{"id":13410,"date":"2008-10-15T11:41:00","date_gmt":"2008-10-15T11:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13410"},"modified":"2008-10-15T11:41:00","modified_gmt":"2008-10-15T11:41:00","slug":"ecologia-antropologica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ecologia-antropologica\/","title":{"rendered":"&#8220;Ecologia antropol\u00f3gica&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA pessoa humana primeiro\u201d! Era este o mote de campanha de um movimento de apostolado de leigos, em anos muito pr\u00f3ximos. Tratava-se de cumprir, ou contribuir para cumprir, um des\u00edgnio da Christifideles Laici de Jo\u00e3o Paulo II, onde se afirma que descobrir e ajudar a descobrir a dignidade da pessoa humana \u00e9 n\u00facleo da tarefa evangelizadora, sobretudo para os leigos. <\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os para preservar a qualidade do ar, para manter limpos os cursos de \u00e1gua, para zelar a qualidade dos alimentos\u2026 s\u00e3o altamente merit\u00f3rios e os frutos do empenhamento de muita gente s\u00e3o j\u00e1 vis\u00edveis, sens\u00edveis. Nunca ser\u00e1 demasiado todo o esfor\u00e7o para repor a Natureza no seu curso normal, com benef\u00edcios inquestion\u00e1veis para a Humanidade. \u00c9 fundamental reconciliar o Homem com a Natureza.<\/p>\n<p>Parece, todavia, que \u00e9 a Pessoa humana que existe em fun\u00e7\u00e3o da Natureza, quando, na realidade, \u00e9 o inverso. O Mundo foi criado para servi\u00e7o do Homem todo e de todos os homens. Os bens, do mar, da terra, do ar, foram criados para defender e promover o integral desenvolvimento da Pessoa.<\/p>\n<p>\u00c9 que, ao contr\u00e1rio da defesa da Natureza, a Pessoa \u00e9 cada vez mais envolvida, interiormente, numa polui\u00e7\u00e3o densa, que n\u00e3o deixa prever preocupa\u00e7\u00f5es, muito menos recuos. Os \u201cdonos\u201d do mundo fabricam, continuamente, poluentes desintegradores do esp\u00edrito, opressores &#8211; at\u00e9 ao esmagamento! &#8211; do cora\u00e7\u00e3o humano. <\/p>\n<p>Sonhos semeados de felicidades aniquiladoras, prazeres f\u00e1ceis alienantes at\u00e9 ao extremo, narc\u00f3ticos (em sentido real e em sentido figurado) destruidores de toda e qualquer possibilidade de definir um rumo e um pulso de timoneiro para o buscar afincadamente!&#8230; Ventos e tempestades de libertinagem, que resultam em furac\u00f5es de viol\u00eancia, em mares encapelados de inseguran\u00e7a e desconfian\u00e7a!<\/p>\n<p>De que vale preservar a Natureza, se se desenha um caminho de regresso do Homem \u00e0 selva, \u00e0s cavernas da \u201cantropofagia\u201d &#8211; entenda-se, da degluti\u00e7\u00e3o s\u00e1dica dos valores que identificam a mesma Pessoa humana?&#8230;<\/p>\n<p>H\u00e1 movimentos e grupos de resist\u00eancia. E podem estar certos de que o seu trabalho resultar\u00e1 em vit\u00f3ria final! Mas n\u00e3o poder\u00edamos todos, a come\u00e7ar pelos que t\u00eam poder de decis\u00e3o, zelar essa atmosfera cultural e espiritual, que nos permitisse respirar de esperan\u00e7a, saborear a solidariedade, erguer os olhos em madrugadas de dias pressentidos de luz e calor inebriantes?&#8230;<\/p>\n<p>Vamos criar uma corrente de \u201cecologia antropol\u00f3gica\u201d, que fa\u00e7a renascer o gosto e o espa\u00e7o para cada um viver a dignidade inerente \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Pessoa humana?&#8230; Eu alinho!&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA pessoa humana primeiro\u201d! Era este o mote de campanha de um movimento de apostolado de leigos, em anos muito pr\u00f3ximos. Tratava-se de cumprir, ou contribuir para cumprir, um des\u00edgnio da Christifideles Laici de Jo\u00e3o Paulo II, onde se afirma que descobrir e ajudar a descobrir a dignidade da pessoa humana \u00e9 n\u00facleo da tarefa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-13410","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13410","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13410"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13410\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13410"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13410"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13410"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}