{"id":13950,"date":"2009-01-08T17:58:00","date_gmt":"2009-01-08T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13950"},"modified":"2009-01-08T17:58:00","modified_gmt":"2009-01-08T17:58:00","slug":"aveio-assinala-1050-anos-de-existencia-reconhecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aveio-assinala-1050-anos-de-existencia-reconhecida\/","title":{"rendered":"Aveio assinala 1050 anos de exist\u00eancia reconhecida"},"content":{"rendered":"<p>Foi no long\u00ednquo ano de 959 que Aveiro (ent\u00e3o, com a designa\u00e7\u00e3o de Alauario) surgiu pela primeira vez num documento oficial, documento esse que foi o testamento da Condessa Mumadona Dias.<\/p>\n<p>A passagem do 1050.\u00ba anivers\u00e1rio dessa data ser\u00e1 comemorada em Aveiro, no dia 26 de Janeiro, com uma sess\u00e3o evocativa e a inaugura\u00e7\u00e3o das exposi\u00e7\u00f5es intituladas \u201cDos artefactos \u00e0 escrita\u201d e \u201cBI Aveiro\u201d.<\/p>\n<p>A Sess\u00e3o Evocativa Oficial do Munic\u00edpio ir\u00e1 decorrer na Capitania, a partir das 17 horas. A oradora convidada ser\u00e1 Maria Helena da Cruz Coelho, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a sess\u00e3o, ser\u00e1 inaugura-da a exposi\u00e7\u00e3o \u201cDos artefactos \u00e0 escrita\u201d, que ficar\u00e1 patente ao p\u00fablico at\u00e9 ao dia 5 de Abril, na Capitania. A mostra \u00e9 comissariada por Paulo Morado, S\u00f3nia Filipe e Pedro Enrech Casaleiro, da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o, constitu\u00edda por pe\u00e7as recolhidas em interven\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas, revela alguns dados interessantes sobre a ocupa\u00e7\u00e3o humana na regi\u00e3o de Aveiro, desde o per\u00edodo do Paleol\u00edtico superior (h\u00e1 cerca de 25.000 anos) at\u00e9 \u00e0 Idade M\u00e9dia, passando pela ocupa\u00e7\u00e3o romana e visig\u00f3tica.<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o documental<\/p>\n<p>\u201cBI Aveiro\u201d \u00e9 o t\u00edtulo da exposi\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 inaugurada no Museu da Cidade, pelas 18h30, mostra comissariada por Maria Jos\u00e9 Azevedo Santos e Maria Helena da Cruz Coelho. A primeira \u00e9 directora do Arquivo da Universidade de Coimbra, e a segunda \u00e9 docente na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o essencialmente documental, que resulta da colabora\u00e7\u00e3o de um conjunto de institui\u00e7\u00f5es locais e nacionais, onde se destacam o Arquivo Nacional da Torre do Tombo, o Instituto Geogr\u00e1fico portugu\u00eas, o Museu de Aveiro, o Arquivo e Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Aveiro, a Diocese de Aveiro, a Universidade de Aveiro, a Biblioteca Municipal de Aveiro e o Arquivo Hist\u00f3rico Municipal de Aveiro.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o integra ainda um espa\u00e7o denominado \u201cMe-m\u00f3ria Vis\u00edveis\u201d que invoca \u201cas vozes de Aveiro que tiveram reconhecimento p\u00fablico da sua ac\u00e7\u00e3o e foram homenageados em monumentos escult\u00f3ricos\u201d: Jos\u00e9 Est\u00eav\u00e3o, Princesa Santa Joana, Jo\u00e3o Afonso de Aveiro, Jo\u00e3o Evangelista de Lima Vidal, Louren\u00e7o Peixinho, Gustavo Ferreira Pinto Basto, \u00c1lvaro Sampaio, Jos\u00e9 Rabumba, Alberto Souto, Jaime Magalh\u00e3es Lima e Manuel Firmino. Para al\u00e9m desses vultos, em Aveiro, h\u00e1 ainda monumentos escult\u00f3ricos evocativos de M\u00e1rio Duarte (monumento que estava no Parque, junto a uma das entradas do antigo Est\u00e1dio M\u00e1rio Duarte), de Egas Moniz (no recinto exterior do Hospital Infante D. Pedro), e ainda uma \u201cpedra\u201d evocativa de Zeca Afonso (no parque da Baixa de Santo Ant\u00f3nio).<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>12 de Junho de 922 &#8211; a primeira refer\u00eancia a Aveiro?<\/p>\n<p>Segundo um documento inclu\u00eddo no \u201cLivro Preto da S\u00e9 de Coimbra\u201d, e transcrito em \u201cPortugali\u00e6 Monumenta Historica \u2013 Diplomata et Chart\u00e6\u201d (I, Lisboa, 1867, pgs. 16-17, doc. XXV), no ano de 922 \u2013 960 da Era de C\u00e9sar \u2013 D. Ordonho II, rei da Galiza (910-924) e de Le\u00e3o (914-924), e a rainha D. Elvira Mendes de Coimbra, sua mulher, desceram das terras nortenhas para visitar \u201cPortucale\u201d. Daqui, com a sua comitiva e os seus militares, navegaram pelo Douro e foram at\u00e9 ao Mosteiro de Crestuma, edificado na margem sul do rio, no qual se acolhera o bispo D. Gomado, depois de ter resignado \u00e0 S\u00e9 de Coimbra, desejoso de a\u00ed terminar os seus dias como simples anacoreta. Foi ent\u00e3o que, no dia 12 de Junho (\u00abII\u00aa idus iunii\u00bb) desse ano, os soberanos e alguns magnates da sua Corte doaram ao prelado e \u00e0 abadia muitas herdades, vilas e igrejas. Na rela\u00e7\u00e3o dos bens, anotam-se os seguintes que se referem \u00e0 regi\u00e3o de Aveiro: &#8211; As igrejas de \u00abAbranca prenominatas Sancto Petro de Uilla Plana\u00bb; a igreja de S. Tiago \u00abin ripa Ul\u00bb; a igreja de S. Miguel de Uilla Oliuaria\u00bb; o mosteiro de Santa Marinha \u00abin ripa de Antoana\u00bb; a igreja de S. Paio \u00abin terra de Eceurario uilla Ossella\u00bb e a de S. Donato e S. Jo\u00e3o \u00abin porto de Obal\u00bb. Consta tamb\u00e9m nesta enumera\u00e7\u00e3o: &#8211; \u00abDedit ipse rex et ipsi comites nabulum et portaticum de Durio in die sabbati, de PORTU DE ALIOUIRIO et per totos illos portus usque in illa foce de Durio mare quantumcumque eis Dominus dederit piso die pro remedio animarum illorum et pro illorum prosa pie.\u00bb Isto \u00e9: &#8211; \u00abDeu-lhes o mesmo rei e a sua comitiva a navega\u00e7\u00e3o e a portagem do rio Douro no dia de s\u00e1bado, do porto de Aliov\u00edrio e por todos os seus portos at\u00e9 \u00e0 foz do rio Douro onde entra no mar, quanto o Senhor der naquele dia para rem\u00e9dio das suas almas e para as da sua gera\u00e7\u00e3o.\u00bb Contudo, ap\u00f3s an\u00e1lises do texto, subsistem s\u00e9rias d\u00favidas sobre a veracidade hist\u00f3rica deste documento, sendo considerado por alguns peritos como um mero registo de 1115 ou 1116 embora feito sobre elementos anteriores; mas, se o referido diploma for aut\u00eantico e se o \u00faltimo top\u00f3nimo corresponder a uma diferente anota\u00e7\u00e3o de \u201cAlav\u00e1rio\u201d, ter-se-\u00e1 nele a primeira men\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia hist\u00f3rica de Aveiro, terra situada \u00e0 beira do oceano, com o seu porto mar\u00edtimo.<\/p>\n<p>Mons. Jo\u00e3o Gaspar <\/p>\n<p>(excerto de obra a publicar em breve)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi no long\u00ednquo ano de 959 que Aveiro (ent\u00e3o, com a designa\u00e7\u00e3o de Alauario) surgiu pela primeira vez num documento oficial, documento esse que foi o testamento da Condessa Mumadona Dias. A passagem do 1050.\u00ba anivers\u00e1rio dessa data ser\u00e1 comemorada em Aveiro, no dia 26 de Janeiro, com uma sess\u00e3o evocativa e a inaugura\u00e7\u00e3o das [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-13950","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-regioes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13950","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13950"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13950\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}