{"id":13928,"date":"2008-12-23T16:32:00","date_gmt":"2008-12-23T16:32:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13928"},"modified":"2008-12-23T16:32:00","modified_gmt":"2008-12-23T16:32:00","slug":"competitividade-egoista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/competitividade-egoista\/","title":{"rendered":"Competitividade ego\u00edsta"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> \u00ab\u00c9 necess\u00e1rio alterar o actual paradigma econ\u00f3mico\u00bb; isto vem sendo afirmado por toda a parte. Em termos sum\u00e1rios, pode afirmar-se que o paradigma vigente se baseia no ego\u00edsmo, e se traduz numa competitividade desenfreada, com modalidades \u00abascendentes\u00bb e \u00abdescendentes\u00bb. As primeiras,  observadas na generalidade das pessoas, empresas e grupos sociais, consistem na procura permanente de mais rendimento e mais poder; abandonam, em maior ou menor grau, quem disp\u00f5e de menor poder competitivo e, da\u00ed, os pobres e os exclu\u00eddos. As modalidades \u00abdescendentes\u00bb, que prov\u00eam dos mercados e dos Estados, consistem na distribui\u00e7\u00e3o de oportunidades e rendimentos: os mercados favorecem, \u00abpor natureza\u00bb, as empresas com produ\u00e7\u00f5es mais competitivas; e os Estados distribuem mais recursos pelas  mais competitivas na apresenta\u00e7\u00e3o de candidaturas e pelas consideradas \u00abestrat\u00e9gicas\u00bb. A solidariedade social, p\u00fablica e privada, esfor\u00e7a-se por compensar tudo isto, mas n\u00e3o pode alterar as tend\u00eancias de fundo; estas v\u00e3o no sentido de \u00abdar\u00bb mais a quem mais tem, na expectativa (?) de que os mais pobres venham a beneficiar um pouco, ao menos por tabela ou pelo acesso \u00e0s migalhas que forem caindo.<\/p>\n<p>As reac\u00e7\u00f5es \u00e0 actual crise est\u00e3o a reproduzir perfeitamente o mesmo paradigma (estou a escrever no dia 13 de Dezembro): s\u00e3o apoiadas prioritariamente as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, seguem-se-lhes outros \u00absectores estrat\u00e9gicos\u00bb, tais como o do autom\u00f3vel, depois vir\u00e1 mais um ou outro, e tamb\u00e9m h\u00e3o-de ser contemplados os profissionais \u00abaristocratas\u00bb; em contrapartida, a grande maioria das actividades econ\u00f3micas, sobretudo as mais fr\u00e1geis, e dos trabalhadores, dever\u00e1 bastar-se a si pr\u00f3pria. N\u00e3o faltar\u00e3o, naturalmente, alguns novos apoios sociais; estes, por\u00e9m, ser\u00e3o marcados pela insufici\u00eancia e pela injusti\u00e7a: insufici\u00eancia, porque n\u00e3o satisfazem cabalmente os benefici\u00e1rios; injusti\u00e7a, porque n\u00e3o abrangem, com equidade, todas as pessoas e fam\u00edlias que se encontram nas mesmas condi\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>N\u00e3o temos o direito de p\u00f4r em causa a boa inten\u00e7\u00e3o da grande maioria das autoridades e peritos que v\u00e3o defendendo estas \u00absolu\u00e7\u00f5es\u00bb; temos, sim, que reconhecer o enorme atraso \u00e9tico-econ\u00f3mico em que ainda nos encontramos. For\u00e7oso \u00e9 tamb\u00e9m reconhecermos que, salvo honrosas excep\u00e7\u00f5es, pouco temos feito para que o paradigma dominante seja efectivamente alterado; cada um de n\u00f3s cuida da sua vida, acima de tudo, na expectativa de que a \u00abm\u00e3o invis\u00edvel\u00bb da economia e a aplica\u00e7\u00e3o dos \u00abnossos impostos\u00bb venham a deixar \u00abtranquilas\u00bb as nossas consci\u00eancias. Neste contexto, n\u00e3o basta aos cat\u00f3licos a excel\u00eancia da sua doutrina social; \u00e9 necess\u00e1rio conhec\u00ea-la, inseri-la nas \u00abrealidades terrestres\u00bb e desbravar caminhos mais justos e mais humanos, a partir da experi\u00eancia. Caminhos de verdadeira coopera\u00e7\u00e3o personalista, em termos econ\u00f3micos e sociais. (Continua)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-13928","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13928"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13928\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}