{"id":14093,"date":"2009-01-29T11:22:00","date_gmt":"2009-01-29T11:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14093"},"modified":"2009-01-29T11:22:00","modified_gmt":"2009-01-29T11:22:00","slug":"ainda-ha-moinhos-e-moleiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ainda-ha-moinhos-e-moleiros\/","title":{"rendered":"Ainda h\u00e1 moinhos&#8230; e moleiros"},"content":{"rendered":"<p>Os moinhos est\u00e3o a suscitar o interesse de um n\u00famero cada vez maior de investigadores, o que tamb\u00e9m se reflecte na publica\u00e7\u00e3o de livros sobre essa tem\u00e1tica. Na regi\u00e3o de Aveiro, esse estudo e interesse foi fortemente impulsionado por Ant\u00f3nio Cap\u00e3o, com o seu livro \u201cOs moinhos na nossa regi\u00e3o \u2013 sua vida e decad\u00eancia\u201d, editado em 1995. Textos de Cardoso Ferreira <!--more--> &#8220;O Vale das Maias e as azenhas de Vale de \u00cdlhavo&#8221; em livro<\/p>\n<p>A historiografia ilhavense foi enriquecida com o lan\u00e7amento do livro \u201cO Vale das Maias e as Azenhas de Vale de \u00cdlhavo \u2013 Um mil\u00e9nio de tradi\u00e7\u00e3o\u201d, da autoria de Manuel Carlos Teixeira Leques. A obra tem por tema central os moleiros, as azenhas e as levadas de Vale de \u00cdlhavo, da Ermida e da Carvalheira.<\/p>\n<p>O autor justificou a publica\u00e7\u00e3o deste livro porque ainda ningu\u00e9m o tinha feito. \u201cA inventaria\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio das azenhas, das levadas e dos moleiros tinha que ser feita\u201d, porque, \u201ccom o desaparecimento dos mais velhos, desaparecia toda esta hist\u00f3ria dos moleiros e das azenhas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>\u201cEste livro n\u00e3o deve ser lido como a \u00faltima palavra sobre os moleiros, as azenhas e as levadas\u201d, do vale que se estende desde o Vale das Maias at\u00e9 \u00e0 Vista Alegre, porque \u201ctem de haver por a\u00ed muito mais documenta\u00e7\u00e3o, muito mais hist\u00f3rias, muito mais Hist\u00f3ria. H\u00e1 que reunir essa informa\u00e7\u00e3o e regist\u00e1-la em livro\u201d, real\u00e7a o autor, que desafiou outros a prosseguir o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o agora iniciado.<\/p>\n<p>Livro sobre &#8220;Moinhos do Distrito de Aveiro&#8221;<\/p>\n<p>No dia 30 de Janeiro, no Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha, \u00e0s 21h00, ser\u00e1 apresentado o livro \u201cMoinhos do Distrito de Aveiro\u201d, da autoria de Armando Carvalho Ferreira, um \u201cmolin\u00f3logo\u201d que, em parceria com Delfim Bismarck, publicou, h\u00e1 alguns anos, um livro sobre os moinhos e os moleiros do concelho de Albergaria-a-Velha.<\/p>\n<p>A mesma obra ser\u00e1 apresentada no sal\u00e3o da Junta de Freguesia do Bunheiro (Murtosa) no dia 7 de Fevereiro, \u00e0s 21 horas.<\/p>\n<p>Para Armando Carvalho Ferreira, \u00e9 necess\u00e1rio apelar \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos moinhos antes que eles desapare\u00e7am. O livro inventaria os diversos tipos de moinhos de ventos, moinhos de \u00e1gua, azenhas, atafonas e m\u00f3s manuais do distrito (existentes e desaparecidos).<\/p>\n<p>Na cidade de Aveiro ainda existem alguns moinhos (ou o que resta deles), sobretudo moinhos de vento e de mar\u00e9, enquanto nas freguesias rurais do concelho h\u00e1 v\u00e1rios moinhos de \u00e1gua e azenhas.<\/p>\n<p>O moinho de vento que se apresenta melhor conservado ergue-se nas proximidades das marinhas e do pavilh\u00e3o do Beira Mar (na imagem). Exteriormente, o im\u00f3vel conserva toda a sua identidade como moinho, faltando somente o aparelho das velas. Do outro moinho de vento, pr\u00f3ximo da rotunda poente do Viaduto de Esgueira, considerado uma das mais antigas constru\u00e7\u00f5es existentes na cidade, resta somente um pequeno tro\u00e7o de uma das paredes laterais.<\/p>\n<p>Segundo v\u00e1rios historiadores, o edif\u00edcio da antiga Capitania foi originalmente um moinho de mar\u00e9. <\/p>\n<p>\u00c1gua desviada para abastecer Aveiro<\/p>\n<p>As \u00e1guas das nascentes do Vale das Maias foram desviadas, em meados da d\u00e9cada de 1940, para abastecer a rede de \u00e1gua domicili\u00e1ria da cidade de Aveiro, fazendo secar as levadas que moviam dezenas de azenhas localizadas ao longo da \u00e1rea que se estende desde o Vale das Maias at\u00e9 \u00e0 Vista Alegre, com passagem por Vale de \u00cdlhavo, Carvalheira, Ermida e Soalhal. Nessa altura, a C\u00e2mara Municipal de Aveiro indemnizou os moleiros pelo preju\u00edzo causado pelo desvio da \u00e1gua. Os moleiros que motorizaram as respectivas azenhas receberam a quantia de 25.000$00, valor que duplicou para os moleiros que mudaram de actividade.<\/p>\n<p>Urbino Vieira Grave, um dos moleiros ainda activos em Vale de \u00cdlhavo, mas agora com uma moagem el\u00e9ctrica, lembra-se de ver a \u00e1gua passar pela levada que abastecia a azenha fundada pelo seu av\u00f4. Hoje, sob o soalho da sua moagem ainda est\u00e1 a levada (seca), mantendo-se o velho al\u00e7ap\u00e3o que dava acesso a essa conduta que fazia mover as rodas que ent\u00e3o davam \u201cvida\u201d \u00e0s m\u00f3s. Nesse tempo havia a \u201clevada grande\u201d e a \u201clevada pequena\u201d, que se cruzavam um pouco acima da azenha da fam\u00edlia Grave. Um pouco mais a jusante dessa azenha, as duas levadas juntavam-se. A \u00e1gua seguia depois s\u00f3 por uma vala, at\u00e9 \u00e0 ria, pr\u00f3ximo da Vista Alegre. O av\u00f4 deste moleiro motorizou a azenha, primeiro com motor a gas\u00f3leo e depois a electricidade. <\/p>\n<p>Moinhos na Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Na Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe actualmente qualquer vest\u00edgio de moinhos, e mesmo as antigas moagens el\u00e9ctricas est\u00e3o hoje desactivadas. No entanto, nesta freguesia houve v\u00e1rios moinhos de vento, incluindo um que serviu de marco fronteiri\u00e7o entre as freguesias da Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o e da Gafanha da Nazar\u00e9.<\/p>\n<p>Os moinhos que existiram na Gafanha da Encarna\u00e7\u00e3o, na primeira metade do s\u00e9culo XX, eram sobretudo moinhos de arma\u00e7\u00e3o, com torre e velame em madeira ou em metal. Um desses moinhos, que fazia mover dois pares de m\u00f3s, erguia-se nas proximidades do Correios. Ruiu na d\u00e9cada de 1940, devido a um forte temporal.<\/p>\n<p>Um outro moinho de arma\u00e7\u00e3o, com torre e velame em metal, erguia-se pr\u00f3ximo do local onde hoje a Rua Padre Resende entronca na Rua Entrecampos.<\/p>\n<p>O maior dos moinhos de arma\u00e7\u00e3o que ent\u00e3o existia na parte sul da freguesia situava-se muito pr\u00f3ximo dos limites com a Gafanha do Carmo. Era conhecido por moinho dos \u201cCirinos\u201d. Um pouco mais a norte, ficava o moinho dos \u201cFeijocas\u201d ou dos \u201cMaguetas\u201d. O moinho dos \u201cGualdinos\u201d erguia-se um pouco mais ao norte do anterior, numa zona situada entre a Rua do Carmo e a Rua Jos\u00e9 Rito.<\/p>\n<p>As m\u00f3s manuais tamb\u00e9m eram comuns nas casas agr\u00edcolas. Algumas ainda estavam operacionais nos finais do s\u00e9culo XX. Dessas m\u00f3s, ainda existem algumas pedras, nomeadamente as que pertenceram \u00e0 m\u00f3 de Jo\u00e3o de Almeida Carapelho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os moinhos est\u00e3o a suscitar o interesse de um n\u00famero cada vez maior de investigadores, o que tamb\u00e9m se reflecte na publica\u00e7\u00e3o de livros sobre essa tem\u00e1tica. 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