{"id":13592,"date":"2008-11-12T10:00:00","date_gmt":"2008-11-12T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13592"},"modified":"2008-11-12T10:00:00","modified_gmt":"2008-11-12T10:00:00","slug":"sao-as-sementes-que-fazem-do-seminario-o-seminario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/sao-as-sementes-que-fazem-do-seminario-o-seminario\/","title":{"rendered":"S\u00e3o as sementes que fazem do semin\u00e1rio o Semin\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p>Em plena Semana dos Semin\u00e1rios (9 a 16 de Novembro) os alunos de Aveiro no Semin\u00e1rio Maior de Coimbra partilham com os leitores do Correio do Vouga uma reflex\u00e3o sobre o \u00abser semin\u00e1rio\u00bb<\/p>\n<p>1. Tempo para semear\u2026<\/p>\n<p>O Semin\u00e1rio \u00e9 uma comunidade que brota todos os anos e que se constr\u00f3i sob os princ\u00edpios da voca\u00e7\u00e3o com que Cristo nos interpela e compromete. Somos as sementes que pelas suas m\u00e3os caem por terra para que se criem ra\u00edzes em cada um. S\u00e3o as sementes que fazem do semin\u00e1rio o Semin\u00e1rio. S\u00e3o estas ra\u00edzes que, crescendo, nos fazem ser um benigno homem e um crist\u00e3o capaz. <\/p>\n<p>N\u00e3o pensamos ser privilegiados, mas chamados a viver em comunh\u00e3o com Deus e com o mundo, porque vivemos de dentro para fora o que um dia [na miss\u00e3o confiada] seremos [e j\u00e1 somos] chamados a viver do cora\u00e7\u00e3o \u00e0 cruz [para que vejamos a luz].<\/p>\n<p>Este tempo para semear \u00e9 tempo para valorizar as dimens\u00f5es espiritual, comunit\u00e1ria, intelectual, humana e pastoral que, pensadas conjuntamente, podem ajudar \u00e0 nossa integridade em ordem ao presbiterado na Igreja, abandonando-nos a Cristo com tudo que somos.<\/p>\n<p>2. Tempo para viver<\/p>\n<p>Chamados a viver em comunidade, e acima de tudo em comunh\u00e3o na conviv\u00eancia quotidiana, vivemos a experi\u00eancia da ora\u00e7\u00e3o comum; a partilha de objectivos e dificuldades com vista \u00e0 maturidade humana; o trabalho da seara; e o servi\u00e7o sincero ao povo de Deus [que, n\u00e3o mecanizado, vive-se intensamente]. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m pela medita\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o da caridade pastoral, somos sementes para um tempo em que o despertar se torna amar, um tempo em que dever\u00edamos viver na confian\u00e7a e na responsabilidade, um tempo de serenidade e de liberdade construtiva. Um tempo para ser peregrino\u2026<\/p>\n<p>3. Tempo para estudar<\/p>\n<p>\u2026Despertar para as necessidades e exig\u00eancias do mundo presente e actual, que interpretando se interroga cada vez mais, e n\u00e3o se satisfaz com simples respostas inconsistentes; tamb\u00e9m a forma\u00e7\u00e3o filos\u00f3fico-teol\u00f3gica (sempre cont\u00ednua e para toda a vida) \u00e9 essencial para que sejamos padres preparados para enfrentar. Enfrentar uma cultura, para falar ao povo, para ser m\u00e1rtir. Aprendemos [ou tenta-se] a situar-nos perante as ideologias e sistemas pol\u00edtico-sociais da actualidade.<\/p>\n<p>4. Tempo para rezar<\/p>\n<p>Transfigurados pelo Esp\u00edrito Santo, somos sementes que ganham vida porque envolvidos no dinamismo interior do Esp\u00edrito de Deus. Nas \u00e1guas que percorrem a seara, e nela se entranham, tamb\u00e9m assim \u00e9 a experi\u00eancia de Deus para com cada chamado. Somo-lo porque em rela\u00e7\u00e3o com Deus, como Pai; com o Senhor Jesus, como Mestre; com o Esp\u00edrito Santo, como Guia; com os outros, como irm\u00e3os, \u2026 Esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 vivida e reflectida porque nos abrimos [inteiramente] \u00e0 Palavra de Deus pela ora\u00e7\u00e3o pessoal e comunit\u00e1ria, ao compromisso de f\u00e9 e livre discernimento da voca\u00e7\u00e3o, pela viv\u00eancia de valores como a humil-dade, a simplicidade, o gosto pelo saber, a disponibilidade para escutar, sem medo deixar-se tocar e deixar-se interpelar, e por fim arriscar a partir em miss\u00e3o [abrindo portas] e a viver a miss\u00e3o presente [ser seminarista], convite de todos os dias na Eucaristia.<\/p>\n<p>5. Tempo para ser<\/p>\n<p>Estamos a \u201caprender a ser\u201d e n\u00e3o a \u201caprender a fazer\u201d; aprender a ser \u00e2ncoras de esperan\u00e7a e a n\u00e3o ficar \u00e0 deriva no mundo e para o mundo, mas sermos constru\u00e7\u00e3o de um Semin\u00e1rio, que como casa e escola de comunh\u00e3o se deve fortalecer todos os dias com as mesmas \u00e1guas que fazem da semente fruto.<\/p>\n<p>O semin\u00e1rio lan\u00e7a-nos o desafio de sermos \u00e2ncoras de esperan\u00e7a para quem connosco caminha, e que deve ser para n\u00f3s o rosto de Cristo, contemplado nesta fidelidade e aten\u00e7\u00e3o aos nossos irm\u00e3os. <\/p>\n<p>Nesta Semana dos Semin\u00e1rios ajudem-nos pela ora\u00e7\u00e3o, para que, ancorados pela for\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, nos mantenhamos fi\u00e9is e vigilantes no e ao amor de Cristo, para que digamos confiadamente a Ele: \u201cAjuda-nos, Senhor, a ser \u00e2ncoras deste mundo, e esperan\u00e7a para quem espera e anseia viver em Ti.\u201d<\/p>\n<p>Os Seminaristas da Diocese de Aveiro, que se encontram no Semin\u00e1rio de Coimbra<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em plena Semana dos Semin\u00e1rios (9 a 16 de Novembro) os alunos de Aveiro no Semin\u00e1rio Maior de Coimbra partilham com os leitores do Correio do Vouga uma reflex\u00e3o sobre o \u00abser semin\u00e1rio\u00bb 1. 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