mundos mais diversos. N\u00e3o falta entre eles quem consiga demarcar-se dos obst\u00e1culos e romper por caminhos novos de realiza\u00e7\u00e3o, de entrega e de n\u00e3o conformismo. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o faltam os que resvalam para campos de exclus\u00e3o social, revoltados contra uma sociedade desvirtuada, que n\u00e3o os toma a s\u00e9rio e n\u00e3o lhes d\u00e1 sa\u00eddas na vida. H\u00e1 de tudo no mundo dos jovens e h\u00e1 jovens em todos os mundos desta sociedade, que os apoia, mas n\u00e3o os conhece nem os ama.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 muito diferente o panorama religioso. A fuga de muitos, a indiferen\u00e7a de muitos outros, a perman\u00eancia de alguns que dizem ser ainda e sempre neste espa\u00e7o onde melhor respiram, sonham e projectam. Mas n\u00e3o em todo o lado, nem com toda a gente, nem fazendo simplesmente o que os adultos residentes a\u00ed fazem ou lhes permitem fazer. Algu\u00e9m j\u00e1 disse que, em tempos passados, a Igreja perdeu os oper\u00e1rios porque n\u00e3o os entendeu, nem entrou nas suas lutas pela justi\u00e7a. Pela mesma raz\u00e3o, diz-se agora, est\u00e1 perdendo a gente nova sempre que n\u00e3o entra no seu mundo e teima em lhes proporcionar esquemas, que j\u00e1 n\u00e3o se quadram com o mundo de novas possibilidades e horizontes que se lhes foi abrindo e por onde entraram sem regresso.<\/p>\n<p>Se falamos de crise social e eclesial ao falar dos jovens, ela atinge todos os meios onde se processa a sua vida: fam\u00edlia, escola, lugares de trabalho e de lazer, as mais diversas associa\u00e7\u00f5es e movimentos que lhe abrem portas, mas em que nem sempre s\u00e3o escutados e com tempo para dizerem o que pensam e querem e com gente que os tome a s\u00e9rio.<\/p>\n<p>O mundo dos jovens \u00e9, por vezes, um mundo dentro de outro mundo, que lhes vai sendo cada vez mais alheio e distante. Assim se empobrece um patrim\u00f3nio vivo.<\/p>\n<p>Na sociedade, por si cheia de op\u00e7\u00f5es e contradi\u00e7\u00f5es, interesses e preconceitos, com semeadores, alheios a projectos de bem comum, n\u00e3o se afigura f\u00e1cil a recupera\u00e7\u00e3o dos jovens, mormente quando antes foram aliciados para objectivos determinados, com propostas e d\u00e1divas ef\u00e9meras. <\/p>\n<p>A Igreja pode tentar sempre caminhos que tornem os jovens protagonistas integrados na comunidade que os acolhe, que n\u00e3o tem que ser a de resid\u00eancia porque o seu mundo n\u00e3o \u00e9 o do bilhete de identidade. Acolher, que \u00e9 uma forma de amar, significa escutar, dar lugar, apreciar ideias e propostas, proporcionar vida em grupo, incentivar iniciativas pr\u00f3prias, tomar a s\u00e9rio, ser paciente e compreensivo. Tudo isto com gente, padres ou leigos, que permanecem novos por dentro, mesmo que o n\u00e3o sejam de idade, mas capazes de fazer caminho sem impor rumos, de empatia solid\u00e1ria, de dar testemunho da liberta\u00e7\u00e3o interior, que a f\u00e9 e o seguimento de Jesus Cristo cada dia alimentam. <\/p>\n<p>Os \u201csinais dos tempos\u201d na sociedade e na Igreja surgem, tamb\u00e9m, atrav\u00e9s dos jovens. Menosprezar estes sinais ou n\u00e3o os saber discernir \u00e9 perder ocasi\u00f5es de renova\u00e7\u00e3o. Nem tudo nos jovens \u00e9 lixo ou disparate. Neles h\u00e1, tamb\u00e9m, pepitas de ouro, pistas de caminho, lampejos de esperan\u00e7a, gestos de generosidade que \u00e9 preciso descobrir, apreciar e agradecer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito variado e, em alguns aspectos muito rico, o patrim\u00f3nio de um pa\u00eds. Tamb\u00e9m o do nosso. Os jovens entram neste patrim\u00f3nio e s\u00e3o nele parte privilegiada. 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