{"id":13704,"date":"2008-11-19T17:04:00","date_gmt":"2008-11-19T17:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13704"},"modified":"2008-11-19T17:04:00","modified_gmt":"2008-11-19T17:04:00","slug":"nostalgicos-do-religiosos-abundam-por-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nostalgicos-do-religiosos-abundam-por-ai\/","title":{"rendered":"Nost\u00e1lgicos do religiosos abundam por a\u00ed"},"content":{"rendered":"<p>Falar de religi\u00e3o, brincar com temas religiosos, p\u00f4r a rid\u00edculo os sentimentos das pessoas crentes, proclamar o agnosticismo pessoal, cultivar d\u00favidas e propalar convic\u00e7\u00f5es de quem as transformou em certezas pr\u00f3prias, parece hoje ser moda e oportunidade aproveitada por gente que tem tribuna livre e antena aberta, e, ainda por cima, recebe por utiliz\u00e1-las a seu belo prazer, que muitas vezes \u00e9 a seu mau gosto. Uma nostalgia do religioso que talvez os psicanalistas possam explicar e que o povo j\u00e1 explicou quando disse: \u201cQuem desdenha quer comprar\u201d. Este campo vai sendo ocupado por pol\u00edticos, legisladores, jornalistas, humoristas, gente de certa cultura, muitos deles incapazes de reconhecerem as suas limita\u00e7\u00f5es culturais e incapazes de calar os gritos interiores que os povoam. Fazem lembrar crian\u00e7as que nasceram e brincaram no adro da Igreja e voltam l\u00e1, mais tarde, para apedrejarem telhado, quando n\u00e3o mesmo o interior do templo.<\/p>\n<p>Deste modo, mostram, tamb\u00e9m, a aprendizagem necess\u00e1ria para viver numa sociedade democr\u00e1tica plural, para aceitar os direitos humanos fundamentais, para respeitar opini\u00f5es e viv\u00eancias diferentes, relacionadas com aspectos importantes da vida, como a liberdade de consci\u00eancia, que tem na liberdade religiosa uma express\u00e3o essencial.<\/p>\n<p>Por vezes, o produto publicitado de diversos modos passa qua-se despercebido, como semente que se lan\u00e7a \u00e0 terra, sempre na esperan\u00e7a de que caia em terra onde, mais tarde ou mais cedo, se gere d\u00favida ou repulsa. Acontece assim com gente que tanto fala e escreve sobre desporto como pol\u00edtica internacional, com pol\u00edticos que tanto bajulam como desprezam, com humoristas gastos que, com a sua pitada que suja os sentimentos religiosos de outros, mendigam sorrisos e aplausos, que j\u00e1 mal conseguem de outro modo. <\/p>\n<p>N\u00e3o ando, nem nunca andei na vida, \u00e0 ca\u00e7a de bruxas e aprendi cedo a respeitar os outros, conhecidos ou desconhecidos, que pensam como eu ou que divergem livremente de mim. Mas, como compro os jornais e os leio, procuro estar atento ao que neles se diz e a quem o diz. Comunicar tamb\u00e9m \u00e9 semear e a par\u00e1bola do trigo e do joio \u00e9, para este tempo concreto, uma advert\u00eancia que n\u00e3o me pode deixar indiferente, mesmo respeitando o comunicador.<\/p>\n<p>Leio no P\u00fablico (4.11.08) o artigo que a\u00ed escreve semanalmente, e mais de uma vez, um dos seus jornalistas de opini\u00e3o que eu leio habitualmente. Desta vez escreveu: \u201cEm certo sentido, a elei\u00e7\u00e3o do pr\u00f3ximo Presidente dos Estados Unidos da Am\u00e9rica \u00e9 a not\u00edcia mais esperada desde a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo &#8211; embora esta \u00faltima ainda n\u00e3o tenha sido confirmada, dois mil anos depois\u201d. Outra qualquer opini\u00e3o sobre religi\u00e3o far-me-ia passar ao lado. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo, pese embora a racionalistas, agn\u00f3sticos ou ateus, ser\u00e1 sempre a verdade central do cristianismo, aquela sobre a qual o sil\u00eancio \u00e9 trai\u00e7\u00e3o. Por isso mesmo, a piada n\u00e3o me deixou insens\u00edvel.<\/p>\n<p>Est\u00e1 equivocado o jornalista em causa. Nenhuma verdade crist\u00e3 est\u00e1 mais confirmada do que esta, pois que nem sempre a raz\u00e3o \u00e9 o melhor caminho para a verdade. <\/p>\n<p>A vida dos crentes \u00e9, desde h\u00e1 dois mil anos, a melhor prova da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo e continuar\u00e1 s\u00ea-lo at\u00e9 ao fim dos tempos. Quem ama a sua vida, at\u00e9 ao ponto mais alto de a entregar por aquilo em que acredita, avaliza a verdade da sua f\u00e9. Milhares de crist\u00e3os convictos que se entregam, por completo, \u00e0 causa de Jesus Cristo, e d\u00e3o, se necess\u00e1rio, ontem como hoje, a pr\u00f3pria vida ao mart\u00edrio, que provam sen\u00e3o isso? Em plena consci\u00eancia e de modo livre n\u00e3o se d\u00e1 a vida por uma simples opini\u00e3o ou cren\u00e7a, qualquer que ela seja. Nunca a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo foi provada por argumentos da raz\u00e3o. A ades\u00e3o \u00e0 f\u00e9 \u00e9 um acto de amor. A raz\u00e3o mostra, por factos consequentes, que acreditar n\u00e3o \u00e9 um absurdo, mas a forma mais pura da liberdade. <\/p>\n<p>A compreens\u00e3o das coisas mais profundas requer sempre meios adequados. Quem endeusa  a raz\u00e3o empobrece a liberdade humana. O crente \u00e9 um homem livre, por isso mais homem e mais senhor da sua vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falar de religi\u00e3o, brincar com temas religiosos, p\u00f4r a rid\u00edculo os sentimentos das pessoas crentes, proclamar o agnosticismo pessoal, cultivar d\u00favidas e propalar convic\u00e7\u00f5es de quem as transformou em certezas pr\u00f3prias, parece hoje ser moda e oportunidade aproveitada por gente que tem tribuna livre e antena aberta, e, ainda por cima, recebe por utiliz\u00e1-las a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13704","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13704"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13704\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}