{"id":13632,"date":"2008-11-12T11:41:00","date_gmt":"2008-11-12T11:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13632"},"modified":"2008-11-12T11:41:00","modified_gmt":"2008-11-12T11:41:00","slug":"rita-marnoto-evocou-camoes-e-pediu-a-preservacao-do-edificio-dos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/rita-marnoto-evocou-camoes-e-pediu-a-preservacao-do-edificio-dos\/","title":{"rendered":"Rita Marnoto evocou Cam\u00f5es e pediu a preserva\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio dos"},"content":{"rendered":"<p>Numa iniciativa da Confraria Camoniana <!--more--> A Confraria Camoniana, em parceria com o Museu Mar\u00edtimo de \u00cdlhavo (MMI) promoveu uma palestraa alusiva \u00e0 obra po\u00e9tica e \u00e0s viagens oce\u00e2nicas de Lu\u00eds de Cam\u00f5es, que teve como oradora convidada a ilhavense Rita Marnoto, uma especialista em literatura portuguesa do per\u00edodo renascentista, docente e investigadora da Universidade de Coimbra, membro do Centro de Estudos Camonianos.<\/p>\n<p>Rita Marnoto prop\u00f4s o estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es mais fortes entre o Centro de Estudos Camonianos e a Confraria Camoniana, com vista \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de palestras, estudos e outros eventos.<\/p>\n<p>Esta investigadora liter\u00e1ria considerou Lu\u00eds de Cam\u00f5es como uma refer\u00eancia da poesia mundial, porque, como referiu, o maior poeta portugu\u00eas foi um verdadeiro homem do Renascimento e do Humanismo, sendo um dos grandes impulsionadores do interc\u00e2mbio liter\u00e1rio entre a Europa e o Oriente. Apesar de ter seguido os c\u00e2nones da poesia cl\u00e1ssica, ent\u00e3o dominantes em toda a Europa, Cam\u00f5es foi inovador em termos liter\u00e1rios e tem\u00e1ticos, uma vez que \u201cOs Lus\u00edadas\u201d foi o primeiro poema \u00e9pico verdadeiramente oce\u00e2nico escrito em todo o mundo. Tamb\u00e9m o poema que dedicou \u00e0 escrava B\u00e1rbara, escrito no Oriente, foi a primeira poesia, em toda a literatura europeia, de amor e de homenagem \u00e0 beleza de uma mulher negra.<\/p>\n<p>Edif\u00edcio dos \u201cVizinhos\u201d, <\/p>\n<p>um espa\u00e7o a preservar<\/p>\n<p>Rita Marnoto, aproveitando a presen\u00e7a do Director Regional da Cultura do Centro, Ant\u00f3nio Pedro Pitta, na sess\u00e3o do MMI, alertou para a riqueza do edif\u00edcio da drogaria \u201cVizinhos\u201d, uma obra de arte que merece ser devidamente preservada. Esse im\u00f3vel, juntamente com o cong\u00e9nere Teatro da Vista Alegre, j\u00e1 foi alvo de uma tese de arquitectura, apresentada por um arquitecto que actualmente exerce a sua profiss\u00e3o na C\u00e2mara Municipal do Porto.<\/p>\n<p>Nesse im\u00f3vel, datado do s\u00e9culo XVIII, que A. Nogueira Gon\u00e7alves assinala no \u201cInvent\u00e1rio Art\u00edstico de Portugal \/ Distrito de Aveiro \/ Zona Sul\u201d, funcionou o primeiro teatro existente em \u00cdlhavo e tamb\u00e9m, como lembrou Rita Marnoto, o Clube dos Novos, mantendo ainda o seu interior praticamente inalterado, incluindo as pinturas em madeira representado Cam\u00f5es, Almeida Garrett e outros autores, bem como a sua antiga estrutura de casa de espect\u00e1culos. Rita Marnoto defendeu a preserva\u00e7\u00e3o desse edif\u00edcio.<\/p>\n<p>Filinto El\u00edsio um autor a redescobrir<\/p>\n<p>Filho de ilhavenses radicados em Lisboa (um fragateiro e uma peixeira), Filinto El\u00edsio, pseud\u00f3nimo liter\u00e1rio do padre Francisco Manuel do Nascimento, \u00e9 um autor a redescobrir na literatura e na poesia portuguesa.<\/p>\n<p>Nascido em Lisboa, em 1734, e falecido em Paris, em 1819, o autor foi, em termos liter\u00e1rios, o \u00faltimo representante do formalismo arc\u00e1dico. Politicamente, foi um grande entusiasta da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, dos liberais da independ\u00eancia americana e dos ideais humanistas, pelo que \u00e9 tamb\u00e9m considerado com um dos percursores do Romantismo em Portugal, ainda que vivendo em Paris, onde se refugiou devido \u00e0s persegui\u00e7\u00f5es da Inquisi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a queda do regime pombalista.<\/p>\n<p>Ainda em vida, Filinto El\u00edsio viu a sua obra completa (em onze volumes) ser editada em Paris (de 1817 a 1819). Em Portugal, os 22 volumes da sua obra completa foram editados entre 1836 e 1840. Rita Marnoto revelou que uma editora de Braga reeditou, h\u00e1 pouco tempo, toda a obra de Filinto El\u00edsio, bem como dois estudos recentes sobre esse autor, nomeadamente um trabalho biogr\u00e1fico. O autor de origem ilhavense ser\u00e1 evocado no volume sobre o Neoclassicismo, coordenado por Rita Marnoto, que ser\u00e1 publicado em breve pela editora Verbo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Numa iniciativa da Confraria Camoniana<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-13632","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13632","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13632"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13632\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13632"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13632"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13632"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}