{"id":13881,"date":"2008-12-17T12:24:00","date_gmt":"2008-12-17T12:24:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13881"},"modified":"2008-12-17T12:24:00","modified_gmt":"2008-12-17T12:24:00","slug":"novo-paradigma-economico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/novo-paradigma-economico\/","title":{"rendered":"Novo paradigma econ\u00f3mico?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Vem sendo defendida a necessidade de um novo paradigma econ\u00f3mico, a prop\u00f3sito da actual crise econ\u00f3mico-financeira e social. Defende-se, com isso, a necessidade de uma nova orienta\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o da economia, tanto \u00e0 escala nacional como no espa\u00e7o mundial. Entende-se, em particular, que dever\u00e1 existir uma regula\u00e7\u00e3o mais eficaz das actividades econ\u00f3mico-financeiras, a fim de se evitarem comportamentos desonestos e desigualdades excessivas.<\/p>\n<p>Justifica-se plenamente esta preocupa\u00e7\u00e3o e, bem assim, a clarifica\u00e7\u00e3o do \u00abnovo paradigma\u00bb e da sua viabilidade. Pode acontecer que as melhores inten\u00e7\u00f5es esbarrem na impossiblidade de concretiza\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, \u00e0 in\u00e9rcia dos mercados e \u00e0 falta de prepara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Em termos de mercado, h\u00e1 que distinguir as actividades econ\u00f3micas expostas, \u00e0 concorr\u00eancia internacional, das n\u00e3o expostas, ou \u00abprotegidas\u00bb. S\u00e3o mais expostas as que se destinam \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, e as que podem ser prejudicadas pelas importa\u00e7\u00f5es; assim, e a t\u00edtulo exemplificativo, encontra-se exposta a maioria das actividades da pesca, da agricultura, da ind\u00fastria extractiva e transformadora e de muitos servi\u00e7os; pelo contr\u00e1rio, acham-se mais \u00abprotegidas\u00bb, por exemplo, as actividades dos \u00f3rg\u00e3os de soberania (presid\u00eancia da Rep\u00fablica, parlamento, governo e tribunais), das for\u00e7as armadas, das for\u00e7as de seguran\u00e7a, da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, dos servi\u00e7os de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a social, bem como de in\u00fameras micro e pequenas empresas que trabalham para mercados locais.<\/p>\n<p>Disto resulta uma in\u00e9rcia muito pesada, tendendo para o agravamento da estratifica\u00e7\u00e3o social: no estrato superior, encontram-se os profissionais \u00abaristocratas\u00bb; logo a seguir os \u00absobriventes\u00bb; na terceira posi\u00e7\u00e3o, os que v\u00e3o lutando pela subsist\u00eancia; e, na quarta, as pessoas \u00abdesmunidas\u00bb (passe o galicismo). S\u00e3o profissionais aristocratas, com remunera\u00e7\u00f5es muito superiores \u00e0 m\u00e9dia, os que ocupam altas posi\u00e7\u00f5es, tanto nas actividades expostas como nas \u00abprotegidas\u00bb. Os \u00absobreviventes\u00bb v\u00e3o mantendo n\u00edveis de remunera\u00e7\u00e3o razo\u00e1veis, no meio da press\u00e3o a que se encontram sujeitos, proveniente dos mercados e dos profissionais \u00abaristocratas\u00bb. Os lutadores pela subsist\u00eancia oscilam entre as situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia grave e de alguma abastan\u00e7a, mais  menos incerta. E os \u00abdesmunidos\u00bb, vivendo na car\u00eancia extrema, n\u00e3o disp\u00f5em de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para lutar pela subsist\u00eancia. S\u00e3o pobres e exclu\u00eddos, sem d\u00favida, mas nem todos os pobres e exclu\u00eddos s\u00e3o \u00abdes-munidos\u00bb; com efeito, a vulnerabilidade social, o desemprego  e os baixos rendimentos tamb\u00e9m se verificam noutros estratos. <\/p>\n<p>Neste quadro, \u00e9 mesmo poss\u00edvel um paradigma econ\u00f3mico mais justo e humano? &#8211; Voltarei ao assunto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13881","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13881","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13881"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13881\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13881"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13881"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13881"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}