{"id":139,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=139"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"universidade-de-aveiro-debateu-vida-nos-mares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/universidade-de-aveiro-debateu-vida-nos-mares\/","title":{"rendered":"Universidade de Aveiro debateu vida nos mares"},"content":{"rendered":"<p>Simp\u00f3sio Europeu de Biologia Marinha <!--more--> A Universidade de Aveiro acolheu, na passada semana, mais um encontro cient\u00edfico de n\u00edvel mundial, em que participaram alguns dos mais reputados investigadores de todo o mundo, que se dedicam ao estudo da biologia marinha.<\/p>\n<p>Ao longo de uma semana, cerca de tr\u00eas centenas de cientistas, vindos de trinta pa\u00edses, participaram no 38\u00ba Simp\u00f3sio Europeu de Biologia Marinha, numa iniciativa promovida por docentes do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro. O evento foi constitu\u00eddo por cinco confer\u00eancias plen\u00e1rias e por cerca de noventa comunica\u00e7\u00f5es, nas quais foram debatidos os mais diversos temas relacionados com a vida no mar, desde a sua origem at\u00e9 \u00e0 actualidade, passando pelo aquecimento global e suas implica\u00e7\u00f5es nesse meio, pela polui\u00e7\u00e3o e depreda\u00e7\u00e3o dos recursos marinhos.<\/p>\n<p>Para John Gray, professor no departamento de biologia da Uni-versidade de Oslo (Noruega), o que mais afecta a biodiversidade marinha ainda \u00e9 a pesca industrial e n\u00e3o a polui\u00e7\u00e3o, e isso apesar dos mares serem atingidos pelos mais diversificados agentes poluentes, com especial destaque para os de origem qu\u00edmica. Este investigador noruegu\u00eas mostra-se bastante preocupado com as consequ\u00eancias devastadoras da actividade pesqueira na biodiversidade marinha, sobretudo da pesca de arrasto que destr\u00f3i os ecossistemas nos leitos do mar, bem como os graves efeitos das redes de emalhar abandonadas pelas embarca\u00e7\u00f5es e que durante s\u00e9culos ficam nos mares a matar tudo o que nelas se emalha.<\/p>\n<p>Por usa vez, Robert Whitlatch, investigador do Departamento de Ci\u00eancias Marinhas da Universidade de Connecticut (Estados Unidos da Am\u00e9rica), acentuou o impacto negativo que ir\u00e1 ocorrer na biodiversidade costeira, como consequ\u00eancia da conjuga\u00e7\u00e3o do aquecimento global (com a inerente subida do n\u00edvel m\u00e9dio das \u00e1guas do mar) e da intensa press\u00e3o humana (com a consequente press\u00e3o imobili\u00e1ria) nas zonas litorais, de que resulta um agravamento da eros\u00e3o costeira e a coloniza\u00e7\u00e3o dessas zonas por esp\u00e9cies invasoras, em detrimento das esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<p>Este simp\u00f3sio europeu de biologia marinha teve precisamente por t\u00edtulo \u201cBiologia Marinha\u201d e dividiu-se em subtemas: \u201cPadr\u00f5es e processos\u201d, \u201cM\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cAmea\u00e7as, conserva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o\u201d, abarcando \u00e1reas como a \u201cinflu\u00eancia das altera\u00e7\u00f5es dos padr\u00f5es de biodiversidade no funcionamento dos ecossistemas, as formas de medir a biodiversidade a v\u00e1rias escalas espaciais, o efeito das esp\u00e9cies invasoras e das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos ecossistemas locais e as ferramentas dispon\u00edveis para a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade nos oceanos\u201d.<\/p>\n<p>Dur\u00e3o Barroso  defende ci\u00eancia e \u00e9tica <\/p>\n<p>com equil\u00edbrio<\/p>\n<p>O primeiro-ministro Dur\u00e3o Barroso deu posse a 21 novos membros do Conselho Nacional de \u00c9tica para as Ci\u00eancias da Vida (CNECV), organismo a quem s\u00e3o pedidos pareceres relacionados com a Bio\u00e9tica. Entre os novos membros daquele Conselho Nacional, encontra-se o Prof. Daniel Serr\u00e3o, membro da Academia Pontif\u00edcia para a Vida. Esta cerim\u00f3nia veio p\u00f4r fim a uma inactividade de dois anos, per\u00edodo de tempo em que foram in\u00fameros os avan\u00e7os nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>Como faz parte do seu estatuto, a renovada CNECV dever\u00e1 preparar-se para se pronunciar sobre a posi\u00e7\u00e3o a tomar pelo Governo, em especial no que toca \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o medicamente assistida e ao uso de embri\u00f5es na investiga\u00e7\u00e3o. Nessa linha, esperam-se em breve diplomas legais relativos a esses temas, sendo certo que os pareceres deste conselho, embora n\u00e3o sendo vinculativos, t\u00eam de ser apresentados, para que as leis possam ter validade.<\/p>\n<p>Dur\u00e3o Barroso lembrou ao P\u00daBLICO,  a prop\u00f3sito destas mat\u00e9rias, que \u00e9 chegada a hora de legislar. \u201cN\u00e3o devemos atrasar mais a lei sobre a reprodu\u00e7\u00e3o medicamente assistida e sobre a defesa do embri\u00e3o humano. O Governo tomar\u00e1 as medias necess\u00e1rias  para colmatar as graves lacunas nesta mat\u00e9ria\u201d, disse o primeiro-ministro. \u201cUns querem, em nome da ci\u00eancia, tudo permitir; outros, em nome da \u00e9tica, querem tudo proibir. H\u00e1 que encontrar um equil\u00edbrio\u201d, afirmou o chefe do Governo, tendo ainda lembrado os compromissos do seu programa relativos  \u00e0 defesa da vida humana e ao direito \u00e0 maternidade e \u00e0 paternidade.<\/p>\n<p>Paula Martinho da Silva, nova presidente do Conselho de Bio\u00e9tica, disse \u00e0quele di\u00e1rio que, apesar do interregno de quase dois anos, sem que os novos membros fossem empossados, n\u00e3o parou a necessidade de emitir pareceres sobre os aspectos bio\u00e9ticos da ci\u00eancia. \u201cDecerto que existem pedidos de parecer aos quais teremos de responder\u201d, referiu. <\/p>\n<p>Lu\u00eds Archer, jesu\u00edta e bi\u00f3logo precursor da gen\u00e9tica no nosso Pa\u00eds, reconheceu a import\u00e2ncia do CNECV ter sido amplamente renovado, tendo adiantado ao P\u00daBLICO o facto de os desafios que esperam a nova equipa n\u00e3o serem propriamente novos. No entanto, reconheceu que alguns temas tomaram propor\u00e7\u00f5es muito graves. \u201cCreio que os desafios s\u00e3o os mesmos, mas em alguns pontos est\u00e3o  mais agudizados, como, por exemplo, no que toca \u00e0 clonagem e \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o medicamente assistida\u201d, sublinhou o antigo presidente do Conselho de Bio\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Simp\u00f3sio Europeu de Biologia Marinha<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[64],"tags":[],"class_list":["post-139","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-geral"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}