{"id":13702,"date":"2008-11-19T17:01:00","date_gmt":"2008-11-19T17:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13702"},"modified":"2008-11-19T17:01:00","modified_gmt":"2008-11-19T17:01:00","slug":"vencer-a-crise-num-tripe-bipede","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/vencer-a-crise-num-tripe-bipede\/","title":{"rendered":"Vencer a crise, num trip\u00e9&#8230; b\u00edpede"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Como se referiu no artigo anterior, a sa\u00edda da crise dever\u00e1 basear-se num trip\u00e9 de actua\u00e7\u00f5es: a pol\u00edtica, a economia e a sociedade; no caso de falhar alguma destas bases, n\u00e3o se alcan\u00e7ar\u00e3o solu\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias. De acordo com os elementos dispon\u00edveis at\u00e9 este momento, as aten\u00e7\u00f5es concentram-se na pol\u00edtica e na economia, deixando atrofiado o papel da sociedade; esta aparece, na melhor das hip\u00f3teses, como destinat\u00e1ria passiva de novas medidas de protec\u00e7\u00e3o social, menosprezando-se as suas enormes potencialidades como actor fundamental na supera\u00e7\u00e3o das conting\u00eancias financeiras e econ\u00f3micas.<\/p>\n<p>Claro que as medidas de protec\u00e7\u00e3o social s\u00e3o indispens\u00e1veis para todos os cidad\u00e3os, e devem ser ajustadas, neste momento, a favor dos mais necessitados. No entanto, imp\u00f5e-se, igualmente, aproveitar todas as potencialidades existentes na sociedade, sob pena de as solu\u00e7\u00f5es serem incompletas e injustas. A t\u00edtulo exemplificativo podem assinalar-se as potencialidades da luta pela subsist\u00eancia, da vida familiar, das rela\u00e7\u00f5es de amizade e vizinhan\u00e7a, dos grupos de ac\u00e7\u00e3o social, das colectividades de cultura, recreio e desporto, das institui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social&#8230;<\/p>\n<p>A luta pela subsist\u00eancia est\u00e1 a originar a cria\u00e7\u00e3o permanente de actividades, com ou sem caracter\u00edsticas empresariais. As fam\u00edlias s\u00e3o espa\u00e7os privilegiados de consci\u00eancia de problemas, de procura de solu\u00e7\u00f5es e de comunh\u00e3o radical. As rela\u00e7\u00f5es de amizade e vizinhan\u00e7a e os grupos de ac\u00e7\u00e3o social refor\u00e7am as capacidades das fam\u00edlias e criam as suas pr\u00f3prias iniciativas. As colectividades de cultura, recreio e desporto institucionalizam capacidades de ac\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, contribuem para a consci\u00eancia social colectiva e levam a efeito in\u00fameras actividades solid\u00e1rias. As institui\u00e7\u00f5es de solidariedade disp\u00f5em de capacidades que v\u00e3o muito para al\u00e9m das \u00abval\u00eancias\u00bb e de outras actividades correntes.<\/p>\n<p>Tanto os governos como os partidos pol\u00edticos e demais for\u00e7as sociais t\u00eam menosprezado este manancial de potencialidades, e a actual crise, provavelmente, ainda n\u00e3o vai suscitar a sensibiliza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria; por outro lado, alguns arremedos de reconhecimento reproduzem o estere\u00f3tipo do Estado-mecenas distribuidor de subs\u00eddios v\u00e1rios. Abstraindo, por ora, do muito que havia a dizer acerca da ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica recomend\u00e1vel, registo apenas que, do Estado e das autarquias, se espera, acima de tudo, que saibam estar com a sociedade, e nela, na procura de solu\u00e7\u00f5es para os diferentes problemas. A coopera\u00e7\u00e3o mais adequada consiste no trabalho comum de identifica\u00e7\u00e3o de problemas e de procura das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, com os meios dispon\u00edveis. Tanto os apoios financeiros como outras provid\u00eancias deveriam basear-se na pondera\u00e7\u00e3o de todos os casos sociais sem solu\u00e7\u00e3o, e concretizar-se atrav\u00e9s de linhas de orienta\u00e7\u00e3o gerais, participadas e transparentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13702","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13702","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13702"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13702\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13702"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13702"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13702"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}