{"id":14056,"date":"2009-01-21T17:58:00","date_gmt":"2009-01-21T17:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14056"},"modified":"2009-01-21T17:58:00","modified_gmt":"2009-01-21T17:58:00","slug":"forum-de-belem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/forum-de-belem\/","title":{"rendered":"F\u00f3rum de Bel\u00e9m"},"content":{"rendered":"<p>Acontece a cada in\u00edcio de ano um f\u00f3rum social. Este ano \u00e9 em Bel\u00e9m, no pr\u00f3ximo fim-de-semana. Bel\u00e9m do Par\u00e1 na Amaz\u00f3nia, num tempo em que v\u00e1rias Bel\u00e9ns podiam acolher um f\u00f3rum social.<\/p>\n<p>Bel\u00e9m na Palestina tem urg\u00eancia de marcar um novo nascimento, um novo amanhecer, que marque caminho para a nova Jerusal\u00e9m, um mundo de paz em que saibamos coexis-<\/p>\n<p>tir com diferentes interesses, com diferentes tipos de interesses e diferentes cren\u00e7as.<\/p>\n<p>Gosto de ver a minha Igreja a tomar a dianteira do F\u00f3rum de Bel\u00e9m (Amaz\u00f3nia), a ser estandarte de um mundo melhor, uma Igreja que n\u00e3o se fecha na igreja, um Igreja que n\u00e3o se ocupa a evangelizar evangelizados, mas evangelizar quem precisa, a espalhar a boa mensagem! Gosto muito de ver uma Igreja de presen\u00e7a activa, actuante na Hist\u00f3ria, congratulando-se numa socieade plural e laica, mas denunciando uma sociedade laicista que ataca tudo o que seja valor, cultura, identidade colectiva com a desculpa da sensibilidade ofendida de quem pensa diferente. Mas infelizmente, \u00e0s vezes temos de olhar para longe para ver uma Igreja assim.<\/p>\n<p>A diversidade \u00e9 riqueza e unir n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que unificar.<\/p>\n<p>A brincar digo \u00e0s vezes que falta uma parte no Evangelho. \u201cQuando vos baterem numa face, ofere\u00e7am a outra\u201d&#8230; mas n\u00e3o sejam parvos!<\/p>\n<p>Muitas vezes ficamos parvos: quantas vezes me envergo-nho de ser estandarte daquilo e Daquele em que acredito? Quantas vezes nos ficamos a lamentar dentro das nossas Igrejas tendencialmente frias e escuras do mal que nos fazem? Quantas vezes nos demitimos do nosso papel de cidad\u00e3os, de crentes (seja l\u00e1 qual for a cren\u00e7a!)? Quantas vezes as nossas preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o apenas agendas de reuni\u00f5es, posturas hier\u00e1rquicas, pris\u00e3o a costumes antigos e obsoletos que s\u00f3 nos isolam numa vis\u00e3o de Deus-cinzento-masculino-e-castigador em vez do Deus-Amor-Fam\u00edlia-Comunh\u00e3o?<\/p>\n<p>Mas&#8230; quantas vezes n\u00e3o estamos na linha da frente no tabalho de capacita\u00e7\u00e3o das sociedades, dos que sofrem a pobreza? Quantos servi\u00e7os mission\u00e1rios, humanit\u00e1rios, educativos e sociais a Igreja gere num trabalho incans\u00e1vel?<\/p>\n<p>O f\u00f3rum de Bel\u00e9m \u00e9-me sinal de esperan\u00e7a de que acreditamos como comunidade no bem comum, na prosperidade, na paz, na luta contra a pobreza! O f\u00f3rum de Bel\u00e9m d\u00e1-me a esperan\u00e7a de que aquele grupo de sonhadores incorrig\u00edveis fundados pelo Messias sabe que o legado Dele \u00e9 o restauro de uma nova Jerusal\u00e9m, que nada \u00e9 mais do que um novo mundo, onde a cada novo amanhecer se renove uma f\u00e9 intemporal na humanidade e na sua capacidade de sonhar e operacionalizar, de se reinventar e libertar de modelos econ\u00f3micos, sociais, hier\u00e1rquicos que diminuam algum ser humano que \u00e9 meu e seu irm\u00e3o. Porque se o meu irm\u00e3o estiver mal, eu estou mal. E a felicidade \u00e9 o caminho que se faz de rosto erguido, n\u00e3o ligando a vit\u00f3rias nem derrotas, falhando e entendendo os falhan\u00e7os dos outros, mas sempre, sempre a caminhar com o olhar no c\u00e9u!<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia dependente<\/p>\n<p>Em breve, uma volunt\u00e1ria partir\u00e1 por um ano em trabalho mission\u00e1rio para a Amaz\u00f3nia. Depois de tr\u00eas anos de trabalho c\u00e1, uma experi\u00eancia \u201cad gentes\u201d. Partilhava comigo que lhe perguntaram h\u00e1 dias, se partia pelo Secretariado das Miss\u00f5es \u2013 Diocese ou pela ORBIS. Respondeu que pelos dois, porque os dois s\u00e3o um e o mesmo.<\/p>\n<p>Com efeito a ORBIS nada mais \u00e9 que uma das muitas respostas da Igreja a problemas concretos que o mundo enfrenta (como a OIKOS, a C\u00e1ritas, e tantas que marcam presen\u00e7a em Bel\u00e9m). \u00c9 express\u00e3o de f\u00e9, de acolhimento personalizada na ac\u00e7\u00e3o com e a todos quanto quiserem colaborar no mesmo sentido humanit\u00e1rio, num mesmo princ\u00edpios de capacita\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento, seja l\u00e1 qual for a sua ra\u00e7a, religi\u00e3o ou nacionalidade. Possui mecanismos que garantam que seja sempre isto para o qual foi criada e n\u00e3o outra coisa, nos seus estatutos e princ\u00edpios que a consagraram com exist\u00eancia. Trabalha com todos os que tiverem boa vontade e sintonia de causa, em ecumenismo durante todo o ano, todos os dias apostando na envolv\u00eancia de pessoas comuns que unidas, fazem a diferen\u00e7a! A melhor atitude \u00e9 mesmo essa, sacudir o p\u00f3 dos ombros, arrega\u00e7ar as mangas e vir ajudar a mudar o mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acontece a cada in\u00edcio de ano um f\u00f3rum social. Este ano \u00e9 em Bel\u00e9m, no pr\u00f3ximo fim-de-semana. Bel\u00e9m do Par\u00e1 na Amaz\u00f3nia, num tempo em que v\u00e1rias Bel\u00e9ns podiam acolher um f\u00f3rum social. 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