{"id":13997,"date":"2009-01-14T15:34:00","date_gmt":"2009-01-14T15:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=13997"},"modified":"2009-01-14T15:34:00","modified_gmt":"2009-01-14T15:34:00","slug":"que-procurais-pergunta-nos-jesus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/que-procurais-pergunta-nos-jesus\/","title":{"rendered":"&#8220;Que procurais?&#8221; &#8211; pergunta-nos Jesus"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> II DOMINGO DO TEMPO COMUM \u2013 ANO B. Leituras: 1Sam 3, 3b-10.19; Sl 39 (40), 2.4ab.7-11: 1Cor 6, 13c-15a.17-20; Jo 1, 35-32<\/p>\n<p>Depois de um per\u00edodo de festas lit\u00fargicas t\u00e3o significativas, o in\u00edcio do Tempo Comum (TC) \u00e9 convite a olharmos para a vida de Jesus no seu ir e vir quotidiano e deixar que a Sua quotidianeidade inspire a nossa. O TC \u00e9 tempo prop\u00edcio para renovarmos o nosso desejo de, movidos pelo Esp\u00edrito Santo, viver aquilo que \u00e9 ordin\u00e1rio. Na companhia do Senhor e seguindo as Suas pegadas, a normalidade da vida pode fazer-se extraordinariedade de gra\u00e7a e luz para n\u00f3s e para muitos.<\/p>\n<p>Neste domingo, o Evangelho narra a cena em que Jo\u00e3o Baptista, estando com dois dos seus disc\u00edpulos, aponta Jesus como o \u201cCordeiro de Deus\u201d. Ao ouvir estas palavras, os dois seguiram Jesus, que logo os interpela: \u201cQue procurais?\u201d Que procurais quando vindes \u00e0 missa? Que procurais quando vos dizeis crist\u00e3os? Que procurais quando vos dirigis a mim? Poderiam ser perguntas que Jesus dirigiria a n\u00f3s hoje. E o que Lhe responder\u00edamos?<\/p>\n<p>Aqueles disc\u00edpulos disseram: \u201cMestre, onde moras?\u201d. Pelo que sucede a seguir, podemos supor que o que lhes interessava n\u00e3o eram as respostas que Jesus podia dar, mas a maneira como vivia. Ele n\u00e3o tem casa, n\u00e3o tem morada fixa\u2026 Aparentemente! A Sua casa \u00e9 o Pai. \u201cMestre, onde moras?\u201d \u201cMoro onde o Pai quer que eu esteja\u201d. Jesus est\u00e1 na Sua casa, quando est\u00e1 a viver o que o Pai deseja. E isso chamou a aten\u00e7\u00e3o daqueles homens. Mesmo sem saberem qual era o \u201csegredo\u201d de Jesus, sentiram-se atra\u00eddos pelo que manifestava na Sua vida. <\/p>\n<p>E ent\u00e3o? S\u00f3 h\u00e1 um caminho para descobrir \u201conde\u201d Jesus mora: ir com Ele! \u201cDisse-lhes Jesus: \u2018Vinde ver\u2019. Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia\u201d. Ficaram com Ele nesse dia e em cada dia. \u00c9 este o desafio que nos vem da liturgia do Tempo Comum: estar e conviver com Ele, ficar com Ele, viver como Ele no quotidiano das nossas vidas. O Evangelho n\u00e3o especifica o que foi que os disc\u00edpulos viram quando foram ter com Jesus. Por\u00e9m, o que descobriram fascinou-os e fez com que permanecessem com Ele e o seguissem como Mestre. Jesus chamou-os e eles perceberam o chamamento. <\/p>\n<p>Samuel tamb\u00e9m foi chamado por Deus e n\u00e3o lhe foi t\u00e3o f\u00e1cil reconhecer a voz do Senhor, como vemos na 1.\u00aa leitura. Deus chamou-o tr\u00eas vezes at\u00e9 que, com a ajuda de Heli, o jovem Samuel se apercebeu de quem o chamava. A Samuel, Deus chamou para ser profeta. A Sim\u00e3o, Jesus chamou para ser \u201cCefas\u201d, pedra sobre a qual Ele quis construir a comunidade crist\u00e3. E a cada um de n\u00f3s? N\u00e3o ter\u00e1 tamb\u00e9m um chamamento ou um desafio a fazer-nos? <\/p>\n<p>No refr\u00e3o do Salmo, rezamos: \u201cEu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade\u201d. Essa vontade, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 algo abstracto. Concretiza-se no dia a dia. \u00c9 a\u00ed que respondemos ao chamamento do Senhor: no viver como quem mora junto a Jesus, como quem partilha dos Seus valores e da Sua maneira de estar no mundo. \u00c9 assim que, como nos prop\u00f5e S. Paulo na segunda leitura, glorificamos verdadeiramente a Deus.<\/p>\n<p>Priscila Cirino, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-13997","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13997"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13997\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}