{"id":14120,"date":"2009-01-29T11:48:00","date_gmt":"2009-01-29T11:48:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14120"},"modified":"2009-01-29T11:48:00","modified_gmt":"2009-01-29T11:48:00","slug":"nao-incluamos-excluindo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nao-incluamos-excluindo\/","title":{"rendered":"N\u00e3o incluamos, excluindo&#8230;."},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Cantava-se outrora, numa toada de sabor popular: \u00ab\u00e9 sempre assim; a gente s\u00f3 d\u00e1 flores a quem j\u00e1 tem seu jardim\u00bb. Esta afirma\u00e7\u00e3o corres-ponde a uma pr\u00e1tica secular, que est\u00e1 a ser aplicada na luta actual contra a crise. As medidas anunciadas, a favor de empresas em dificuldade e \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, apresentam duas caracter\u00edsticas bem elucidativas: s\u00f3 abrangem uma parte das situa\u00e7\u00f5es em causa; e deixam de fora muitas pessoas e fam\u00edlias que est\u00e3o a resvalar, da inclus\u00e3o social, para a pobreza e a exclus\u00e3o. Tudo seria diferente se tais medidas contemplassem expressamente estas pessoas e fam\u00edlias. <\/p>\n<p>Seria razo\u00e1vel nomeadamente que, a favor das empresas e do emprego, se promovesse a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de micro-empresas mediante, por exemplo: o apoio ao escoamento, interno e internacional, das suas  produ\u00e7\u00f5es; a facilita\u00e7\u00e3o da sua actividade; o pagamento das d\u00edvidas do sector p\u00fablico&#8230; Seria tamb\u00e9m razo\u00e1vel que se promovesse o desenvolvimento local, mediante o incentivo de actividades, j\u00e1 existentes ou a criar. Seria razo\u00e1vel ainda proporcionar, a diplomados no de-semprego, trabalhos de anima\u00e7\u00e3o local, em ordem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de micro-empresas e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de iniciativas de desenvolvimento; nada obstaria a que a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica aplicada contribu\u00edsse para que as interven\u00e7\u00f5es destes diplomados fosse geradora de riqueza, tornando-se eventualmente \u00ablucrativa\u00bb para o Estado.Tamb\u00e9m se poderia recorrer a eles para o acompanhamento dos desempregados e das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de maior car\u00eancia, tendo em vista a procura das solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e a elabora\u00e7\u00e3o de \u00abprojectos de vida\u00bb pessoais. Coloca-se, aos diplomados e aos centros de investiga\u00e7\u00e3o, um desafio premente e altamente motivador: transformar necessidades em potencialidades, e contribuir para que as pessoas em situa\u00e7\u00e3o de necessidade sejam co-autoras do seu desenvolvimento. <\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 impossibilidade de muitas fam\u00edlias assegurarem o pagamento das presta\u00e7\u00f5es aos bancos, pela compra de casa, \u00e9 de louvar a medida pol\u00edtica adoptada recentemente; por\u00e9m, ela deixa de fora &#8211; exclui &#8211; in\u00fameras fam\u00edlias cujas presta\u00e7\u00f5es se est\u00e3o a tornar incomport\u00e1veis. Por isso, chega a ser chocante que nem os bancos nem o Estado nem a sociedade civil se tenham lembrado que se imp\u00f5e uma estreita articula\u00e7\u00e3o, neste dom\u00ednio, com a ac\u00e7\u00e3o social, p\u00fablica e privada; da\u00ed poderia advir o refor\u00e7o da  solidariedade a favor da solu\u00e7\u00e3o dos problemas n\u00e3o solucion\u00e1veis por crit\u00e9rios estritamente banc\u00e1rios. Pequenas ajudas, nuns casos, \u00abgarantias morais\u00bb noutros, procura de solu\u00e7\u00f5es alternativas, quando necess\u00e1rio, e outras iniciativas poderiam evitar, em muitos casos, o descalabro da passagem da inclus\u00e3o  social para a exclus\u00e3o. O rigor banc\u00e1rio \u00e9 normal. Menos normal, e porventura menos moral, \u00e9 que o sistema banc\u00e1rio se esque\u00e7a que os seus clientes&#8230;s\u00e3o pessoas inseridas nos respectivos meios sociais. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14120"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14120\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}