{"id":13833,"date":"2008-12-11T11:51:00","date_gmt":"2008-12-11T11:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13833"},"modified":"2008-12-11T11:51:00","modified_gmt":"2008-12-11T11:51:00","slug":"ninguem-sabe-explicar-a-crise-mas-a-responsabilidade-e-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ninguem-sabe-explicar-a-crise-mas-a-responsabilidade-e-de-todos\/","title":{"rendered":"Ningu\u00e9m sabe explicar a crise, mas a responsabilidade \u00e9 de todos"},"content":{"rendered":"<p>Barbosa de Melo aos respons\u00e1veis das C\u00e1ritas Diocesanas <!--more--> \u201cA crise, hoje, \u00e9 mais grave do que ontem. Mas ontem era mais grave do que h\u00e1 uma semana. E o que podemos dizer sobre ela, al\u00e9m de que devemos transform\u00e1-la em oportunidade? O que posso dizer sobre a situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e1 o mundo?\u201d (\u2026) Sejamos humildes. Ningu\u00e9m percebe nada do que est\u00e1 a acontecer\u201d, afirmou Barbosa de Melo aos representantes de 19 C\u00e1ritas Diocesanas (das 20 que h\u00e1 em Portugal), reunidos em Conselho Geral, numa sess\u00e3o que decorreu em Anadia, no Museu do Vinho, no dia 22 de Novembro.<\/p>\n<p>Segundo o antigo presidente da Assembleia da Rep\u00fablica e ex-conselheiro de Estado, \u201cn\u00e3o h\u00e1 uma certeza quanto ao diagn\u00f3stico, nem quanto ao progn\u00f3stico\u201d. Re\u00fanem-se as inst\u00e2ncias, como o G20 (grupo das 20 maiores economias) ou Conselho para a Globaliza\u00e7\u00e3o (por iniciativa do Presidente da Rep\u00fablica) e o que sai destas reuni\u00f5es? Pouco ou nada. \u201cO G20 decidiu voltar a encontrar-se em Mar\u00e7o [de 2009] para avaliar bem as coisas&#8230; Ningu\u00e9m sabe de nada e todos fazem de conta\u201d, afirmou Barbosa de Melo. Vive-se \u201cuma crise civilizacional\u201d.<\/p>\n<p>Barbosa de Melo tra\u00e7ou um quadro negro do panorama internacional, com \u201cnovos retornados\u201d devido \u00e0 crise noutros pa\u00edses, um \u201cn\u00f3 gordio no petr\u00f3leo e nos cereais, a precisar de um novo Alexandre Magno\u201d, uma crise financeira e energ\u00e9tica (\u201cnos pr\u00f3ximos 20 anos n\u00e3o vai haver dinheiro\u201d), mas deixou tamb\u00e9m uma interroga\u00e7\u00e3o e alguns sinais de esperan\u00e7a. A interroga\u00e7\u00e3o, dirigiu-a aos crist\u00e3os, a todos, e n\u00e3o apenas aos que estavam no Audit\u00f3rio do Museu do Vinho: \u201cParece que fomos apanhados de surpresa\u2026 Parece que n\u00e3o temos lido sobre isto. A nossa alimenta\u00e7\u00e3o cultural desconhece o que os Papas escreveram sobre o trabalho e a economia. J\u00e1 leram as enc\u00edclicas sociais?\u201d<\/p>\n<p>Um dos sinais de esperan\u00e7a, segundo Barbosa de Melo, vem do outro lado do Atl\u00e2ntico. Obama, presidente eleito dos EUA, colocou a energia no centro das preocupa\u00e7\u00f5es, meses antes de ser eleito. Constitui \u201cum sinal de optimismo que tenha percebido que \u00e9 preciso mudar a pol\u00edtica energ\u00e9tica\u201d, afirmou Barbosa de Melo.<\/p>\n<p>No di\u00e1logo com os cerca de 60 dirigentes da C\u00e1ritas, manifestou outros sinais de optimismo, como o facto de as novas gera\u00e7\u00f5es, por via da preocupa\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, terem atitudes menos consumistas e mais solid\u00e1rias. No final, Barbosa de Melo refor\u00e7ou a convic\u00e7\u00e3o de que \u201cseja qual for o princ\u00edpio em que radique a ideia de que o homem tem uma dignidade que n\u00e3o pode ser ignorada, para os crist\u00e3os e humanistas, a responsabilidade \u00e9 sempre individual e colectiva\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>C\u00e1ritas atenta \u00e0 crise em Portugal<\/p>\n<p>Durante o Conselho Geral da C\u00e1ritas, al\u00e9m dos assuntos internosda organiza\u00e7\u00e3o, os respons\u00e1veis apontaram \u201cnovas realidades e novas situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas que urge acautelar\u201d em Portugal. S\u00e3o bem o diagn\u00f3stico das dificuldades que os portugueses vivem: o aumento do desemprego e a precariza\u00e7\u00e3o do emprego; aumento dos sem abrigo; o crescimento do n\u00famero de crian\u00e7as em que o do apoio alimentar escolar a \u00fanica garantia de uma refei\u00e7\u00e3o di\u00e1ria; o crescimento do n\u00famero de fam\u00edlias que n\u00e3o t\u00eam dinheiro para os livros escolares; crescimento do n\u00famero de pessoas &#8211; incluindo oriundas da classe m\u00e9dia \u2013 que est\u00e3o descapitalizadas e endividadas e que n\u00e3o conseguem manter n\u00edveis de vida condignos; aparecimento de pequenos empres\u00e1rios (empresas familiares) em situa\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia total e com necessidades a todos os n\u00edveis, que, em muitos casos, alargam o n\u00famero de situa\u00e7\u00f5es de \u201cpobreza envergonhada\u201d; aumento da procura de artigos para b\u00e9b\u00e9s, de pedidos de apoio para despesas fixas de medicamentos, renda de casa, \u00e1gua e luz; aparecimento de um n\u00famero muito significativo de pedidos provenientes de estudantes dos PALOP que n\u00e3o conseguem subsistir com as bolsas a que t\u00eam acesso\u2026<\/p>\n<p>O Conselho Geral da C\u00e1ritas considerou que a crise, sejam quais forem os seus contornos, \u201cobriga a agir de forma pr\u00f3-activa, com particular incid\u00eancia nos dom\u00ednios da educa\u00e7\u00e3o\u201d, e prop\u00f4s medidas que \u201cimpe\u00e7am a press\u00e3o do ass\u00e9dio no acesso ao cr\u00e9ditos\u201d, a organiza\u00e7\u00e3o de campanhas para promover a economia dos recursos energ\u00e9ticos e outros, o refor\u00e7o de pol\u00edticas activas de emprego e de forma\u00e7\u00e3o profissional. A C\u00e1ritas considera que \u201ccomo medida conjuntural\u201d deve-se prolongar a dura\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o social de desemprego, \u201ccaso se verifique, como est\u00e1 previsto, um aumento significativo do desemprego\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Barbosa de Melo aos respons\u00e1veis das C\u00e1ritas Diocesanas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-13833","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaque"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13833","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13833"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13833\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13833"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13833"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13833"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}