{"id":14127,"date":"2009-01-29T11:54:00","date_gmt":"2009-01-29T11:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14127"},"modified":"2009-01-29T11:54:00","modified_gmt":"2009-01-29T11:54:00","slug":"biblia-na-mao-familia-ao-seu-lado-testemunho-de-esperanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/biblia-na-mao-familia-ao-seu-lado-testemunho-de-esperanca\/","title":{"rendered":"B\u00edblia na m\u00e3o, fam\u00edlia ao seu lado, testemunho de esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Serve mal o pa\u00eds quem se julga dono do povo e se esquece de proclamar bem alto, com convic\u00e7\u00e3o e coragem, que ningu\u00e9m no mundo tem categoria para ser dono de algu\u00e9m. H\u00e1 um s\u00f3 Senhor. Por Ele, todos somos iguais, todos somos livres, todos somos necess\u00e1rios. Quem se esquece que \u00e9 servidor da sociedade e n\u00e3o defende, de modo claro, a c\u00e9lula b\u00e1sica e indispens\u00e1vel da sua consist\u00eancia, no presente e no seu futuro, a fam\u00edlia, n\u00e3o entendeu ainda o que \u00e9 estar ao servi\u00e7o do essencial e do bem comum. <\/p>\n<p>Obama, o presidente para quem o mundo olha, quis, antes de tomar posse, participar com os seus familiares, num acto religioso na sua Igreja; quis fazer o juramento de bem servir o seu pa\u00eds tocando com a sua m\u00e3o a B\u00edblia que sua esposa segurava; quis estar ladeado pela sua fam\u00edlia em momento t\u00e3o solene e \u00fanico, sem se importar se assim o permitia ou n\u00e3o o protocolo do Estado.<\/p>\n<p>Estes e outros gestos significativos n\u00e3o foram gestos de acaso. Foram op\u00e7\u00f5es e decis\u00f5es da vontade livre de um homem respons\u00e1vel, express\u00f5es que indiciavam, para al\u00e9m das exig\u00eancias protocolares da cerim\u00f3nia, compromissos pessoais com ra\u00edzes profundas.<\/p>\n<p>Obama, para estimular nos seus concidad\u00e3os a uni\u00e3o, a esperan\u00e7a e a tomada de consci\u00eancia das suas responsabilidades, fez mem\u00f3ria da hist\u00f3ria, falou-lhes de crises superadas e de batalhas vencidas, deu-lhes \u00e2nimo para poderem juntos ir sempre mais al\u00e9m. N\u00e3o ocultou nem minimizou as dificuldades do presente, mas tamb\u00e9m n\u00e3o deixou, pelo modo como se lhes dirigiu, que se sentissem esmagados, por mais graves que sejam tais dificuldades. Onde h\u00e1 crises, h\u00e1 sempre desafios e enfrentar.<\/p>\n<p>Foi um falar de manifesta convic\u00e7\u00e3o. O mundo estava vendo e ouvindo. Decerto se apercebeu de que, para al\u00e9m da cor da pele, estava ali um homem crente, l\u00facido e corajoso.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos da Am\u00e9rica, nos \u00faltimos anos, e at\u00e9 j\u00e1 nos pen\u00faltimos, t\u00eam sido atacados e denegridos, por muita gente, mundo fora e, especialmente, por gente desta Europa que n\u00e3o p\u00e1ra de olhar para o pr\u00f3prio umbigo e de se enredar em ideologias redutoras, perdendo assim a consci\u00eancia das suas ra\u00edzes e fechando-se a horizontes de vida. N\u00e3o \u00e9 que tudo a\u00ed esteja bem e que o novo presidente n\u00e3o deva rever projectos em curso e encontrar caminhos novos de futuro, dada a repercuss\u00e3o dos seus actos num espa\u00e7o alargado, para al\u00e9m do seu pr\u00f3prio espa\u00e7o geogr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Toda a gente viu, desde a campanha eleitoral e repetidas \u00e0 saciedade ap\u00f3s a sua elei\u00e7\u00e3o, que as suas preocupa\u00e7\u00f5es n\u00e3o o v\u00e3o deixar dormir sossegado. Pelo realismo do seu discurso, ningu\u00e9m poder\u00e1 pensar que ele se julga um iluminado salvador do mundo. Muito do terreno, que tem de pisar todos os dias, est\u00e1 armadilhado. Na Am\u00e9rica do Norte, como noutros pa\u00edses, os interesses criados e instalados, de pessoas e grupos, que em todo o lado os h\u00e1 e n\u00e3o olham a meios, nunca fazem tr\u00e9guas definitivas.<\/p>\n<p>O sonho de Luther King, que tamb\u00e9m foi profecia, est\u00e1 inicialmente cumprido. N\u00e3o falta agora gente, negra e branca, que sempre aspirou por caminhos novos onde todos se pudessem mover em igualdade, a dar as suas m\u00e3os \u00e0s do novo presidente, transmitindo assim a primeira condi\u00e7\u00e3o para governar e lutar, de que ele n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. Muita gente, em Portugal, se regozijou com a elei\u00e7\u00e3o de Obama. Alguns sentem-se j\u00e1 incomodados com a confiss\u00e3o p\u00fablica e desassombrada das suas convic\u00e7\u00f5es religiosas. S\u00e3o estas mentalidades, no poder ou com influ\u00eancia no mesmo, que lan\u00e7am suspei\u00e7\u00f5es e se mostram incapazes de se libertarem de preconceitos, at\u00e1vicos ou adquiridos, como se esses fossem riqueza pessoal e social. A separa\u00e7\u00e3o Igreja-Estado, no pa\u00eds de Obama sempre foi modelar nas rela\u00e7\u00f5es, no respeito m\u00fatuo e na colabora\u00e7\u00e3o. Assim vai continuar, por certo, sem intromiss\u00f5es, mas, tamb\u00e9m, sem a\u00e7aimos. <\/p>\n<p>Obama mostrou a sua verdade interior, sem medo de cr\u00edticas, de dentro ou de fora. A grandeza do homem n\u00e3o est\u00e1 no cargo que exerce. Vem de dentro. Alimenta-se num manancial que n\u00e3o seca, n\u00e3o em represas de \u00e1guas turvas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Serve mal o pa\u00eds quem se julga dono do povo e se esquece de proclamar bem alto, com convic\u00e7\u00e3o e coragem, que ningu\u00e9m no mundo tem categoria para ser dono de algu\u00e9m. 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