{"id":13786,"date":"2008-12-05T17:58:00","date_gmt":"2008-12-05T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13786"},"modified":"2008-12-05T17:58:00","modified_gmt":"2008-12-05T17:58:00","slug":"aprender-a-enfrentar-novos-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aprender-a-enfrentar-novos-desafios\/","title":{"rendered":"Aprender a enfrentar novos desafios"},"content":{"rendered":"<p>Todos sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver na mudan\u00e7a com alegria, liberdade interior e com crit\u00e9rios que denunciem sabedoria. Os mais velhos carregam h\u00e1bitos e preconceitos, uma carga dif\u00edcil de alijar para ver o que traz de novidade a mudan\u00e7a. Os mais novos, porque as experi\u00eancias de vida ainda n\u00e3o t\u00eam para eles grande express\u00e3o, mais correm atr\u00e1s das emo\u00e7\u00f5es que das raz\u00f5es. Os do meio, gente mais ou menos sabida, mas n\u00e3o tanto como julga, vivem, por vezes, para si pr\u00f3prios comportamentos de uma adolesc\u00eancia retardada que as mudan\u00e7as favorecem, mas enchem-se de autoridade e dureza para com  os filhos e os de fora, em rela\u00e7\u00e3o a exig\u00eancias correntes. Muita gente acaba por ver, depois das dificuldades surgidas, que afinal andava na corda bamba ou instalada \u00e0 margem da vida real, sem se aperceber das mudan\u00e7as e seus desafios.<\/p>\n<p>Aprender a viver na mudan\u00e7a \u00e9 uma das exig\u00eancias fundamentais da educa\u00e7\u00e3o e do crescimento. Quer queiramos ou n\u00e3o, quer gostemos ou critiquemos, a verdade \u00e9 que as mudan\u00e7as culturais, r\u00e1pidas mas com anz\u00f3is que prendem, n\u00e3o param mais, nem se compadecem com a nostalgia de quem espera que o tempo volte para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Viver na mudan\u00e7a com decis\u00e3o e serenidade, aprender a ficar de p\u00e9 nos solavancos da vida, n\u00e3o enjoar no quebrar dos vagalh\u00f5es que balanceiam o barco, sentir-se acompanhado por quem enfrenta os mesmos desafios sem desanimar, n\u00e3o perder o sentido do que se pretende e quer, assumir a responsabilidade das decis\u00f5es nos momentos menos claros, perceber o que se est\u00e1 passando e quem o comanda, \u00e9 muito importante para cada pessoa viva e que assim quer continuar. Indispens\u00e1vel para conviver na fam\u00edlia, no trabalho, na pol\u00edtica, na Igreja, nos divertimentos, em tudo.<\/p>\n<p>Muita gente j\u00e1 vai compreendendo que assim \u00e9, e tenta preparar-se, sem se retirar da vida, enfrentando os desafios da mesma. Outros permanecem casmurros, contrariam as mudan\u00e7as evidentes com ju\u00edzos redutores, \u00e0 espera que todos lhe d\u00eaem raz\u00e3o, nem se apercebendo que cada dia t\u00eam menos gente que os ou\u00e7a ou lhes pe\u00e7a conselho. Tamb\u00e9m n\u00e3o falta quem expenda opini\u00f5es que agradam e d\u00ea conselhos superficiais, sem pensar se se fortalecem as ra\u00edzes do pensar e do agir, ou se apenas se fazem c\u00f3cegas aos ouvidos. <\/p>\n<p>Preparar para a mudan\u00e7a, um problema grave que atinge tamb\u00e9m a Igreja, pede, no caso, uma aten\u00e7\u00e3o cuidada para refor\u00e7ar e motivar a f\u00e9 dos crentes e das comunidades, de modo a enfrenta-rem os desafios novos, com discernimento e coragem. <\/p>\n<p>H\u00e1 dias chamou-me a aten\u00e7\u00e3o o artigo de uma revista de fim-de-semana que dava pelo t\u00edtulo: \u201cEduca\u00e7\u00e3o: ajude os seus filhos a compreender as mudan\u00e7as\u201d. A desilus\u00e3o veio logo, porque eram duas p\u00e1ginas, com aparato e fotografia, apenas para explicar aos meninos e meninas a sua fisiologia. No fundo, o isco \u00e9 sempre o mesmo. Tratava-se da publicidade de mais um livro, vindo da Calif\u00f3rnia\u2026 Na v\u00e9spera ca\u00edram-me os olhos no ecr\u00e3 do televisor, onde uma psic\u00f3loga e uma mestra de hor\u00f3scopos falavam com gente nova, mais sabida do que se julgava, e a que n\u00e3o faltava a sondagem de rua para ouvir pais e av\u00f3s opinarem sobre a altura de filhas e netas quebrarem a virgindade\u2026 <\/p>\n<p>Neste procurar perceber as mudan\u00e7as para responder a novos desafios, n\u00e3o se podem esperar ajudas para voos mais altos, de gente de asas cortadas ou que n\u00e3o sabe voar.<\/p>\n<p>Preparar para a mudan\u00e7a \u00e9 mat\u00e9ria educativa em muitos quadrantes da vida, que n\u00e3o s\u00f3 a sexualidade, por importante que esta seja. Nem esta ser\u00e1 bem entendida e vivida, sem se perceberem e assumirem as suas raz\u00f5es mais profundas, que v\u00e3o muito para al\u00e9m do simples cuidado para evitar consequ\u00eancias indesej\u00e1veis e de saber os limites do prazer.<\/p>\n<p>Um exemplo actual. Sondagens fi\u00e1veis e recentes conclu\u00edam que uma percentagem alt\u00edssima de pr\u00e9-adolescentes diz que j\u00e1 n\u00e3o pode passar sem o telem\u00f3vel? Certamente que s\u00e3o os pais que lhos carregam. Aprender a responder aos desafios das mudan\u00e7as \u00e9 aprender a ser livre, a ser pessoa em sociedade, a n\u00e3o ser escravo de nada, nem ningu\u00e9m. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos sabemos que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil viver na mudan\u00e7a com alegria, liberdade interior e com crit\u00e9rios que denunciem sabedoria. Os mais velhos carregam h\u00e1bitos e preconceitos, uma carga dif\u00edcil de alijar para ver o que traz de novidade a mudan\u00e7a. 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