{"id":13642,"date":"2008-11-19T14:52:00","date_gmt":"2008-11-19T14:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13642"},"modified":"2008-11-19T14:52:00","modified_gmt":"2008-11-19T14:52:00","slug":"despirmo-nos-de-paixoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/despirmo-nos-de-paixoes\/","title":{"rendered":"Despirmo-nos de paix\u00f5es!"},"content":{"rendered":"<p>O conflito \u201cest\u00e1 prisioneiro de muitas paix\u00f5es\u201d &#8211; afirma-o um pol\u00edtico de qualidade acima da m\u00e9dia, com justificada credibilidade, referindo-se ao clima que se vive presentemente no mundo escolar. <\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o terreno apetec\u00edvel de quantos pretendam desmantelar a vida de um pa\u00eds, daqueles que desejem hipotecar o seu futuro, impondo um regime monol\u00edtico. Instalar e genera-lizar a\u00ed o conflito \u00e9 o caminho mais f\u00e1cil para degradar esse mundo indispens\u00e1vel \u00e0 pujan\u00e7a de vida, \u00e0 liberdade de um povo. <\/p>\n<p>Se pode ser temer\u00e1rio o ju\u00edzo sobre as inten\u00e7\u00f5es iniciais de governos, sindicatos, grupos de alunos, de pais ou de docentes, a persist\u00eancia em cerrar fileiras e abrir brechas, a teimosia em afirmar unilateralmente posi\u00e7\u00f5es, autoriza-nos a pensar que se n\u00e3o ama o futuro das gera\u00e7\u00f5es, nem sequer o pr\u00f3prio estatuto. A\u00ed, sim, est\u00e3o patentes paix\u00f5es &#8211; ideol\u00f3gicas, de poder, corporativistas, emocionais\u2026 &#8211; que nada t\u00eam a ver com um projecto e processo educativo que construa o devir dos indiv\u00edduos e da sociedade. <\/p>\n<p>\u00c9 evidente que a educa\u00e7\u00e3o ultrapassa a escola, os docentes, os alunos, os governos, as autarquias, as pr\u00f3prias fam\u00edlias dos alunos. \u00c9 um \u201cdes\u00edgnio nacional\u201d que a todos envolve, que depende de todos e em todos se reflecte, porque afecta toda a vida e a vida de todos. Mas n\u00e3o \u00e9 menos evidente que a escola &#8211; n\u00facleo relevante desse processo &#8211; tem nele uma fun\u00e7\u00e3o insubstitu\u00edvel.<\/p>\n<p>Uma escola plural, comunidades educativas dialogantes, desapaixonadas e felizes, pais envolvidos, comunidades locais intervenientes, valem &#8211; de longe! &#8211; muito mais que \u201ccompromissos e documentos\u201d assinados, porque permanentemente ajustam \u201cos instrumentos adequados\u201d \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es verificadas. <\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o precisa de regras, de leis, de propostas de conte\u00fados e compet\u00eancias. Mas n\u00e3o se faz por decreto, muito menos por programas eleitorais. O papel regulador do Estado \u00e9 essencialmente o de aferir as circunst\u00e2ncias reais da vida do pa\u00eds, propor caminhos educativos essenciais, sustentar projectos alternativos, motivar todos os agentes para a iniciativa e compromisso. N\u00e3o \u00e9 substituir-se a tudo e a todos!<\/p>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o, as \u201cnegocia\u00e7\u00f5es\u201d n\u00e3o podem avan\u00e7ar pela dial\u00e9ctica dos conflitos. Quando os \u201cparceiros\u201d, por medidas legislativas ou manifesta\u00e7\u00f5es, pretendem sentar-se \u00e0 mesa com posi\u00e7\u00f5es refor\u00e7adas, para alcan\u00e7arem vantagens sobre os \u201cadvers\u00e1rios\u201d, a sobreviv\u00eancia das tr\u00e9guas est\u00e1 comprometida. Ali\u00e1s, em educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode pensar-se em tr\u00e9guas ou em guerra. S\u00f3 resulta a coopera\u00e7\u00e3o. Todavia, essa reclama discernimento, humildade, acolhimento da diversidade, conselho dos experientes e \u201cs\u00e1bios\u201d. <\/p>\n<p>Estamos a tempo de instaurar um clima de confian\u00e7a e empenhamento de todos. Uma condi\u00e7\u00e3o basta: despirmo-nos de paix\u00f5es!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O conflito \u201cest\u00e1 prisioneiro de muitas paix\u00f5es\u201d &#8211; afirma-o um pol\u00edtico de qualidade acima da m\u00e9dia, com justificada credibilidade, referindo-se ao clima que se vive presentemente no mundo escolar. A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o terreno apetec\u00edvel de quantos pretendam desmantelar a vida de um pa\u00eds, daqueles que desejem hipotecar o seu futuro, impondo um regime monol\u00edtico. 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