{"id":14237,"date":"2009-02-11T14:44:00","date_gmt":"2009-02-11T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14237"},"modified":"2009-02-11T14:44:00","modified_gmt":"2009-02-11T14:44:00","slug":"chamados-a-ousadia-de-sermos-canais-da-graca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/chamados-a-ousadia-de-sermos-canais-da-graca\/","title":{"rendered":"Chamados \u00e0 ousadia de sermos canais da gra\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> VI DOMINGO DO TEMPO COMUM \u2013 ANO B<\/p>\n<p>Leituras: Lev 13, 1-2.44-46; Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11; 1 Cor 10, 31 \u2013 11, 1; Mc 1, 40-45<\/p>\n<p>Se recordarmos o Evangelho da semana passada, lembraremos que Jesus, depois de ter realizado diversas curas, retirou-se para um lugar afastado, onde passou a noite em ora\u00e7\u00e3o. Embora muitos o quisessem reter ali, Jesus percebe, no di\u00e1logo com o Pai, que \u00e9 preciso continuar o caminho e diz: \u201cVamos a outros lugares, \u00e0s povoa\u00e7\u00f5es vizinhas, a fim de pregar a\u00ed tamb\u00e9m, porque foi para isso que Eu vim\u201d (Mc 1, 38). <\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o veio para ficar restrito a um lugar, a algumas pessoas consideradas puras pela religi\u00e3o judaica, ou a um povo. A sua vida e as suas palavras s\u00e3o manifesta\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Deus vivo, no meio da humanidade, para todos sem excep\u00e7\u00e3o. \u00c9 isto o que progressivamente se ir\u00e1 manifestando nos Evangelhos. E \u00e9 tamb\u00e9m o que vemos no Evangelho deste domingo, quando Jesus se aproxima de um homem leproso (impuro, segundo a Lei), escuta-o e cura-o. <\/p>\n<p>A primeira leitura, tirada do livro do Lev\u00edtico, ajuda-nos a entender melhor quanto foi significativo o gesto de Jesus para com o leproso. Este texto explica-nos qual era a conduta correcta de um judeu em rela\u00e7\u00e3o a um doente com lepra, segundo a Alian\u00e7a que Deus fez com o povo de Israel. <\/p>\n<p>Na cena narrada por S. Marcos, vemos como o leproso se dirige a Jesus, reconhecendo-o como algu\u00e9m que tem poder para fazer algo por ele: \u201cSe quiseres, podes curar-me\u201d (Mc 1, 40). Diz-nos o Evangelho que Jesus compadeceu-se. Compadecer significa \u201csentir com\u201d, \u00e9 entrar na realidade do outro, \u00e9 sentir a sua dor por ser exclu\u00eddo da sociedade e do culto. Mas n\u00e3o s\u00f3! \u00c9 tamb\u00e9m comprometer-se para que a situa\u00e7\u00e3o que gera o sofrimento e a exclus\u00e3o deixe de existir. Para se compadecer, \u00e9 preciso n\u00e3o apenas olhar, mas \u00e9 necess\u00e1rio ver: ver a pessoa, v\u00ea-la na sua globalidade, sintonizar com as suas necessidades e anseios mais profundos. Ent\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel \u201ctocar\u201d o outro com um toque que cura e que salva. Salvar \u00e9 restituir a sa\u00fade integral da pessoa, n\u00e3o apenas a f\u00edsica. O leproso curado volta a fazer parte da sociedade, tem direito a uma vida digna, \u00e9-lhe dado o acesso ao Templo e a possibilidade de louvar a Deus.<\/p>\n<p>Na segunda leitura, S. Paulo diz aos crist\u00e3os de Corinto: \u201cSede meus imitadores, como eu o sou de Cristo\u201d. Ser\u00e1 que podemos dizer que somos imitadores de Cristo? Sabemos ver as pessoas para al\u00e9m da apar\u00eancia? Reconhecemos a sua necessidade de cura? Sabemos realmente o que \u00e9 compadecer-se? A nossa compaix\u00e3o move-nos ao compromisso real com os irm\u00e3os? <\/p>\n<p>Podemos pensar que o que S. Paulo diz \u00e9 uma ousadia e que \u00e9 algo s\u00f3 para alguns: p\u00f4r-se como exemplo de seguidor de Cristo a quem se pode imitar como se se imitasse o pr\u00f3prio Cristo. \u00c9 verdadeiramente uma ousadia, mas \u00e0 qual todos os crist\u00e3os s\u00e3o chamados. Em todos n\u00f3s actua o mesmo Esp\u00edrito Santo. Todos n\u00f3s somos desafiados, pelo compromisso que vem do nosso baptismo, a sermos canais por onde a gra\u00e7a possa alcan\u00e7ar a muitos e a sermos portadores da salva\u00e7\u00e3o que nos traz o Senhor. Estamos dispostos a acolher esse desafio?<\/p>\n<p>Priscila Cirino, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14237","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14237"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14237\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}