{"id":13817,"date":"2008-12-10T18:31:00","date_gmt":"2008-12-10T18:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13817"},"modified":"2008-12-10T18:31:00","modified_gmt":"2008-12-10T18:31:00","slug":"paineis-de-moliceiros-motivam-tese-de-doutoramento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/paineis-de-moliceiros-motivam-tese-de-doutoramento\/","title":{"rendered":"Pain\u00e9is de Moliceiros motivam tese de doutoramento"},"content":{"rendered":"<p>Clara Sarmento levou para a Universidade a cultura popular da Ria de Aveiro<\/p>\n<p>Depois do livro\/\u00e1lbum fotogr\u00e1fico \u201cOs Moliceiros da Ria de Aveiro \u2013 Quadros flutuantes\u201d, publicado pela C\u00e2mara Municipal de Aveiro, em 1999, Clara Sarmento escreveu agora o livro \u201cPr\u00e1ticas, discursos e representa\u00e7\u00f5es da Cultura Popular Portuguesa \u2013 O Barco Moliceiro\u201d, obra que resulta da tese de doutoramento em Cultura Portuguesa que a autora efectuou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e que lhe valeu a atribui\u00e7\u00e3o do Pr\u00e9mio CES \u2013 Centro de Estudos Sociais.<\/p>\n<p>Em entrevista ao \u201cCorreio do Vouga\u201d, Clara Sarmento justifica esse seu interesse pelos barcos moliceiros, em especial pelos pain\u00e9is decorativos e respectivas legendas. \u201cHavia toda essa investiga\u00e7\u00e3o pr\u00e9via que me levou a apaixonar pelo tema, o qual n\u00e3o tinha tido, por parte dos investigadores, o estudo criterioso, cuidadoso e cientificamente documentado que merecia\u201d, refere. \u201cT\u00ednhamos aqui um manancial extraordin\u00e1rio relativo \u00e0 regi\u00e3o da Ria de Aveiro que ainda n\u00e3o tinha merecido uma aten\u00e7\u00e3o cred\u00edvel e nem tinha documentada por parte de um historiador, de um antrop\u00f3logo ou de um soci\u00f3logo. Tomei eu essa iniciativa ao escolher fazer a minha tese de doutoramento em Cultura Portuguesa, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto\u201d, afirma Clara Sarmento.<\/p>\n<p>Para esse doutoramento, Clara Sarmento desenvolveu a sua tese a partir da cultura popular e tradicional representada pelos pain\u00e9is dos barcos moliceiros, porque \u201ca Cultura \u2013 afirma \u2013 \u00e9 um conceito extremamente vasto que engloba n\u00e3o s\u00f3 a mais erudita, mas tamb\u00e9m a mais popular\u201d. \u201cPreferi dar um enfoque especial, e mais atento, \u00e0 cultura popular, n\u00e3o s\u00f3 do passado recente, mas tamb\u00e9m contempor\u00e2nea como ela prevalece ainda hoje em dia. Apesar da influ\u00eancia dos \u2018media\u2019, da televis\u00e3o, da modernidade, do sector terci\u00e1rio e do turismo, continua a ser criada essa cultura popular, como podemos ver no moliceiro\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Clara Sarmento reconhece que praticamente fotografou e registou todos os barcos moliceiros  existentes na Ria de Aveiro, ainda que sendo do Porto. \u201cTive que me deslocar periodicamente aqui, ao longo dos \u00faltimos anos. Dentro das minhas disponibilidades, documentei tudo o que havia para documentar. Espero bem que n\u00e3o haja algum barco moliceiro que me tenha escapado\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Pintar pain\u00e9is<\/p>\n<p>Arte amadora e popular que chega <\/p>\n<p>a ser imitada por especialistas<\/p>\n<p>A investigadora sublinha que a pintura de pain\u00e9is \u00e9 uma arte \u201cessencialmente amadora\u201d. \u201cExiste uma s\u00e9rie de pintores populares, espalhados ao longo da Ria, que por vezes s\u00e3o chamados pelos propriet\u00e1rios dos barcos para restaurarem uma pintura ou para fazerem uma pintura original\u201d, afirma. Clara Sarmento nota que \u201cnos \u00faltimos tr\u00eas anos tem havido uma grande queda na produ\u00e7\u00e3o de pinturas e de restauros, dado a crise econ\u00f3mica, porque essa \u00e9 uma actividade paga\u201d. No entanto, nota que \u201cexistem tr\u00eas ou quatro pintores documentados, fora aqueles que tendo uma forma\u00e7\u00e3o superior, que at\u00e9 s\u00e3o professores em escolas da regi\u00e3o, em alturas de maior trabalho, s\u00e3o chamados para restaurar ou pintar pain\u00e9is\u201d. Apesar de terem forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica em Belas Artes e de exporem regularmente, \u201cchegam ao estaleiro e pintam de modo a imitar o tra\u00e7o popular, escondendo o tra\u00e7o erudito, for\u00e7ando um tra\u00e7o tosco, usando cores garridas e sem perspectiva\u201d, observa. \u201c\u00c9 muito curioso esse trabalho de perda de sofistica\u00e7\u00e3o em prol do tra\u00e7o popular\u201d, remata Clara Sarmanto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Clara Sarmento levou para a Universidade a cultura popular da Ria de Aveiro Depois do livro\/\u00e1lbum fotogr\u00e1fico \u201cOs Moliceiros da Ria de Aveiro \u2013 Quadros flutuantes\u201d, publicado pela C\u00e2mara Municipal de Aveiro, em 1999, Clara Sarmento escreveu agora o livro \u201cPr\u00e1ticas, discursos e representa\u00e7\u00f5es da Cultura Popular Portuguesa \u2013 O Barco Moliceiro\u201d, obra que resulta [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-13817","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13817","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13817"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13817\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13817"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13817"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13817"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}