{"id":13497,"date":"2008-10-30T12:00:00","date_gmt":"2008-10-30T12:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13497"},"modified":"2008-10-30T12:00:00","modified_gmt":"2008-10-30T12:00:00","slug":"comemoracao-dos-fieis-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/comemoracao-dos-fieis-defuntos\/","title":{"rendered":"Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXI Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> Dada a import\u00e2ncia que a Igreja d\u00e1 \u00e0 vida para al\u00e9m desta vida, a liturgia deste domingo \u00e9 substitu\u00edda pela da Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos. O culto dos defuntos \u00e9 t\u00e3o antigo como as mais antigas civiliza\u00e7\u00f5es. Embora com cren\u00e7as muito diversificadas, muita gente acredita que a vida humana tem em si um g\u00e9rmen de eternidade, que n\u00e3o a deixa acabar para sempre com a morte pessoal. A certeza desta intui\u00e7\u00e3o, foi-nos dada pela experi\u00eancia de Jesus Cristo, que morreu e voltou \u00e0 vida pela sua ressurrei\u00e7\u00e3o. Muitos o viram e nele acreditaram. E este testemunho cont\u00e9m em si uma for\u00e7a t\u00e3o poderosa que os s\u00e9culos v\u00e3o passando e cada vez h\u00e1 mais crentes na vida para al\u00e9m da vida.  <\/p>\n<p>Na primeira leitura, aparece esta ideia sob a imagem de um \u201cbanquete\u201d. O pr\u00f3prio Senhor prepara, para todos, \u201cum banquete de manjares suculentos\u201d. A\u00ed n\u00e3o haver\u00e1 mais morte, nem l\u00e1grimas, nem dor. Por este facto havemos de nos encher de esperan\u00e7a e de serenidade, porque os nossos medos e fragilidades n\u00e3o s\u00e3o a \u00faltima palavra da nossa exist\u00eancia. Antes, por\u00e9m, todos caminhamos ao encontro da festa definitiva que Deus prepara para todos os que aceitam este seu convite.<\/p>\n<p>Na segunda leitura Paulo exorta os crist\u00e3os a n\u00e3o viverem na ignor\u00e2ncia relativamente aos defuntos, de modo a que n\u00e3o andem abatidos e tristes, como os que n\u00e3o t\u00eam f\u00e9 nem esperan\u00e7a. A certeza da felicidade eterna, h\u00e1-de encher a nossa exist\u00eancia quotidiana da busca de vida e de felicidade e h\u00e1-de empenhar-nos na luta pela paz e pela justi\u00e7a, na certeza de que \u00e9 no aqui e agora, com gestos concretos, que come\u00e7amos a construir o mundo novo e a anunciar a ressurrei\u00e7\u00e3o plena das pessoas e de todo o mundo criado.<\/p>\n<p> O evangelho apresenta-nos Jesus a fazer o seu discurso sobre \u201cO p\u00e3o da vida\u201d. Jesus afirma: \u201cEu sou o p\u00e3o vivo. Quem comer deste p\u00e3o viver\u00e1 eternamente\u201d. Esta \u00e9 a maravilha do amor de Deus, que enviou Jesus ao mundo (o p\u00e3o da vida) para que n\u00f3s pud\u00e9ssemos chegar \u00e0 vida eterna. Comer este p\u00e3o significa, antes de mais, acolher e interiorizar a proposta de vida de Jesus, colocar a nossa vida ao servi\u00e7o do projecto de vida de Deus e fazer da nossa vida um dom de amor aos outros. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que a Eucaristia \u00e9 o momento privilegiado do encontro com Jesus Cristo, o p\u00e3o da vida, e do compromisso com a vida nova e eterna que Ele incessantemente nos oferece. Deste modo, a comunh\u00e3o sacramental h\u00e1-de refor\u00e7ar a nossa comunh\u00e3o fraterna e, no mesmo movimento, banir do seio das nossas comunidades tudo o que \u00e9 divis\u00e3o, conflito, ci\u00fame e indiferen\u00e7a face \u00e0s dores e necessidades dos irm\u00e3os. Alimentados pelo p\u00e3o eucar\u00edstico, havemos de ser um grito do novo mundo de fraternidade, de paz e de justi\u00e7a, que nos espera, de modo definitivo, na vida para al\u00e9m desta vida terrena. <\/p>\n<p>Comemora\u00e7\u00e3o dos Fi\u00e9is Defuntos:<\/p>\n<p>Is 25,6a.7-9; Sl 23 (22); Tes 4,13-18; Jo 6,51-58<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XXXI Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-13497","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13497","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13497"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13497\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13497"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13497"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13497"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}