{"id":1399,"date":"2010-04-28T15:12:00","date_gmt":"2010-04-28T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=1399"},"modified":"2010-04-28T15:12:00","modified_gmt":"2010-04-28T15:12:00","slug":"o-dia-da-igreja-diocesana-vai-ser-de-lazer-encontro-festa-e-celebracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-dia-da-igreja-diocesana-vai-ser-de-lazer-encontro-festa-e-celebracao\/","title":{"rendered":"&#8220;O Dia da Igreja Diocesana vai ser de lazer, encontro, festa e celebra\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>P.e Francisco Melo, p\u00e1roco da Gafanha da Nazar\u00e9 e da Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o, \u00e9 o vig\u00e1rio para a Pastoral Geral, estando sob a sua responsabilidade a programa\u00e7\u00e3o do Dia da Igreja Diocesana. O Correio do Vouga entrevistou-o sobre este dia, que ser\u00e1 celebrado a 6 de Junho, em novos moldes, e a sua participa\u00e7\u00e3o num grupo que estuda novos caminhos para a Igreja em Portugal. Entrevista conduzida por Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>CORREIO DO VOUGA &#8211; Aproxima-se o Dia da Igreja Diocesana (DID). Este ano ser\u00e1 celebrado com alguma diferen\u00e7as, a come\u00e7ar pela mudan\u00e7a de dia. Costumava ser no \u00faltimo domingo de Junho\u2026<\/p>\n<p>P.E FRANCISCO MELO &#8211; \u00c9 importante dizer o Dia da Igreja Diocesana n\u00e3o est\u00e1 fixado. A mudan\u00e7a surgiu para tentarmos fazer coincidir o DID com encerramento do Ano Sacerdotal (AS), que esteve marcado para o dia 12 de Junho, no Semin\u00e1rio de Aveiro. S\u00f3 que nessa data o Semin\u00e1rio est\u00e1 ocupado. Antecipou-se para o fim-de-semana anterior. Entretanto, optou-se por outro espa\u00e7o. Ser\u00e1 no dia 6 de Junho, no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es de Aveiro.<\/p>\n<p>O que espera desde DID? <\/p>\n<p>O DID tem os objectivos que est\u00e3o na nota pastoral [publicada no CV da semana passada]: fazer a experi\u00eancia da Igreja diocesana que somos, celebrar festivamente a f\u00e9, viver a alegria de estarmos juntos nesta Igreja de Aveiro, al\u00e9m da componente do encerramento do ano sacerdotal, que est\u00e1 dependente de uma comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>O programa j\u00e1 est\u00e1 definido?<\/p>\n<p>Sim. O acolhimento ser\u00e1 \u00e0s 9h30. Depois vamos ter tr\u00eas momentos de ora\u00e7\u00e3o em simult\u00e2neo, um animado por crian\u00e7as, outro por jovens e outro por adultos. N\u00e3o quer dizer que se destinem a estas idades. Cada pessoa que chega vai integrar-se na ora\u00e7\u00e3o que preferir. No acolhimento, vai ser dado a cada pessoa um mapa do espa\u00e7o e com o hor\u00e1rio. \u00c0s 11 horas temos o ensaio para a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. \u00c0s 11h30, celebra-se a Missa, que naturalmente ser\u00e1 presidida pelo Sr. Bispo. A seguir \u00e0 Eucaristia ou talvez ainda antes \u2013 esse momento est\u00e1 por definir \u2013 ser\u00e3o divulgados os resultados e aberta a exposi\u00e7\u00e3o do concurso \u201cA Minha Igreja\u201d. Depois da Eucaristia, temos o almo\u00e7o e conv\u00edvio. As pessoas podem levar almo\u00e7o ou comprar l\u00e1 a refei\u00e7\u00e3o. Uma empresa de reinser\u00e7\u00e3o ligada ao Cento Social Paroquial do Bunheiro est\u00e1 respons\u00e1vel por fornec\u00ea-las. Depois do almo\u00e7o vamos ter apresenta\u00e7\u00f5es de teatro e m\u00fasica e os \u201cJogos da Esperan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Que jogos s\u00e3o esses? <\/p>\n<p>S\u00e3o jogos que os escuteiros v\u00e3o organizar e em que todos podem participar. A parte da tarde ser\u00e1 essencialmente de lazer, mas ningu\u00e9m vai ficar diante de um \u00fanico palco. As pessoas e as fam\u00edlias v\u00e3o circular. Por isso \u00e9 que no in\u00edcio \u00e9 dado um plano a cada pessoa \u2013 para que se sabia a que horas \u00e9 que cada grupo actua e onde. Cada arciprestado foi convidado a levar um grupo do seu arciprestado, um grupo de teatro, m\u00fasica ou outra arte, mas ligado \u00e0 Igreja. Os grupos actuar\u00e3o em v\u00e1rios espa\u00e7os. \u00c0s 17h00 haver\u00e1 o concerto do P.e Jo\u00e3o Paulo Vaz, padre da Diocese de Coimbra. E \u00e0s 18h, uma palavra do Sr. Bispo, a m\u00fasica que venceu o festival deste ano e uma largada de pombos.<\/p>\n<p>Em termos de espa\u00e7os, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 no exterior, entre os dois pavilh\u00f5es. A refei\u00e7\u00e3o vai ser dentro de um pavilh\u00e3o e a exposi\u00e7\u00e3o tanto pode ser dentro como fora, depende dos trabalhos que chegarem.<\/p>\n<p>Espera que as pessoas apare\u00e7am em grande n\u00famero, que seja de facto um dia de festa?<\/p>\n<p>Que vai ser um dia de festa e alegria, n\u00e3o tenho d\u00favida. O objectivo maior \u00e9 n\u00f3s experimentarmos esta alegria de sermos crist\u00e3os, de acreditarmos em Jesus Cristo, de sermos Igreja em Aveiro. Se formos 20, somos 20; se formos 10 mil, somos 10 mil.<\/p>\n<p>A Igreja tem estado debaixo de fogo por causa dos abusos sexuais, ao mesmo tempo que temos em meados de Maio a visita do Papa. Estes dois factores podem influenciar a participa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Os esc\u00e2ndalos da Igreja afectam sobretudo quem est\u00e1 nas franjas da Igreja. Quem est\u00e1 empenhado na vida das comunidades n\u00e3o penso que seja muito afectado. As pessoas que est\u00e3o empenhadas sabem que a Igreja tem uma dimens\u00e3o humana e conhecem a sua fragilidade. N\u00e3o \u00e9 isto que vai afectar. Quem est\u00e1 nas franjas e tem uma vis\u00e3o sociol\u00f3gica da Igreja, talvez. Mas quem vai ao DID \u00e9 o povo de Deus, por isso\u2026<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 vinda do Papa, entendo-a como um sinal de unidade com a Igreja universal. D\u00e1 est\u00edmulo \u00e0 Igreja portuguesa. N\u00e3o creio que tenha influ\u00eancia na participa\u00e7\u00e3o no DID.<\/p>\n<p>Este ano, o DID n\u00e3o ter\u00e1 a dimens\u00e3o de revis\u00e3o do ano que por vezes costuma assumir\u2026<\/p>\n<p>De facto, n\u00e3o tem. Queremos que seja um dia de lazer, encontro, festa, celebra\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 para ir escutar algu\u00e9m nem para fazer revis\u00f5es. Este \u00e9 o primeiro aspecto. O segundo \u00e9 que todos s\u00e3o convidados a almo\u00e7ar l\u00e1, quer seja levando o almo\u00e7o, quer comprando no local. Terceiro aspecto: querermos envolver a diocese atrav\u00e9s do concurso \u201cA minha Igreja\u201d. Quarto: a anima\u00e7\u00e3o da Eucaristia n\u00e3o ser\u00e1 feita por nenhum grupo especial, mas por todos os grupos corais em conjunto. Toda a diocese envolvida. Os c\u00e2nticos j\u00e1 foram dados aos p\u00e1rocos para eles darem aos grupos corais.<\/p>\n<p>Pode-se dizer que a programa\u00e7\u00e3o do Dia partiu de baixo para cima?<\/p>\n<p>Sim, tudo o que est\u00e1 no DID foram propostas feitas de v\u00e1rios quadrantes, at\u00e9 assumir este figurino. Devo dizer tamb\u00e9m que no pr\u00f3ximo ano n\u00e3o haver\u00e1 DID. Ser\u00e1 celebrado parcelarmente: Dia Diocesano do Catequista, Dia Mundial da Juventude\u2026 Volta depois a haver em 2012. Em rela\u00e7\u00e3o ao concurso \u201cA Minha Igreja\u201d, \u00e9 de notar que est\u00e1 aberto a todas as idades, desde os muito pequeninos at\u00e9 aos mais velhos. O tema \u201cA Minha Igreja\u201d \u00e9 muito aberto. Tanto podem surgir trabalhos sobre a comunidade crist\u00e3 como sobre a Igreja que sonham, sobre o templo ou at\u00e9 uma caricatura do Sr. Padre. \u00c9 um concurso muito aberto.<\/p>\n<p>O P.e Francisco representa a diocese de Aveiro num grupo nacional que repensa ac\u00e7\u00e3o da Igreja em Portugal.<\/p>\n<p>Sim, eu e o P.e Jo\u00e3o Gon\u00e7alves, por nomea\u00e7\u00e3o do Sr. Bispo.<\/p>\n<p>Esse grupo vem na sequ\u00eancia da visita dos bispos Portugueses ao Papa, em Novembro de 2007?<\/p>\n<p>Penso que n\u00e3o foi o \u00fanico facto. H\u00e1 muito que existe a percep\u00e7\u00e3o nos nossos bispos sobre a necessidade de terem caminhos comuns. Penso, ali\u00e1s, que \u00e9 um desejo com dezenas de anos.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 a ser feito?<\/p>\n<p>Cada bispo escolheu dois padres. E os ins-titutos religiosos tamb\u00e9m est\u00e3o representados por delegados. A confer\u00eancia episcopal delegou no Sr. Patriarca a coordena\u00e7\u00e3o desta equipa que j\u00e1 reuniu v\u00e1rias vezes. D. Jos\u00e9 Policarpo fez um primeiro documento \u201cForma\u00e7\u00e3o para a Miss\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o na miss\u00e3o\u201d, em que apresentava o que entendia ser o sentido deste trabalho. Entretanto o documento foi discutido, reelaborado e apresentado aos bispos na assembleia plen\u00e1ria de 12 a 15 de Abril, em F\u00e1tima.<\/p>\n<p>O que se pretende, em termos concretos?<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 criar caminhos comuns para a Igreja em Portugal.<\/p>\n<p>Isso pode levar a um lema para toda a Igreja? A objectivos assumidos pelas dioceses? A um \u00fanico plano pastoral?<\/p>\n<p>Penso que nunca chegaremos a um \u00fanico plano pastoral. Cada diocese tem os seus e em tempos diferente. Aveiro tem um plano at\u00e9 2013. Outras t\u00eam-nos mais alongados Outras, anuais. Quando muito, iremos encontrar alguns princ\u00edpios orientadores.<\/p>\n<p>H\u00e1 duas perguntas v\u00e3o ser feitas para reflectir: o que a Igreja v\u00ea de positivo na sociedade, e que sinais de Deus encontramos na Igreja. O documento j\u00e1 elaborado aponta tr\u00eas linhas: exig\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3; nova evangeliza\u00e7\u00e3o; novas formas de exerc\u00edcio do minist\u00e9rio sacerdotal. Ser\u00e3o estes tr\u00eas eixos por onde vamos caminhar. O que significa a nova evangeliza\u00e7\u00e3o? \u00c9 o eterno problema. S\u00e3o quest\u00f5es em aberto. Vamos reflecti-las. Mas \u00e9 claro que temos problemas complicados na Igreja em Portugal: a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles, a prepara\u00e7\u00e3o para os sacramentos, a admiss\u00e3o aos sacramentos. Continuamos sem linhas orientadoras. Variam de diocese para diocese. Estamos a ter batalhas perdidas. <\/p>\n<p>Refere-se a que \u201cbatalhas perdidas\u201d em concreto?<\/p>\n<p>Por exemplo, a quest\u00e3o do padrinho de baptismo. Colocamos como condi\u00e7\u00e3o que o padrinho seja crismado, pressupondo que isso \u00e9 sinal de vida crist\u00e3 coerente. Fazemos uma exig\u00eancia num ponto formal, mas o mais importante, que \u00e9 saber se a fam\u00edlia tem ou n\u00e3o condi\u00e7\u00f5es para dar a educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3 dos filhos, passa ao lado.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 outras quest\u00f5es\u2026<\/p>\n<p>Sim, em algumas, penso que v\u00e3o ser dados passos importantes. Pelas not\u00edcias recentes, vejo que vai avan\u00e7ar a exig\u00eancia da certifica\u00e7\u00e3o dos centros sociais paroquiais. Temos de ter os centros sociais a funcionar como deve ser, com qualidade.<\/p>\n<p>No campo celebrativo, penso que \u00e9 not\u00f3rio que a pr\u00e1tica crist\u00e3 est\u00e1 a descer. N\u00e3o temos n\u00fameros porque ainda n\u00e3o foi feito o recenseamento. Ser\u00e1 feito depois do recenseamento nacional. Mas julgo que vamos apanhar uma surpresa muito desagrad\u00e1vel.<\/p>\n<p>Haver menos crist\u00e3os nas missas sugere que a liturgia deve ser questionada?<\/p>\n<p>Na verdade, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia \u00e9 um encontro muito importante. Se o fiz\u00e9ssemos bem, quase chegaria. Temo que fa\u00e7amos da liturgia um museu. Hoje, as pessoas n\u00e3o s\u00e3o capazes de perceber muita da beleza da liturgia. A cultura mudou. A vida em sociedade \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>Refere-se aos ritos? \u00c0 m\u00fasica que se canta nas igrejas?<\/p>\n<p>Dou um exemplo, a linguagem do Prec\u00f3nio Pascal, na Vig\u00edlia de P\u00e1scoa. Duvido que a maior parte das pessoas perceba. Outro exemplo, o incenso. O que significa? A igreja n\u00e3o pode perder o patrim\u00f3nio lit\u00fargico e espiritual que tem, mas temos que mudar, se quisermos ser compreendidos. Mas eu n\u00e3o sou ningu\u00e9m para mudar a liturgia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>P.e Francisco Melo, p\u00e1roco da Gafanha da Nazar\u00e9 e da Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o, \u00e9 o vig\u00e1rio para a Pastoral Geral, estando sob a sua responsabilidade a programa\u00e7\u00e3o do Dia da Igreja Diocesana. 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