{"id":13816,"date":"2008-12-10T18:26:00","date_gmt":"2008-12-10T18:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13816"},"modified":"2008-12-10T18:26:00","modified_gmt":"2008-12-10T18:26:00","slug":"as-visitas-pastorais-fazem-me-sentir-mais-irmao-dos-padres-e-mais-proximo-da-sua-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/as-visitas-pastorais-fazem-me-sentir-mais-irmao-dos-padres-e-mais-proximo-da-sua-missao\/","title":{"rendered":"&#8220;As visitas pastorais fazem-me sentir mais irm\u00e3o dos padres e mais pr\u00f3ximo da sua miss\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Segunda parte da entrevista a D. Ant\u00f3nio Francisco, (primeira parte na edi\u00e7\u00e3o CV de 3 de Dezembro). O Bispo de Aveiro completou dois anos de presen\u00e7a na Diocese e 36 de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral no dia 8 de Dezembro<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA \u2013 D. Ant\u00f3nio Francisco visitou Mur-tosa e Estarreja no ano pastoral de 2007\/08, est\u00e1 visitar Albergaria-a-Velha e parte a seguir para Sever do Vouga. Espera visitar os dez arciprestados antes do Ano Jubilar (2013). Que import\u00e2ncia e sentido d\u00e1 \u00e0s visitas pastorais?<\/p>\n<p>D. ANT\u00d3NIO FRANCISCO \u2013 As visitas pastorais s\u00e3o uma das formas mais naturais da vida e da miss\u00e3o do bispo diocesano. Consistem neste viver pr\u00f3ximo e fraterno com os sacerdotes e com as comunidades. Conhecer, amar e servir as comunidades, perceber os caminhos percorridos e adivinhar os horizontes de evangeliza\u00e7\u00e3o sonhados e desejados s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel deste modo. <\/p>\n<p>Rezar com os sacerdotes, com os di\u00e1conos, com as comunidades religiosas e com as comunidades, acolher e reunir os crentes, ir ao encontro da sociedade civil, das associa\u00e7\u00f5es, escolas e empresas, visitar os doentes e os idosos, dialogar com todos sem rodeios nem receios e celebrar os mist\u00e9rios santos da nossa f\u00e9 constituem uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para mim e oferecem-me uma salutar alegria de servi\u00e7o \u00e0 causa de Jesus e do Evangelho. Sinto-me t\u00e3o bem nas visitas pastorais que s\u00f3 me pesa que, ao estar semanas completas nas par\u00f3quias, com isso sobrecarregue de trabalho os meus directos colaboradores nos servi\u00e7os diocesanos.<\/p>\n<p>As visitas servem tamb\u00e9m para provocar alguma renova\u00e7\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Procuro em cada visita pastoral deixar na mensagem conclusiva em destaque os elementos relevantes da vida crist\u00e3, social e cultural a\u00ed encontrados e avan\u00e7ar sempre alguns desafios e compromissos pastorais que fa\u00e7am de cada visita pastoral uma etapa de evangeliza\u00e7\u00e3o. Tenho a consci\u00eancia de que os arciprestados que melhor conhe\u00e7o s\u00e3o aqueles em que estive em visita pastoral. Conhe\u00e7o as pessoas, os movimentos apost\u00f3licos, os templos sagrados onde celebrei, at\u00e9 o nome dos lugares s\u00e3o j\u00e1 uma refer\u00eancia de identifica\u00e7\u00e3o para mim. Senti as alegrias e as dificuldades do povo. Ouvi e dialoguei com os sacerdotes, di\u00e1conos e religiosas e com os seus mais pr\u00f3ximos colaboradores, habitei as casas paroquiais e estes aspectos s\u00e3o t\u00e3o importantes que nos fazem sentir mais irm\u00e3os dos sacerdotes e mais pr\u00f3ximos da sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>A realidade que conhece at\u00e9 agora inspira mudan\u00e7as pastorais?<\/p>\n<p>Uma das mudan\u00e7as concretas que as visitas inspiram \u00e9 a preocupa\u00e7\u00e3o de uma distribui\u00e7\u00e3o equilibrada do Clero. Outra \u00e9 a da comunh\u00e3o arciprestal que urge incrementar mais. Outra ainda \u00e9 a do respeito pela diferen\u00e7a das pessoas, das comunidades e dos percursos pastorais. Isto \u00e9 para mim uma riqueza e uma oportunidade e nunca um problema ou uma dificuldade.<\/p>\n<p>Recentemente, o Sr. Bispo prop\u00f4s que a Diocese reflectisse sobre o ISCRA (Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas de Aveiro). Significa que a escola da Diocese n\u00e3o est\u00e1 a cumprir os objectivos para que foi criada?<\/p>\n<p>Nunca achei que o ISCRA n\u00e3o estava a cumprir os objectivos para que foi formado. Nunca pensei isso. A minha perspectiva \u00e9 que se caminhe neste rumo: salvaguardar a dimens\u00e3o de escola superior de Ci\u00eancias Religiosas, associada ao instituto San Agustin e \u00e0 Faculdade de Teologia de Comillas (Madrid), e, ao mesmo tempo, afirm\u00e1-lo como escola de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 diocesana (e alargada a outras dioceses, se poss\u00edvel). Parece-me \u2013 e o Conselho Diocesano de Pastoral fez real\u00e7ar isso ao revelar que pessoas que assumem responsabilidades na vida da pastoral diocesana, em sectores primordiais, nunca tiveram um contacto pessoal, um conhecimento directo, uma abertura franqueada do ISCRA \u2013 que a escola acabava por ser uma institui\u00e7\u00e3o de portas abertas para aqueles que o frequentavam, mas de portas s\u00f3 entreabertas para aqueles a quem se devia dirigir, isto \u00e9, toda a diocese.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de reorientar o ISCRA para a forma\u00e7\u00e3o de agentes de pastorais?<\/p>\n<p>Depois de 19 anos de vida, a escola n\u00e3o pode ser ignorada, desconhecida ou considerada distante. Percebi que havia alguma dificuldade de di\u00e1logo articulado entre os respons\u00e1veis do ISCRA e a pr\u00f3pria vida diocesana. O circuito de bom entendimento tem de estar aberto. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio um conhecimento franco, sem receios e sem preconceitos. A partir da\u00ed, o ISCRA, que era necess\u00e1rio, \u00fatil e imprescind\u00edvel, s\u00ea-lo-\u00e1 cada vez mais, sem perder nada do que tem sido ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Por outro lado, como no pr\u00f3ximo ano vamos ter entre os objectivos espec\u00edficos a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, o ISCRA estar\u00e1 implicado, pois ter\u00e1 uma quota-parte de responsabilidade na implementa\u00e7\u00e3o desse plano.<\/p>\n<p>O que espera dessa reflex\u00e3o sobre a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3?<\/p>\n<p>Um dos aspectos inovadores do plano pastoral para o quinqu\u00e9nio \u00e9 que todos os anos haver\u00e1 a elabora\u00e7\u00e3o de um plano sectorial. Este ano estamos centrados na ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa. No pr\u00f3ximo ano, na forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, actualizando e reelaborando o que j\u00e1 temos. Depois haver\u00e1 um plano de pastoral lit\u00fargica. No quarto ano, um plano de pastoral familiar.<\/p>\n<p>Os crist\u00e3os est\u00e3o pouco formados? N\u00e3o procuram reflectir sobre o que cr\u00eaem?<\/p>\n<p>Temos descurado a forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 de adultos, que n\u00e3o passa s\u00f3 pela prepara\u00e7\u00e3o para o baptismo. \u00c9 preciso alargar e abranger todas as estruturas com forma\u00e7\u00e3o. Na nossa Diocese temos ideias claras e interessantes sobre isso, como as escolas arciprestais. \u00c9 fundamental que reflictamos sobre a inicia\u00e7\u00e3o crist\u00e3, ao longo de todas as idades.<\/p>\n<p>Mas o plano de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 passa por nos obrigar a reflectir sobre aspectos como estes: nas reuni\u00f5es com os jovens que v\u00e3o ser crismados pergunto quem l\u00ea e quem tem a B\u00edblia\u2026 S\u00e3o muito poucos aqueles que a l\u00eaem. N\u00e3o me refiro a uma leitura di\u00e1ria, mas a uma leitura procurada como sustento da vida espiritual crist\u00e3. Por outro lado, a percentagem daqueles que prospe-ram em grupo, para l\u00e1 do Crisma, \u00e9 muito reduzida. A sondagem que fez o Patriarcado de Lisboa acerca dos crist\u00e3os praticantes que l\u00eaem a B\u00edblia [e que revelou n\u00fameros reduzidos] aplica-se certamente \u00e0 nossa diocese.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o pode ser alterada?<\/p>\n<p>Temos elementos e meios para elaborar um plano de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3 ao longo da vida, at\u00e9 porque estamos numa terra onde h\u00e1 uma grande presen\u00e7a da cultura e da forma\u00e7\u00e3o. A Igreja sente, pela experi\u00eancia, capacidade e recursos humanos que tem \u2013 o Sr. D. Ant\u00f3nio Marcelino insistiu muito nisso \u2013 que pode fazer um trabalho muito v\u00e1lido e necess\u00e1rio neste campo. \u00c9 por a\u00ed que passa a grande renova\u00e7\u00e3o da Igreja.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o haver\u00e1 renova\u00e7\u00e3o sem voca\u00e7\u00f5es. O Sr. Bispo tem visitado padres doentes, que de certo s\u00e3o motivo de preocupa\u00e7\u00e3o, e tem afirmado a reabertura do Semin\u00e1rio como sinal de esperan\u00e7a. V\u00ea a quest\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es  como preocupa\u00e7\u00e3o ou como esperan\u00e7a?<\/p>\n<p>Vejo a quest\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es com esperan\u00e7a. A reabertura do Semin\u00e1rio de Aveiro e o termos 19 seminaristas s\u00e3o, de facto, sinais de esperan\u00e7a. Se todos perseverarem, a partir do pr\u00f3ximo ano teremos ordena\u00e7\u00f5es todos os anos, o que n\u00e3o \u00e9 muito frequente no percurso dos \u00faltimos 30 anos da Diocese.<\/p>\n<p>Preocupa-o a falta de sacerdotes?<\/p>\n<p>Dei conta, logo nas primeiras visitas que fiz, que h\u00e1 muitos sacerdotes idosos e doentes. Foram os primeiros que eu visitei. Nestes dois anos j\u00e1 faleceram nove e ainda n\u00e3o ordenei [padre] ningu\u00e9m [para a Diocese].<\/p>\n<p>Pensei que poderia trabalhar sem precisar de recorrer \u00e0 ajuda de sacerdotes vindos de fora da diocese. No entanto, verifiquei, pela experi\u00eancia destes dois anos, que, dado o peso do trabalho, que \u00e9 excessivo para muitos sacerdotes, e dada a idade avan\u00e7ada de alguns outros, precisamos de recorrer \u00e0 ajuda de fora, como, ali\u00e1s, sempre se fez. Essa ser\u00e1 uma partilha eclesial que nos enriquece, assim como temos a liberdade de disponibilizar sacerdotes para trabalhar noutras comunidades, como no caso concreto do Maranh\u00e3o (Brasil).<\/p>\n<p>Mesmo assim, gostaria da disponibilizar sempre alguns sacerdotes para continuarem os seus estudos, em Portugal ou no estrangeiro. Isso implica retir\u00e1-los durante algum tempo da miss\u00e3o que exerciam na Diocese. Temos neste momento tr\u00eas a estudar em Portugal, na \u00e1rea da Pastoral da Sa\u00fade, e dois em Roma. Essa liberta\u00e7\u00e3o durante alguns anos para a miss\u00e3o de estudos obriga a que outros assumam mais responsabilidades na Diocese. <\/p>\n<p>A tem\u00e1tica das voca\u00e7\u00f5es, que apontou como prioridade, tem sido acolhida?<\/p>\n<p>Sim. Sente-se por toda a Diocese uma grande expectativa, um acolhimento e uma confian\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel fazer surgir mais voca\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o diocesano. Essa convic\u00e7\u00e3o, sobretudo encontrada nos sacerdotes, mas tamb\u00e9m nas comunidades, d\u00e1-me \u00e2nimo a prosseguir neste caminho e a continuar a afirmar as voca\u00e7\u00f5es como prioridade na vida diocesana.<\/p>\n<p>O Sr. Bispo pediu tamb\u00e9m que se reflectisse sobre o arciprestado. Tem a ver com a falta de padres e a nova organiza\u00e7\u00e3o pastoral por isso necess\u00e1ria?<\/p>\n<p>Em cada ano da programa\u00e7\u00e3o pastoral h\u00e1 uma reflex\u00e3o sobre um aspecto das estruturas diocesanas. Reflectir sobre o arciprestado \u00e9, por um lado, in\u00edcio da resposta ao pedido do Santo Padre para organizarmos de maneira diferente as nossas comunidades. A experi\u00eancia das unidades pastorais seria uma hip\u00f3tese, mas o arciprestado possui uma realidade social constitutiva da pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o administrativa. Temos 10 arciprestados. Alguns deles com poucos padres. Esta organiza\u00e7\u00e3o permite simultaneamente a comunh\u00e3o sacerdotal dos padres, a abertura da comunh\u00e3o aos di\u00e1conos, que s\u00e3o 28, e \u00e0s comunidades religiosas. Felizmente temos comunidades religiosas em todos os arciprestados. Permite ainda a inclus\u00e3o dos leigos nos espa\u00e7os de reflex\u00e3o e da ac\u00e7\u00e3o pastoral. Isto evita o perigo das par\u00f3quias se fecharem sobre si pr\u00f3prias, o perigo de alguma solid\u00e3o e diversidade que n\u00e3o sejam enriquecedoras, e prop\u00f5e uma vida e um trabalho de comunh\u00e3o, ao n\u00edvel das equipas de catequese, de juventude, de pastoral familiar, de ac\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-caritativa. Neste espa\u00e7o interm\u00e9dio entre a par\u00f3quia e a diocese, rentabilizamos recursos e experienciamos esta beleza de uma Igreja que \u00e9 casa e escola de comunh\u00e3o.<\/p>\n<p>Referiu o encontro com Bento XVI, em Novembro de 2007. A Igreja em Portugal mudou alguma coisa?<\/p>\n<p>Mudou. Primeiro, na convic\u00e7\u00e3o de que \u00e9 preciso mudar. \u00c9 o primeiro passo. Mudou no sentido que n\u00f3s pr\u00f3prios, na Confer\u00eancia Episcopal queremos reorganizar a nossa metodologia de trabalho, com mais efic\u00e1cia. Disponibiliz\u00e1mo-nos em colocar o relat\u00f3rio enviado ao Santo Padre, para ser estudado na Confer\u00eancia Episcopal.<\/p>\n<p>Os outros bispos tamb\u00e9m assim fizeram?<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se todos fizeram. Eu fiz e acho que pode ser \u00fatil. Alguns acharam que n\u00e3o. Ficou ao crit\u00e9rio de cada bispo.<\/p>\n<p>Qualquer bispo pode consultar esse relat\u00f3rio?<\/p>\n<p>N\u00e3o. Foi decidido que se constitua um gabinete de estudos pastorais ao n\u00edvel da assessoria da CEP. E que este gabinete, estudando os relat\u00f3rios, nos ajude a preparar iniciativas conjuntas. Outra mudan\u00e7a poderia ser no sentido de assumirmos um plano de miss\u00e3o para o pa\u00eds. N\u00e3o somos uma igreja nacional, somos 21 dioceses, mas hoje, com a facilidade da mobilidade humana, com frequ\u00eancia as mesmas pessoas est\u00e3o em dioceses diferentes. Um exemplo: a Semana dos Semin\u00e1rios \u00e9 vivida por duas dioceses em altura diferentes. Outro exemplo: nas nossas universidades h\u00e1 alunos de todo o pa\u00eds, vindos de dioceses com planos pastorais diocesanos muito d\u00edspares&#8230; <\/p>\n<p>O plano nacional, ou pelo menos a sintonia nacional, poder\u00e1 ser o grande passo na sequ\u00eancia do encontro com o Papa?<\/p>\n<p>Penso que si. A mensagem n\u00e3o ficou em Roma, est\u00e1 a ser reflectida e aplicada nas dioceses.<\/p>\n<p>No ano passado, prop\u00f4s a constru\u00e7\u00e3o da Casa Sacerdotal (para sacerdotes e pessoas que os acompanham na vida pastoral). Nos pr\u00f3ximos tempos, v\u00e3o nascer outras obras em Aveiro?<\/p>\n<p>Espero que sim. Vou propor a retirada dos servi\u00e7os pastorais do edif\u00edcio do n.\u00ba 50 da Rua Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o. J\u00e1 pedi a um arquitecto que estudasse a transforma\u00e7\u00e3o  de parte do Semin\u00e1rio de Aveiro para a instala\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os pastorais diocesanos. Esta ser\u00e1 a segunda obra. Queria ter estas duas prontas nos 75 anos da Diocese. Outra que sonho e para a qual gostava de lan\u00e7ar a primeira pedra nos 75 anos \u00e9 uma igreja nova na zona da Forca-Vouga [urbaniza\u00e7\u00e3o recente em \u00e1rea da freguesia e par\u00f3quia da Vera Cruz]. J\u00e1 h\u00e1 um espa\u00e7o previsto, mas ainda est\u00e3o a decorrer as negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>D.Ant\u00f3nio Francisco s\u00f3 teve 15 dias de f\u00e9rias<\/p>\n<p>desde que \u00e9 bispo<\/p>\n<p>Sabemos que tem um grande afecto pela sua m\u00e3e. J\u00e1 referiu publicamente que lhe leva as flores que por vezes recebe nas visitas pastorais ou noutros momentos. Como est\u00e1 a sua m\u00e3e?<\/p>\n<p>A minha m\u00e3e est\u00e1 acamada h\u00e1 quatro anos. Teve um acidente vascular cerebral (AVC) h\u00e1 18, em 1990, recuperou bastante bem, ainda com qualidade de vida e autonomia, durante 12 anos, depois, numa fase em que estava a fazer fisioterapia repetiu o AVC e est\u00e1 neste momento imobilizada e dependente, sendo alimentada por uma sonda.<\/p>\n<p>Mas est\u00e1 consciente?<\/p>\n<p>Sim, mas desde o primeiro acidente deixou de falar e ficou atingida da parte direita. O meu grande desejo era traz\u00ea-la comigo sempre. Sou filho \u00fanico. Tenho tido manifesta\u00e7\u00f5es de muito carinho por parte dos sacerdotes da nossa Diocese que t\u00eam lares nos centros sociais. T\u00eam disponibilizado, com uma sensibilidade que me comove e confunde, para a ter aqui. Ela precisa de uma pessoa permanentemente com ela. Tem 81 anos e est\u00e1 na Casa Sacerdotal de Lamego.<\/p>\n<p>Quando teve f\u00e9rias pela \u00faltima vez?<\/p>\n<p>Foi h\u00e1 cinco anos, antes de ser nomeado bispo. No primeiro ano de bispo tive 15 dias de f\u00e9rias, que passei com a minha m\u00e3e. No segundo ano, j\u00e1 sabia que ia ser Bispo de Aveiro e ocupei esse tempo a concentrar o trabalho que tinha assumido em Braga de acordo com o Sr. Arcebispo\u2026 Conclu\u00ed o trabalho em Braga no dia 5 de Dezembro para entrar em Aveiro no dia 8.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sente cansado sem f\u00e9rias?<\/p>\n<p>Os pequeninos momentos em que vou visitar a minha m\u00e3e \u2013 e vou todas as semanas \u2013 s\u00e3o para mim tempo de descanso. Fa\u00e7o assim o meu descanso semanal, que \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 aquele que eu previa, por causa de outros trabalhos como os da Confer\u00eancia Episcopal. Em segundo lugar, como gosto tanto da paisagem da beira-mar, mesmo que n\u00e3o tenha tempo para ir \u00e0 praia, o pr\u00f3prio ambiente, a paisagem, o contexto da vida da cidade, que \u00e9 nova para mim, ajudam a descontrair.<\/p>\n<p>Gosta de ler? O que tem lido nos \u00faltimos tempos?<\/p>\n<p>Gosto de ler e procuro ler. Uma das faltas que sinto \u00e9 a da vida acad\u00e9mica, o tempo acad\u00e9mico, o gosto de ensinar que me obrigava a ler e aprofundar os temas. Foram seis anos de ensino no campo da Sociologia e da Psicologia. Os \u00faltimos livros que li foram sobre S\u00e3o Paulo. Agora estou a ler um sobre Jesus. Nestes dois anos, o que mais li foi sobre Aveiro e a hist\u00f3ria da Aveiro. Sobre este tema, o \u00faltimo livro que li abordava a hist\u00f3ria das Carmelitas em Aveiro (da autoria de P.e Jos\u00e9 Martins Belinquete). Durante o Ver\u00e3o procurei ler os livros de D. Manuel de Almeida Trindade que tinha aqui na biblioteca.<\/p>\n<p>Tem algum hobby?<\/p>\n<p>Durante algum tempo coleccionei postais das terras por onde passava. E nos tempos de estudante coleccionava selos. Mas por pouco tempo. Agora, tenho uma colec\u00e7\u00e3o muito grande de imagens de Nossa Senhora\u2026<\/p>\n<p>Imagens que lhe d\u00e3o?<\/p>\n<p>Sim, algumas. Outras s\u00e3o compradas por mim.<\/p>\n<p>Suponho que o Sr. Bispo n\u00e3o pratica nenhum desporto. Gostava de algum em particular?<\/p>\n<p>Gostava de andar de bicicleta e de nata\u00e7\u00e3o. Em Braga, na cave da Casa Sacerdotal, t\u00ednhamos uma grande piscina\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segunda parte da entrevista a D. Ant\u00f3nio Francisco, (primeira parte na edi\u00e7\u00e3o CV de 3 de Dezembro). O Bispo de Aveiro completou dois anos de presen\u00e7a na Diocese e 36 de ordena\u00e7\u00e3o presbiteral no dia 8 de Dezembro CORREIO DO VOUGA \u2013 D. Ant\u00f3nio Francisco visitou Mur-tosa e Estarreja no ano pastoral de 2007\/08, est\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[57],"tags":[],"class_list":["post-13816","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevista"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13816","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13816"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13816\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13816"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13816"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13816"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}