{"id":1377,"date":"2010-05-05T09:43:00","date_gmt":"2010-05-05T09:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1377"},"modified":"2010-05-05T09:43:00","modified_gmt":"2010-05-05T09:43:00","slug":"papa-visita-santo-sudario-e-lembra-dramas-da-humanidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/papa-visita-santo-sudario-e-lembra-dramas-da-humanidade\/","title":{"rendered":"Papa visita Santo Sud\u00e1rio e lembra dramas da humanidade"},"content":{"rendered":"<p>Bento XVI foi a Turim afirmar que o pano corresponde ao relato dos Evangelhos, mas n\u00e3o encerra a quest\u00e3o da autenticidade<\/p>\n<p>Bento XVI prestou homenagem ao Santo Sud\u00e1rio, em Turim, referindo que a imagem corresponde aos relatos evang\u00e9licos sobre a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. Na Catedral da cidade italiana, o Papa falou do Sud\u00e1rio como uma \u201ctela sepulcral\u201d que \u201ccorresponde ao que os Evangelhos dizem de Jesus, o qual, crucificado perto do meio-dia, expirou perto das tr\u00eas da tarde\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Sud\u00e1rio de Turim oferece-nos a imagem de como era o seu corpo\u201d, depositado no t\u00famulo por um per\u00edodo breve cronologicamente, cerca de um dia e meio\u201d.<\/p>\n<p>O Papa deteve-se em ora\u00e7\u00e3o diante do Sud\u00e1rio e apresentou depois uma reflex\u00e3o sobre o significado do \u201c\u00edcone\u201d (imagem) do sofrimento de Jesus, s\u00edmbolo da \u201cvit\u00f3ria da vida sobre a morte\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 este o poder do Sud\u00e1rio: do rosto deste homem das dores que leva consigo a paix\u00e3o do homem de todos os tempos e lugares \u2013 incluindo as nossas paix\u00f5es, sofrimentos, dificuldades e pecados \u2013 brota uma solene majestade, um dom\u00ednio paradoxal\u2026 uma palavra que podemos escutar em sil\u00eancio\u201d, disse.<\/p>\n<p>Sem fechar a quest\u00e3o da autenticidade do pano de linho que muitos afirmam ter envolvido o corpo de Jesus Cristo ap\u00f3s a sua crucifica\u00e7\u00e3o, Bento XVI falou num \u201c\u00edcone escrito com o sangue\u201d, mas um sangue que \u201cfala de vida\u201d.<\/p>\n<p>\u201cCada marca deste sangue fala de amor e de vida, especialmente aquela mancha abundante no lado, feita de sangue e \u00e1gua sa\u00eddo copiosamente de uma grande ferida provocada por um golpe de uma lan\u00e7a romana \u2013 aquele sangue e aquela \u00e1gua falam de vida\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u00cdcone, n\u00e3o rel\u00edquia<\/p>\n<p>O Vaticano nunca se pronunciou sobre a autenticidade do pano de linho de 4,36 por 1,10 metros e o Papa falou do Sud\u00e1rio sempre como \u00edcone e n\u00e3o como rel\u00edquia.<\/p>\n<p>Uma rel\u00edquia \u00e9 um objecto preservado com o prop\u00f3sito de ser venerado religiosamente.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o de Bento XVI centrou-se sobre \u201co mist\u00e9rio do S\u00e1bado Santo\u201d, tempo do sil\u00eancio do Deus escondido.<\/p>\n<p>O Papa confessou que este era um \u201cmomento muito aguardado\u201d, mesmo que no passado tivesse visitado o Sud\u00e1rio, porque desta feita levava consigo \u201ctoda a Igreja, mais ainda, toda a humanidade\u201d. Bento XVI sublinhou que \u201co escondimento de Deus faz parte da espiritualidade do homem contempor\u00e2neo, de maneira exis-tencial, quase inconsciente, como um vazio do cora\u00e7\u00e3o que se tem vindo a alargar cada vez mais\u201d.<\/p>\n<p>Cristo partilhou a morte<\/p>\n<p>O Papa citou o fil\u00f3sofo Nietzsche (\u201cDeus morreu, e fomos n\u00f3s que o matamos\u201d) e disse que \u201cap\u00f3s as duas Guerras Mundiais, depois dos campos de concentra\u00e7\u00e3o e dos gulag, ap\u00f3s Hiroshima e Nagasaki, a nossa \u00e9poca tornou-se cada vez mais um S\u00e1bado Santo: a obscuridade daquele dia interpela todos os que se interrogam sobre a vida, e interpela-nos de modo particular a todos n\u00f3s, crentes\u201d. Para o Papa, o Sud\u00e1rio testemunha o momento \u201c\u00fanico e irrepet\u00edvel na hist\u00f3ria da humanidade e do universo, em que Deus, em Jesus Cristo, partilhou n\u00e3o s\u00f3 o nosso morrer, mas tamb\u00e9m o nosso permanecer na morte\u201d.<\/p>\n<p>Ecclesia\/CV<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bento XVI foi a Turim afirmar que o pano corresponde ao relato dos Evangelhos, mas n\u00e3o encerra a quest\u00e3o da autenticidade Bento XVI prestou homenagem ao Santo Sud\u00e1rio, em Turim, referindo que a imagem corresponde aos relatos evang\u00e9licos sobre a morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus. 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