{"id":14008,"date":"2009-01-14T16:29:00","date_gmt":"2009-01-14T16:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14008"},"modified":"2009-01-14T16:29:00","modified_gmt":"2009-01-14T16:29:00","slug":"desenvolver-a-accao-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/desenvolver-a-accao-social\/","title":{"rendered":"Desenvolver a ac\u00e7\u00e3o social"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Entende-se por ac\u00e7\u00e3o social o conjunto de actividades de procura de solu\u00e7\u00f5es para os problemas que n\u00e3o podem ser resolvidos pelo funcionamento do mercado nem pelo quadro de direitos em vigor. Real\u00e7am-se, entre estes problemas, os da pobreza, da exclus\u00e3o social, das car\u00eancias habitacionais, do desemprego, das crian\u00e7as maltratadas, da viol\u00eancia dom\u00e9stica, da defici\u00eancia, dos \u00abgrandes dependentes\u00bb (qualquer que seja o motivo), da delinqu\u00eancia&#8230;A ac\u00e7\u00e3o social \u00e9 realizada pelas pessoas e fam\u00edlias, entreajudando-se, pelas institui\u00e7\u00f5es particulares e pelo Estado. <\/p>\n<p>A entreajuda de pessoas e fam\u00edlias constitui a ac\u00e7\u00e3o social de base: actua no contacto directo e regular com as pessoas necessitadas, coopera na procura das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e actua junto de entidades consideradas competentes para as solu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias. As rela\u00e7\u00f5es familiares, de vizinhan\u00e7a e de amizade e os grupos de voluntariado de proximidade constituem o tecido vital desta ac\u00e7\u00e3o. Pode afirmar-se que, menosprezando-se o tecido vital, fica sem alicerces, e despersonalizada, toda a restante ac\u00e7\u00e3o social, p\u00fablica ou privada. Perde-se uma capacidade fundamental de contribuir para a gradual substitui\u00e7\u00e3o da competitividade ego\u00edsta pela coopera\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria, referidas nos artigos anteriores. <\/p>\n<p>A partir, pelo menos, do s\u00e9culo XIX, o tecido vital passou a ser menosprezado claramente, a tal ponto que alguns dos problemas de maior gravidade nem sequer s\u00e3o objecto de conhecimento estat\u00edstico. O menosprezo praticado pelo Estado, que influenciou o de outras entidades,  talvez se deva \u00e0 ilus\u00e3o de ele pr\u00f3prio resolver todos os problemas. E o menosprezo praticado pelas institui\u00e7\u00f5es paticulares talvez se deva \u00e0 absor\u00e7\u00e3o, ali\u00e1s merit\u00f3ria, com suas val\u00eancias, e \u00e0 convic\u00e7\u00e3o, an\u00e1loga \u00e0 do Estado, de que o seu p\u00f3prio desenvolvimento proporcionaria as solu\u00e7\u00f5es dos problemas em causa. Tamb\u00e9m a Igreja n\u00e3o tem sabido actualizar esta enorme potencialidade de ac\u00e7\u00e3o, em que sempre desempenhou um papel fundamental.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que toda a ac\u00e7\u00e3o social seja revitalizada, com base nos dinamismos e insufici\u00eancias do tecido vital. Para tanto recomenda-se: a) a exist\u00eancia de grupos de voluntariado em todas as localidades, emanando das respectivas popula\u00e7\u00f5es; b) a facilita\u00e7\u00e3o da sua articula\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es particulares e com as entidades p\u00fablicas; c) o tratamento estat\u00edstico regular de todas as situa\u00e7\u00f5es acompanhadas, e a avalia\u00e7\u00e3o das capacidades de resposta; d) a aprecia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, pelo menos anual, a n\u00edvel aut\u00e1rquico e central; e) a adop\u00e7\u00e3o, em cada ano, das novas medidas pol\u00edticas tornadas necess\u00e1rias. <\/p>\n<p>Infelizmente, a crise actual ainda n\u00e3o suscitou esta viragem pol\u00edtico-social t\u00e3o necess\u00e1ria&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14008","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14008\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}