{"id":13637,"date":"2008-11-12T11:48:00","date_gmt":"2008-11-12T11:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13637"},"modified":"2008-11-12T11:48:00","modified_gmt":"2008-11-12T11:48:00","slug":"politica-economia-e-sociedade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/politica-economia-e-sociedade\/","title":{"rendered":"&#8220;Pol\u00edtica, economia e sociedade&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Segundo o economista e polit\u00f3logo, Joaquim Aguiar, a actual crise financeira implicou o regresso da \u00abeconomia pol\u00edtica que articula sempre os tr\u00eas vectores do tri\u00e2ngulo: pol\u00edtica, economia e sociedade\u00bb (Cf. \u00abP\u00fablico 2, de 27 de Outubro). Na verdade, estas tr\u00eas palavras cont\u00eam a chave da resposta \u00e0 crise. O vector pol\u00edtico funcionar\u00e1 a contento, na medida em que o Estado disponha de poder soberano, e adopte medidas justas. O vector economia funcionar\u00e1 a contento, na medida em que seja promotor do trabalho e de rendimentos justos. Por sua vez, o vector sociedade tamb\u00e9m funcionar\u00e1 a contento, na medida em que assuma as suas responsabilidades e beneficie de protec\u00e7\u00e3o social justa. Infelizmente, n\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel que estas condi\u00e7\u00f5es se verifiquem no futuro: os Estados encontram-se limitados por interesses nacionais e internacionais, e pelo pr\u00f3prio mercado negro; a economia tende para a concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e de rendimentos; e a sociedade orienta-se mais pela competi\u00e7\u00e3o do que pela solidariedade. <\/p>\n<p>N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que esta n\u00e3o \u00e9 a primeira grande crise econ\u00f3mica: os economistas assinalam v\u00e1rias, desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII. Muitas delas originaram melhorias significativas no funciona-mento do sistema econ\u00f3mico e no bem-estar social; por\u00e9m, nunca foi vencida a propens\u00e3o para a perman\u00eancia das desigualdades sociais gritantes, do desemprego e da pobreza. Muito provavelmente, os Estados n\u00e3o disp\u00f5em de for\u00e7a para inflectir esta tend\u00eancia, mesmo admitindo que todos possuem as melhores inten\u00e7\u00f5es e capacidades. A correla\u00e7\u00e3o mundial de for\u00e7as n\u00e3o parece favor\u00e1vel \u00e0 promo\u00e7\u00e3o universal da  \u00e9tica e da legalidade.<\/p>\n<p>Premonitariamente Paulo VI perguntava, em 1967: \u00abQuem n\u00e3o v\u00ea a necessidade de se chegar (&#8230;), progressivamente, ao estabelecimento duma autoridade mundial, em condi\u00e7\u00f5es de agir eficazmente no plano jur\u00eddico e pol\u00edtico?\u00bb (\u00abPopulorum Progressio\u00bb, n\u00ba. 78). Esta pergunta \u00e9 tanto mais significativa quanto se encontra na sequ\u00eancia do magist\u00e9rio de Jo\u00e3o XXIII e do Conc\u00edlio Ecum\u00e9nico Vaticano II (\u00abGaudium et Spes\u00bb) e coincide com as posi\u00e7\u00f5es assumidas por outras entidades.<\/p>\n<p>Conforme j\u00e1 foi assinalado em artigo anterior, n\u00e3o t\u00eam faltado abordagens ideol\u00f3gicas da crise financeira: uns defendem a fal\u00eancia do capitalismo; outros entendem que ficou posta em causa a social-democracia e a democracia crist\u00e3; e tamb\u00e9m h\u00e1 quem entenda imperioso o \u00abregresso\u00bb do marxismo&#8230; Todas estas posi\u00e7\u00f5es merecem atenta pondera\u00e7\u00e3o; no entanto, mal ir\u00edamos n\u00f3s se os esfor\u00e7os para a sa\u00edda da crise tivessem como centro as lutas ideol\u00f3gicas e respectivas dicotomias, e se desviassem da procura de solu\u00e7\u00f5es consistentes. Imp\u00f5e-se, particularmente, que seja assegurada a articula\u00e7\u00e3o acima referida entre pol\u00edtica, economia e sociedade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}