{"id":13671,"date":"2008-11-19T15:47:00","date_gmt":"2008-11-19T15:47:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13671"},"modified":"2008-11-19T15:47:00","modified_gmt":"2008-11-19T15:47:00","slug":"linha-do-vouga-faz-100-anos-e-refer-investe-10-milhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/linha-do-vouga-faz-100-anos-e-refer-investe-10-milhoes\/","title":{"rendered":"Linha do Vouga faz 100 anos e REFER investe 10 milh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>No dia 23 de Novembro t\u00eam in\u00edcio as comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio da inaugura\u00e7\u00e3o da Linha do Vouga, cujo programa se estender\u00e1 durante um ano, numa iniciativa conjunta da CP, REFER, Funda\u00e7\u00e3o Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio e das C\u00e2maras Municipais da \u00e1rea de influ\u00eancia dos dois tro\u00e7os que restam da antiga linha ferrovi\u00e1ria do Vouga (\u00c1gueda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Espinho, Oliveira de Azem\u00e9is, Santa Maria da Feira e S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira).<\/p>\n<p>O centen\u00e1rio, a import\u00e2ncia para as popula\u00e7\u00f5es abrangidas e o bom desempenho operacional desta linha levaram v\u00e1rias entidades do sector ferrovi\u00e1rio e autarquias locais a reunir esfor\u00e7os para o desenvolvimento de diversas iniciativas.<\/p>\n<p>Durante o ano comemorativo ir\u00e3o decorrer actividades muito diversas, nomeadamente uma exposi\u00e7\u00e3o itinerante nos sete concelhos envolvidos, ac\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o para a seguran\u00e7a ferrovi\u00e1ria, viagens promocionais, descontos em passagens e um f\u00f3rum sobre o futuro da Linha do Vouga e o desenvolvimento regional.<\/p>\n<p>REFER investe dez milh\u00f5es de euros<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es divulgadas pela comiss\u00e3o organizadora das comemora\u00e7\u00f5es, a Linha do Vouga, que liga Espinho a Aveiro, via Santa Maria da Feira, S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira, Oliveira de Azem\u00e9is, Albergaria-a-Velha e \u00c1gueda), apresenta uma din\u00e2mica crescente. Os comboios movimentaram 383.000 passageiros nos primeiros sete meses de 2008, o que representa um crescimento de 17,5% face a igual per\u00edodo de 2007.<\/p>\n<p>A REFER anuncia um investimento da ordem dos dez milh\u00f5es de euros, a concretizar nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, na melhoria da seguran\u00e7a da Linha do Vouga. At\u00e9 ao ano de 2010 ser\u00e3o fechadas cerca de 50 passagens de n\u00edvel; at\u00e9 ao final do terceiro trimestre de 2009 ser\u00e3o automatiza\u00e7\u00e3o 52 outras passagens de n\u00edvel e nos seis meses seguintes ocorrer\u00e1 o mesmo em cerca de outras 30. A informatiza\u00e7\u00e3o do sistema de comando e controlo da circula\u00e7\u00e3o \u00e9 outra medida a implementar, tal como ser\u00e1 substitu\u00eddo o actual sistema de comunica\u00e7\u00f5es entre o chefe da linha e os comboios por comunica\u00e7\u00f5es directas. Com essas medidas, a REFER espera reduzir, em cerca de 70%, o n\u00famero de acidentes, at\u00e9 ao ano de 2011. Em 2006, houve 27 acidentes nas passagens de n\u00edvel da Linha do Vouga.<\/p>\n<p>De real\u00e7ar que algumas autarquias da parte norte da Linha do Vouga, t\u00eam defendido a transforma\u00e7\u00e3o da Linha do Vouga, principalmente no tro\u00e7o compreendido entre S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira e Espinho, em metropolitano de superf\u00edcie, o mesmo acontecendo com as autarquias de Aveiro e \u00c1gueda que tamb\u00e9m t\u00eam proposto id\u00eantica solu\u00e7\u00e3o para o tro\u00e7o entre estas duas cidades.<\/p>\n<p>O tro\u00e7o compreendido entre Albergaria-a-Velha e Viseu, ao longo do vale do rio Vouga (com passagens pelos concelhos de Sever do Vouga, Oliveira de Frades, Vouzela e S\u00e3o Pedro do Sul), h\u00e1 muito que foi encerrado, com o desmantelamento de grandes extens\u00f5es da linha e com nova ocupa\u00e7\u00e3o para os antigos edif\u00edcios das esta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Encerrados tamb\u00e9m h\u00e1 muito, e praticamente j\u00e1 sem qualquer vest\u00edgio no terreno, est\u00e3o os antigos ramais ferrovi\u00e1rios do Canal de S. Roque, na cidade de Aveiro, e do \u201cIngl\u00eas\u201d, entre a Praia de Mira e a quinta \u201cdo Ingl\u00eas\u201d, situada a sul da Praia da Vagueira.<\/p>\n<p>Comemora\u00e7\u00f5es a norte<\/p>\n<p>No dia 23 de Novembro, as comemora\u00e7\u00f5es ir\u00e3o centrar-se no ramal entre Espinho e Oliveira de Azem\u00e9is, com o descerramento de placas comemorativas nas esta\u00e7\u00f5es das cidades de Espinho, Santa Maria da Feira, S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira e Oliveira de Azem\u00e9is. A concentra\u00e7\u00e3o est\u00e1 marcada para Espinho (9 horas), onde haver\u00e1 ser\u00e1 recriada da chegada do rei a Espinho. \u00c0s 9h26, ter\u00e1 in\u00edcio a viagem de comboio rumo a Santa Maria da Feira, onde ser\u00e1 celebrada Missa (10h), seguida de anima\u00e7\u00e3o. Pelas 11h43, o comboio retomar\u00e1 a viagem em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 cidade de S\u00e3o Jo\u00e3o da Madeira, onde haver\u00e1 uma visita ao Centro Coordenador de Transportes e o almo\u00e7o comemorativo. O comboio retomar\u00e1 a viagem \u00e0s 14h16, rumo Oliveira de Azem\u00e9is, onde haver\u00e1 anima\u00e7\u00e3o e a inaugura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o itinerante.<\/p>\n<p>Linha inaugurada pelo rei D. Manuel II<\/p>\n<p>No dia 23 de Novembro de 1908, o rei D. Manuel II inaugurou o primeiro tro\u00e7o da Linha do Vouga, entre Espinho e Oliveira de Azem\u00e9is, tro\u00e7o que entrou em plena explora\u00e7\u00e3o no dia 21 de Dezembro desse ano.<\/p>\n<p>Essa linha ferrovi\u00e1ria foi planeada em 1877, mas s\u00f3 a 23 de Maio de 1901 foi concedida a Frederico Pereira Palha, ou \u00e0 companhia por ele organizada, autoriza\u00e7\u00e3o para construir e explorar um caminho-de-ferro de via reduzida que, partindo de Torredeita, no ramal de Santa Comba D\u00e3o a Viseu, se estendesse at\u00e9 Espinho e da\u00ed, por Sever do Vouga, at\u00e9 Aveiro, estabelecendo liga\u00e7\u00e3o com a Linha do Norte.<\/p>\n<p>Em 1906, a concess\u00e3o foi transferida de Frederico Pereira Palha para a Compagnie Fran\u00e7aise pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer \u00e0 L\u2019\u00c9tranger. Foi esta companhia que iniciou a explora\u00e7\u00e3o da linha em 1908, a qual ficou conclu\u00edda em 1914, com a chegada a Bodiosa.<\/p>\n<p>Em 1923, a assembleia-geral dessa companhia aprovou a sua nacionaliza\u00e7\u00e3o, dando origem, em 1 de Abril de 1924, \u00e0 Companhia Portuguesa para a Constru\u00e7\u00e3o e Explora\u00e7\u00e3o dos Caminhos de Ferro do Norte de Portugal, propriet\u00e1ria da Companhia dos Caminhos de Ferro do Vale do Vouga.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia de um processo global de unifica\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria, a Companhia do Vale do Vouga, a Companhia Nacional e a Companhia da Beira Alta foram integradas na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses.<\/p>\n<p>N\u00fameros<\/p>\n<p>383.000 <\/p>\n<p>Passageiros no primeiro semestre <\/p>\n<p>de 2008<\/p>\n<p>10 <\/p>\n<p>milh\u00f5es de euros que a REFER vai investir nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos<\/p>\n<p>50<\/p>\n<p>passagens de n\u00edvel que v\u00e3o fechar at\u00e9 Mar\u00e7o de 2009<\/p>\n<p>27<\/p>\n<p>acidentes sucedidos em 2006<\/p>\n<p>nas passagens de n\u00edvel <\/p>\n<p>da Linha do Vale do Vouga<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 23 de Novembro t\u00eam in\u00edcio as comemora\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio da inaugura\u00e7\u00e3o da Linha do Vouga, cujo programa se estender\u00e1 durante um ano, numa iniciativa conjunta da CP, REFER, Funda\u00e7\u00e3o Museu Nacional Ferrovi\u00e1rio e das C\u00e2maras Municipais da \u00e1rea de influ\u00eancia dos dois tro\u00e7os que restam da antiga linha ferrovi\u00e1ria do Vouga (\u00c1gueda, Albergaria-a-Velha, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-13671","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13671","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13671"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13671\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13671"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13671"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13671"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}