{"id":13707,"date":"2008-11-27T09:33:00","date_gmt":"2008-11-27T09:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13707"},"modified":"2008-11-27T09:33:00","modified_gmt":"2008-11-27T09:33:00","slug":"apreciar-e-estimular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apreciar-e-estimular\/","title":{"rendered":"Apreciar e estimular"},"content":{"rendered":"<p>A saga continua\u2026 E continuamos todos a perder, porque ningu\u00e9m quer dizer que errou, que s\u00e3o poss\u00edveis e melhores outros caminhos, que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 miss\u00e3o demasiado nobre e tarefa de todos, para que te-nhamos a coragem de n\u00e3o sustentar caprichos mas antes juntar energias em busca do caminho adequado.<\/p>\n<p>Um amigo enviou-me por estes dias um texto. Teve o cuidado de avisar que era do s\u00e9culo XVI, para me poupar \u00e0 surpresa de o julgar porventura o contributo de algum eminente pedagogo dos nossos dias. Entendo que t\u00eam plena actualidade algumas linhas desse texto. Mais: poder\u00e3o ser uma pista e um incentivo para quem tem responsabilidades de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cNada deve ser mais importante e mais desej\u00e1vel (\u2026) do que preservar a boa disposi\u00e7\u00e3o dos professores (\u2026). \u00c9 nisso que reside o maior segredo do bom funcionamento das escolas (\u2026).\u201d \u201cCom amargura de esp\u00edrito, os professores n\u00e3o poder\u00e3o prestar um bom servi\u00e7o, nem responder convenientemente \u00e0s [suas] obriga\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 algo que cai como sopa no mel, no que respeita \u00e0 turbul\u00eancia que vivemos no mundo da educa\u00e7\u00e3o. O que temos criado \u00e9 um clima de azedume, de indisposi\u00e7\u00e3o, de cansa\u00e7o, de desorienta\u00e7\u00e3o, a tantos que, oferecendo o melhor da sua dedica\u00e7\u00e3o, se v\u00eaem desautorizados, vilipendiados, injusti\u00e7ados. Sem estima, sem gosto e alegria, n\u00e3o h\u00e1 quem resista \u00e0s exig\u00eancias da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cQuando um professor desempenha o seu minist\u00e9rio com zelo e dilig\u00eancia, n\u00e3o seja esse o pretexto para o sobrecarregar ainda mais e o manter por mais tempo naquele encargo. De outro modo, os professores come\u00e7ar\u00e3o a desempenhar os seus deveres com mais indiferen\u00e7a e neglig\u00eancia, para que n\u00e3o lhes suceda o mesmo.\u201d<\/p>\n<p>Esta \u00e9 tamb\u00e9m outra quest\u00e3o da m\u00e1xima import\u00e2ncia. O bom desempenho n\u00e3o pode ser sobrecarregado com solicita\u00e7\u00f5es de toda a ordem, tolhendo a possibilidade de canalizar as energias para as boas pr\u00e1ticas educativas em favor de burocracias ou problemas secund\u00e1rios. O m\u00e9rito tem de ser encaminhado para o cerne do labor educativo. Para questionamento e est\u00edmulo daqueles que, porventura, ou n\u00e3o est\u00e3o no trabalho educativo por voca\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o entenderam o ritmo de exig\u00eancia que ele comporta.<\/p>\n<p>Convenhamos nestas palavras conclusivas: o texto da Ratio Studiorum da Companhia de Jesus (1599) bem poderia ser um comunicado final de um plen\u00e1rio de professores ou assembleia de escola, de uma assembleia sindical ou da reflex\u00e3o de um Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XXI. <\/p>\n<p>Acolhamos com humildade a li\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, das boas pr\u00e1ticas educativas que essa hist\u00f3ria nos oferece!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A saga continua\u2026 E continuamos todos a perder, porque ningu\u00e9m quer dizer que errou, que s\u00e3o poss\u00edveis e melhores outros caminhos, que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 miss\u00e3o demasiado nobre e tarefa de todos, para que te-nhamos a coragem de n\u00e3o sustentar caprichos mas antes juntar energias em busca do caminho adequado. 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