{"id":13442,"date":"2008-10-15T16:18:00","date_gmt":"2008-10-15T16:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13442"},"modified":"2008-10-15T16:18:00","modified_gmt":"2008-10-15T16:18:00","slug":"o-nosso-capitalismo-selvagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-nosso-capitalismo-selvagem\/","title":{"rendered":"O nosso &#8220;capitalismo selvagem&#8221;?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> At\u00e9 esta data (4 de Outubro), a grave crise financeira, que j\u00e1 atingiu severamente alguns pa\u00edses europeus, ainda n\u00e3o se fez sentir entre n\u00f3s com a mesma intensidade. S\u00e3o v\u00e1rias as causas explicativas do fen\u00f3meno, e nada nos garante que assim continuemos. No entanto, e sem preju\u00edzo de algumas cr\u00edticas, justifica-se enaltecer a s\u00e1bia orienta\u00e7\u00e3o adoptada em Portugal, h\u00e1 muito, pelas institui\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, pelas entidades reguladoras, pelos governos e pelos trabalhadores destas organiza\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 crise que vem assolando os mercados financeiros, parece recomend\u00e1vel n\u00e3o a reduzir a uma quest\u00e3o meramente ideol\u00f3gica. Sem preju\u00edzo desta vertente, relacionada com o chamado \u00abcapitalismo selvagem\u00bb, aconte-ce que estamos perante desafios pol\u00edtico-financeiros decorrentes da enorme dificuldade de regula\u00e7\u00e3o dos mercados. Tal regula\u00e7\u00e3o exige n\u00e3o s\u00f3 vontade e capacidade pol\u00edticas mas tamb\u00e9m conhecimentos t\u00e9cnico-cient\u00edficos bastante complexos. <\/p>\n<p>Feita esta ressalva, importa recordar que a nossa economia vive num processo dial\u00e9ctico de regula\u00e7\u00e3o versus n\u00e3o regula\u00e7\u00e3o ou  \u00abcapitalismo selvagem\u00bb. Como exemplos do alastramento deste capitalismo, podem referir-se: o peso do mercado negro; o incumprimento da legisla\u00e7\u00e3o; a especula\u00e7\u00e3o financeira injusta; o desprezo pol\u00edtico da economia de subsist\u00eancia, gerando in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es de desespero e de desvio para a ilegalidade; o abandono de muitas situa\u00e7\u00f5es de pobreza e exclus\u00e3o; os benef\u00edcios exorbitantes concedidos ao investimento estrangeiro, e da\u00ed ao grande capital; a imita\u00e7\u00e3o do capitalismo dentro do sector p\u00fablico, traduzida na cria\u00e7\u00e3o de empresas in\u00fateis e no aumento de desigualdades salariais sem fundamento&#8230; As pr\u00f3prias entidades reguladoras tamb\u00e9m correm o risco de entrar no mesmo jogo, sendo ciosas de seus estatutos e fechando-se numa esp\u00e9cie de redoma para-judicial, \u00e0 margem da aprecia\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Acrescente-se, ainda, que tamb\u00e9m a luta antica-pitalista favorece, grandemente, o \u00abcapitalismo selvagem\u00bb, na medida em que \u00abmete no mesmo saco\u00bb a economia regulada e a n\u00e3o regulada; desse modo, abala muito mais a regulada, uma vez que a outra disp\u00f5e de recursos superiores, dentro e fora do pa\u00eds, para sobreviver a todo o tipo de contesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de ser extremamente dif\u00edcil a regula\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel da economia e das finan\u00e7as, n\u00e3o se perca de vista que ela \u00e9 indispens\u00e1vel e se deve basear na procura da harmonia poss\u00edvel entre a esfera financeira, a econ\u00f3mica e a social. A regula\u00e7\u00e3o financeira deve estar ao servi\u00e7o da economia; e tanto a economia como as finan\u00e7as devem estar ao servi\u00e7o de toda a sociedade, sem exclus\u00f5es. Para que assim aconte\u00e7a, torna-se imprescind\u00edvel o envolvimento dessa mesma sociedade e de cada cidad\u00e3o, sem alijamento de responsabilidades. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13442","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13442\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}