{"id":14131,"date":"2009-02-05T12:11:00","date_gmt":"2009-02-05T12:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14131"},"modified":"2009-02-05T12:11:00","modified_gmt":"2009-02-05T12:11:00","slug":"crise-de-valores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/crise-de-valores\/","title":{"rendered":"Crise de valores"},"content":{"rendered":"<p>A raiz de todas as desilus\u00f5es, a causa de todos os c\u00e9us pardacentos que oprimem a humanidade, \u00e9 a crise de valores, \u00e9 a recusa, pela pessoa humana, daqueles que s\u00e3o os fundamentos da sua ess\u00eancia e, por conseguinte, dos par\u00e2metros da sua exist\u00eancia.<\/p>\n<p>O primeiro desses valores \u00e9 o reconhecer-se como ser em rela\u00e7\u00e3o, em primeira e \u00faltima inst\u00e2ncia com Aquele que \u00e9 o Senhor da Vida. Dispensar-nos de uma rela\u00e7\u00e3o com Deus, como se Ele fora um estranho ou inimigo, \u00e9 perder a rela\u00e7\u00e3o com a Vida. \u201cA vida, no verdadeiro sentido, n\u00e3o a possui cada um em si pr\u00f3prio sozinho, nem mesmo por si s\u00f3: aquela \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o. E a vida na sua totalidade \u00e9 rela\u00e7\u00e3o com Aquele que \u00e9 a fonte da vida. Se estivermos em rela\u00e7\u00e3o com Aquele que n\u00e3o morre, que \u00e9 a pr\u00f3pria Vida e o pr\u00f3prio Amor, ent\u00e3o estamos na vida. Ent\u00e3o, \u00abvivemos\u00bb\u201d (Bento XVI, SS 27). A esteira de relativiza\u00e7\u00e3o da vida, de crise face \u00e0 vida, resulta desta crise de rela\u00e7\u00e3o com o Absoluto.<\/p>\n<p>O segundo \u00e9 experimentar que a esperan\u00e7a, o desejo de felicidade, n\u00e3o \u00e9 um horizonte individualista, s\u00f3 para mim. \u201cA rela\u00e7\u00e3o com Deus estabelece-se atrav\u00e9s da comunh\u00e3o com Jesus &#8211; sozinhos e apenas com as nossas possibilidades n\u00e3o o conseguimos. Mas a rela\u00e7\u00e3o com Jesus \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o com Aquele que Se entregou a Si pr\u00f3prio em resgate por todos n\u00f3s (cf. 1Tim.2,6). O facto de estarmos em rela\u00e7\u00e3o com Jesus Cristo envolve-nos no seu ser \u00abpara todos\u00bb, fazendo disso o nosso modo de ser\u201d (Bento XVI, SS 28). A raiz do ego\u00edsmo, fonte de todos os atritos, gan\u00e2ncias e conflitos, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel extirp\u00e1-la na fonte da comunh\u00e3o. S\u00f3 a recria\u00e7\u00e3o da humanidade, em Jesus Cristo, torna consistente a solidariedade. \u201cCristo morreu por todos. Viver para Ele significa deixar-se envolver no Seu \u00abser para\u00bb\u201d (Ibidem). \u201cN\u00e3o posso ser feliz contra e sem os demais\u201d (Bento XVI, SS 31).<\/p>\n<p>A esperan\u00e7a b\u00edblica do reino de Deus foi substitu\u00edda pela esperan\u00e7a do reino do ser humano. E \u00e9 evidente que se t\u00eam gorado as sucessivas esperan\u00e7as neste reino. Experimentamo-lo duramente, neste momento de crise \u00e0 escala planet\u00e1ria. \u201cEsta grande esperan\u00e7a s\u00f3 pode ser Deus\u2026 O Seu reino n\u00e3o \u00e9 um al\u00e9m imagin\u00e1rio\u2026 o seu amor \u00e9 a garantia de que existe aquilo que intu\u00edmos s\u00f3 vagamente e, contudo, no \u00edntimo esperamos: a vida que \u00e9 \u00abverdadeiramente\u00bb vida\u201d (Ibidem). O horizonte escatol\u00f3gico, de vida plena, n\u00e3o \u00e9 aliena\u00e7\u00e3o, mas dinamismo para promover sempre novos sinais da sua presen\u00e7a din\u00e2mica na constru\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Vencida esta crise de valores, todas as crises ser\u00e3o etapas sadias de crescimento!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A raiz de todas as desilus\u00f5es, a causa de todos os c\u00e9us pardacentos que oprimem a humanidade, \u00e9 a crise de valores, \u00e9 a recusa, pela pessoa humana, daqueles que s\u00e3o os fundamentos da sua ess\u00eancia e, por conseguinte, dos par\u00e2metros da sua exist\u00eancia. 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