{"id":13529,"date":"2008-10-30T15:34:00","date_gmt":"2008-10-30T15:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13529"},"modified":"2008-10-30T15:34:00","modified_gmt":"2008-10-30T15:34:00","slug":"dupla-marginalizacao-dos-pobres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dupla-marginalizacao-dos-pobres\/","title":{"rendered":"Dupla marginaliza\u00e7\u00e3o dos pobres"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Os pobres encontram-se marginalizados porque s\u00e3o deixados fora do acesso aos bens indispens\u00e1veis para viverem dignamente; o funcionamento da economia e da sociedade gera essa marginaliza\u00e7\u00e3o. Outra marginaliza\u00e7\u00e3o resulta das pr\u00f3prias pol\u00edticas sociais, que tamb\u00e9m deixam de fora as pessoas mais pobres. Basta lembrar que n\u00e3o existem respostas imediatas e consistentes para quem passa fome e para quem n\u00e3o disp\u00f5e de habita\u00e7\u00e3o; as solu\u00e7\u00f5es do tipo \u00abrendimento social de inser\u00e7\u00e3o\u00bb n\u00e3o respondem imediatamente \u00e0queles problemas e, em muitos casos, tamb\u00e9m n\u00e3o respondem a prazo.<\/p>\n<p>A actual crise financeira, econ\u00f3mica e social poderia ser uma boa oportunidade para se inflectirem  os processos de marginaliza\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, at\u00e9 esta data (17 de Outubro) nada aponta nesse sentido: os primeiros benefici\u00e1rios das provid\u00eancias anti-crise v\u00e3o ser as institui\u00e7\u00f5es financeiras; espera-se que, atrav\u00e9s delas, seja beneficiada a economia; depois v\u00eam as fam\u00edlias menos pobres e as que j\u00e1 recebem algumas presta\u00e7\u00f5es; e nada se encontra previsto a favor de quem nada possui. Para as situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia extrema, o que existe s\u00e3o as velhas presta\u00e7\u00f5es de ac\u00e7\u00e3o social p\u00fablica e privada, atribu\u00eddas caso a caso de acordo com as disponibilidades financeiras e com os crit\u00e9rios adoptados pelos profissionais  e volunt\u00e1rios do atendimento social. <\/p>\n<p>Todos sabemos que os recursos financeiros dispon\u00edveis n\u00e3o permitem garantir a cada pessoa uma sobreviv\u00eancia dignificante. Mas sabemos tamb\u00e9m que a sociedade e o Estado n\u00e3o se mobilizaram para uma consci\u00eancia permanente das situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia e para a adop\u00e7\u00e3o das provid\u00eancias poss\u00edveis em cada momento. Tudo seria diferente se: fosse estimulado o voluntariado de proximidade; este voluntariado actuasse em parceria com institui\u00e7\u00f5es particulares e entidades p\u00fablicas, na procura das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis; as assembleias de freguesia e municipais apreciassem a situa\u00e7\u00e3o social nos respectivos territ\u00f3rios, pelo menos uma vez em cada ano; fossem encaminhados para os \u00f3rg\u00e3os de soberania os problemas para os quais n\u00e3o se encontra solu\u00e7\u00e3o a n\u00edvel de freguesia nem de concelho; e, tamb\u00e9m pelo menos uma vez por ano, o Governo e a Assembleia da Rep\u00fablica procedessem \u00e0 sua pr\u00f3pria an\u00e1lise e adoptassem as suas medidas&#8230;<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 \u00abRede Social\u00bb, que remonta a 1997, e a recente responsabiliza\u00e7\u00e3o do Estado pela erradica\u00e7\u00e3o da pobreza encontram-se, teoricamente, no bom caminho. Esperemos que n\u00e3o se continue a adiar a indispens\u00e1vel concretiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica. Esperemos que &#8211; no m\u00ednimo dos m\u00ednimos &#8211; passe a ser tratado estatisticamente, e com sentido de responsabilidade, o manancial extraordin\u00e1rio de informa\u00e7\u00e3o existente nos diferentes servi\u00e7os de atendimento social, p\u00fablicos e privados, confessionais e laicos&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13529","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13529\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}