{"id":13536,"date":"2008-11-06T09:44:00","date_gmt":"2008-11-06T09:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13536"},"modified":"2008-11-06T09:44:00","modified_gmt":"2008-11-06T09:44:00","slug":"baixar-a-fasquia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/baixar-a-fasquia\/","title":{"rendered":"Baixar a fasquia?"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u201cEntrai pela porta estreita\u201d&#8230; &#8211; diz o Senhor! Em verdade, o caminho largo da facilidade, sobretudo quando se torna facilitismo, n\u00e3o constr\u00f3i pessoas, n\u00e3o molda cidad\u00e3os, muito menos forja crist\u00e3os de t\u00eampera.<\/p>\n<p>Os novos m\u00e9todos, o novo impulso, a nova linguagem, seja na evangeliza\u00e7\u00e3o seja na educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podem significar abrandamento de exig\u00eancia, pervers\u00e3o de princ\u00edpios, baixar de fasquia. Com novas oportunidades, o n\u00edvel deveria ser cada vez mais elevado. <\/p>\n<p>Precisamos de quem esclare\u00e7a a verdade. De facto, n\u00e3o \u00e9 de um momento para o outro, de um ano para o outro, que se passa de um panorama escolar profundamente negativo a um quadro optimista de excel\u00eancia. Ent\u00e3o, como se explica a situa\u00e7\u00e3o desta mudan\u00e7a nos resultados escolares?<\/p>\n<p>O mais grave ser\u00e1 enganarmo-nos a n\u00f3s pr\u00f3prios, apresentando-nos ao mundo com uma compet\u00eancia que n\u00e3o temos, iludindo as esperan\u00e7as dos jovens com \u201ccompet\u00eancias\u201d oferecidas de bandeja, deixando-os \u00e0 deriva no momento em que lhes sejam requeridas compet\u00eancias de verdade. Algu\u00e9m mente! Que se desfa\u00e7a, de forma r\u00e1pida e cabal, o equ\u00edvoco em que se coloca a opini\u00e3o p\u00fablica!<\/p>\n<p>Como se compagina a exig\u00eancia necess\u00e1ria com a perspectiva de eliminar as reten\u00e7\u00f5es no ensino obrigat\u00f3rio? Sem um caminho piloto, que garanta a exist\u00eancia e efic\u00e1cia de alternativas v\u00e1lidas, n\u00e3o ser\u00e1 um tiro no p\u00e9 aplaudir freneticamente a decis\u00e3o?<\/p>\n<p>2 &#8211; Se vai t\u00e3o bem a educa\u00e7\u00e3o, por que motivo tantos professores\/as, bem competentes, mas cansados\/as de anarquia, de leviandades, apressam a sua retirada do sistema educativo? Se a descoberta do mil\u00e9nio &#8211; pasme-se! -, o c\u00e9lebre \u201cmagalh\u00e3es\u201d (\u00e9 pequenino; s\u00f3 merece min\u00fascula!) vem resolver os problemas educativos, por que motivo reclamam pais e professores sobre os duvidosos efeitos pedag\u00f3gicos de tal descoberta? Algu\u00e9m nos revelar\u00e1 os meandros dos interesses ocultos de t\u00e3o grande \u00eaxito?<\/p>\n<p>A autoridade do\/a professor\/a \u00e9 elemento decisivo no processo educativo. Que medidas toma o minist\u00e9rio, para que ela se torne um facto, entre os educandos, na fam\u00edlia, no ambiente social? O Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o pretender\u00e1 dizer-nos que os professores n\u00e3o s\u00e3o parte da solu\u00e7\u00e3o do d\u00e9fice educativo; ser\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, uma grossa fatia do problema?<\/p>\n<p>3 &#8211; A \u201cescola completa\u201d derrete completamente, numa elevada per-centagem de situa\u00e7\u00f5es, a resist\u00eancia dos mais pequenos, que chegam a casa, ou aos centros educativos que d\u00e3o esse resto de apoio familiar, esgotados e imposs\u00edveis de conter. Onde est\u00e1 a envolv\u00eancia das fam\u00edlias, das for\u00e7as vivas locais, na tarefa educativa? Caiu o preceito constitucional que veda ao Estado dirigir a Educa\u00e7\u00e3o? Estamos a caminhar para uma absoluta hegemonia do sistema educativo estatal, negando o mais elementar direito de escolha de orienta\u00e7\u00e3o educativa? <\/p>\n<p>Muitas perguntas! Para todos procurarmos, sem medo, as respostas!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u201cEntrai pela porta estreita\u201d&#8230; &#8211; diz o Senhor! Em verdade, o caminho largo da facilidade, sobretudo quando se torna facilitismo, n\u00e3o constr\u00f3i pessoas, n\u00e3o molda cidad\u00e3os, muito menos forja crist\u00e3os de t\u00eampera. 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