{"id":13564,"date":"2008-11-06T16:08:00","date_gmt":"2008-11-06T16:08:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13564"},"modified":"2008-11-06T16:08:00","modified_gmt":"2008-11-06T16:08:00","slug":"irma-emmanuelle-deixa-exemplo-de-compromisso-e-solidariedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/irma-emmanuelle-deixa-exemplo-de-compromisso-e-solidariedade\/","title":{"rendered":"Irm\u00e3 Emmanuelle deixa exemplo de compromisso e solidariedade"},"content":{"rendered":"<p>Faleceu, aos 99 anos, em Fran\u00e7a, Irm\u00e3 Emmanuelle, \u201c\u00edcone da solidariedade e apoio aos pobres e marginalizados\u201d, como era conhecida pela opini\u00e3o p\u00fablica. A sua solidariedade conquistou admiradores por todo o mundo. Num inqu\u00e9rito realizado em Agosto deste ano, os franceses apontaram-na no sexto lugar da sua prefer\u00eancia. Em 31 de Janeiro passado, o presidente franc\u00eas Nicolas Sarkozy havia-a  elevado \u00e0 honra de grande oficial da Legi\u00e3o de Honra. Irm\u00e3 Emanuelle, por\u00e9m, n\u00e3o estava preocupada com toda esta admira\u00e7\u00e3o e, numa das vezes em que foi questionada sobre a sua popularidade, respondeu: \u201cNingu\u00e9m vai escrever a minha pontua\u00e7\u00e3o final na pedra tumular. E \u00e0s portas do c\u00e9u n\u00e3o me v\u00e3o perguntar qual era o meu \u00edndice de popularidade\u201d.<\/p>\n<p>Irm\u00e3 Emmanuelle, cujo nome era Madeleine Cinquin, faleceu, na noite de 19 de Outubro, em Callian, Var (Fran\u00e7a). Nascida em Bruxelas de pai franc\u00eas e m\u00e3e belga, teria completado 100 anos em 16 de Novembro. Dizia que a sua voca\u00e7\u00e3o tinha nascido quando, aos 6 anos de idade, viu o pai afogar-se: \u201cSempre procurei o absoluto, nunca o ef\u00e9mero\u201d. Nos anos seguintes, cresceu como uma rapariga de classe m\u00e9dia dos anos 20, com espa\u00e7o para algumas rebeldias, como o h\u00e1bito de fumar. Aos 21 anos, licenciou-se em Filosofia e Religi\u00e3o na Sorbonne e entrou para a Congrega\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora de Si\u00e3o, desejando ajudar os pobres. Passou ainda 40 anos a ensinar filosofia aos filhos da elite francesa, at\u00e9 que, em 1971, aos 63 anos, decidiu partir para o Cairo para compartilhar a sua vida com os pobres. \u201cNos bairros de lata de Ezbet-Nakhl, no Cairo, entregou-se totalmente na constru\u00e7\u00e3o de escolas, asilos e casas de acolhimento. A associa\u00e7\u00e3o que tem seu nome (Asmae-Association Soeur Emmanuelle), fundada por ela mesma em 1980, continua a ajudar milhares de crian\u00e7as pobres no mundo inteiro\u201d, constata L\u2019Osservatore Romano.\u00a0<\/p>\n<p>Deixou o Egipto em 1993, aos 85 anos, e regressou, ent\u00e3o, \u00e0 Fran\u00e7a, dedicando o seu tempo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e \u00e0 medita\u00e7\u00e3o, sem deixar nunca o apoio aos sem-abrigo e aos imigrantes sem documentos. \u00a0Escreveu alguns livros, entre os quais \u201cO para\u00edso s\u00e3o os outros\u201d, e o mais recente, lan\u00e7ado h\u00e1 dois meses, \u201cTenho 100 anos e quero dizer-lhes\u201d (\u201cJ\u2019ai cent ans et je voudrais vous dire\u201d).<\/p>\n<p>P.C. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faleceu, aos 99 anos, em Fran\u00e7a, Irm\u00e3 Emmanuelle, \u201c\u00edcone da solidariedade e apoio aos pobres e marginalizados\u201d, como era conhecida pela opini\u00e3o p\u00fablica. A sua solidariedade conquistou admiradores por todo o mundo. Num inqu\u00e9rito realizado em Agosto deste ano, os franceses apontaram-na no sexto lugar da sua prefer\u00eancia. Em 31 de Janeiro passado, o presidente [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[44],"tags":[],"class_list":["post-13564","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13564\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}