{"id":14058,"date":"2009-01-21T18:01:00","date_gmt":"2009-01-21T18:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14058"},"modified":"2009-01-21T18:01:00","modified_gmt":"2009-01-21T18:01:00","slug":"promover-o-desenvolvimento-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/promover-o-desenvolvimento-local\/","title":{"rendered":"Promover o desenvolvimento local"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Em meados do s\u00e9culo passado, surgiram algumas experi\u00eancias de desenvolvimento local, embora com designa\u00e7\u00f5es diferentes; a partir dos anos 80, aumentou consideravelmente o n\u00famero de iniciativas, e surgiu o respectivo apoio financeiro da Uni\u00e3o Europeia. Tamb\u00e9m pela mesma altura, algumas correntes de pensamento definiram o desenvolvimento como a passagem de condi\u00e7\u00f5es menos humanas a condi\u00e7\u00f5es mais humanas, em todos os aspectos; o Papa Paulo VI consagrou esta orienta\u00e7\u00e3o na enc\u00edclica \u00abPopulorum Progressio\u00bb (n\u00bas. 20 e 21), de 1967.<\/p>\n<p>Verificam-se, em todas as localidades, processos de desenvolvimento espec\u00edficos, mesmo quando parece n\u00e3o existirem. Pelo contr\u00e1rio, raramente se \u00abalimenta\u00bb, a n\u00edvel local, a consci\u00eancia colectiva dos problemas e se mobiliza a popula\u00e7\u00e3o para as respectivas solu\u00e7\u00f5es; muitas vezes, as popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam consci\u00eancia de que podem desenvolver-se, por si pr\u00f3prias, com ou sem apoios externos. <\/p>\n<p>De maneira simplificada, dir-se-\u00e1 que o desenvolvimento local \u00e9 a ac\u00e7\u00e3o concertada que a popula\u00e7\u00e3o de um determinado territ\u00f3rio (por exemplo, a freguesia) realiza, em ordem ao bem-estar e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o pessoal de todos e de cada um dos seus membros. Esta ac\u00e7\u00e3o desdobra-se em tr\u00eas tipos de actividades fundamentais: o conhecimento colectivo dos problemas; a promo\u00e7\u00e3o de iniciativas para as respectivas soluc\u00f5es; e a avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do ponto de situa\u00e7\u00e3o, com vista ao melhor ajustamento das iniciativas. O conhecimento colectivo pode efectuar-se atrav\u00e9s de reuni\u00f5es, com eventual recurso a estudos. A promo\u00e7\u00e3o de iniciativas pode ser programada nessas mesmas reuni\u00f5es, respeitando &#8211; e se poss\u00edvel enquadrando &#8211; as diferentes iniciativas p\u00fablicas e privadas, com ou sem fins lucrativos. Por fim, a avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica tamb\u00e9m se pode efectuar em reuni\u00f5es, sendo normal que d\u00ea origem \u00e0 revis\u00e3o de iniciativas em curso ou \u00e0 programa\u00e7\u00e3o de outras.<\/p>\n<p>Quais as entidades que dever\u00e3o liderar os processos de desenvolvimento local? &#8211; As juntas de freguesia, em coopera\u00e7\u00e3o com as c\u00e2maras municipais, parecem as mais indicadas para tal miss\u00e3o, recomendando-se-lhes que facilitem a participa\u00e7\u00e3o de todas as outras institui\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m as par\u00f3quias podem (e devem&#8230;) assumir responsabilidades neste dom\u00ednio; n\u00e3o esque\u00e7amos que a ac\u00e7\u00e3o sociocaritativa  inclui a participa\u00e7\u00e3o nos processos de desenvolvimento, \u00e0 luz de orienta\u00e7\u00f5es que remontam, pelo menos, ao Conc\u00edlio Vaticano II e, especialmente, \u00e0 referida enc\u00edclica \u00abPopulorum Progressio\u00bb. <\/p>\n<p>E qual o papel recomend\u00e1vel para o Estado central? \u00c9 o que abordaremos em pr\u00f3ximo artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14058","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14058","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14058"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14058\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14058"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14058"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14058"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}