{"id":14336,"date":"2009-05-28T11:20:00","date_gmt":"2009-05-28T11:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14336"},"modified":"2009-05-28T11:20:00","modified_gmt":"2009-05-28T11:20:00","slug":"contas-aos-crismandos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/contas-aos-crismandos\/","title":{"rendered":"Contas aos crismandos"},"content":{"rendered":"<p>Car\u00edssim@s crismandos,<\/p>\n<p>O meu nome \u00e9 Pedro e escrevo esta carta porque fa\u00e7o parte de um grupo de pessoas (Secretariado Diocesano de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria \/ ORBIS \u2013 Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento) que tem uma grande responsabilidade: GASTAR O VOSSO DINHEIRO.<\/p>\n<p>Passo a explicar:<\/p>\n<p>H\u00e1 alguns anos, o Bispo de Aveiro, ent\u00e3o D. Ant\u00f3nio Marcelino, definiu que o fruto da vossa ren\u00fancia, enquanto faziam a vossa caminhada para o sacramento da Confirma\u00e7\u00e3o, fosse destinado para pagar despesas e viagem do volunt\u00e1rios da Diocese quando estes partiam para a sua experi\u00eancia de voluntariado mission\u00e1rio em \u00c1frica e no Brasil.<\/p>\n<p>As coisas foram correndo bem e o n\u00famero de volunt\u00e1rios foi crescendo e deixou de ser poss\u00edvel que os fundos que generosamente partilhavam pudessem suportar as viagens.<\/p>\n<p>Pens\u00e1mos ent\u00e3o em mudar o esquema das coisas, sempre com o acordo do D. Ant\u00f3nio, primeiro Marcelino e agora Francisco, e definimos que a vossa partilha seria, directa ou indirectamente, para os mission\u00e1rios, para que eles aplicassem onde mais fosse necess\u00e1rio nas Miss\u00f5es e nas pessoas que elas assistem. Esses fundos s\u00e3o levados ano ap\u00f3s ano pelos volunt\u00e1rios \u00e0 boleia, num envelope fechado e bem escondido. Evitamos ao m\u00e1ximo as transfer\u00eancias banc\u00e1rias internacionais porque elas custam caro e o que temos \u00e9 para os pobres, n\u00e3o para os bancos.<\/p>\n<p>O dinheiro vai directamente para os mission\u00e1rios quando \u00e9 dado a fundo perdido (que \u00e9 como quem diz, porque nestas coisas pensamos que \u00e9 sempre a fundo ganho!). Muito tem sido levado para suprir as necessidades de fome, de sa\u00fade de muitas pessoas, principalmente idosos e crian\u00e7as que os mission\u00e1rios atendem nos centros de sa\u00fade e nas muitas escolas que gerem. Gra\u00e7as a v\u00f3s, muitas refei\u00e7\u00f5es t\u00eam sido dadas e muito material escolar tem sido proporcionado!<\/p>\n<p> E vai indirectamente \u00e9 quando \u00e9 aplicado. Por exemplo, no ano 2007 compr\u00e1mos muitos artesanatos para que pud\u00e9ssemos montar o projecto \u201cCom\u00e9rcio Solid\u00e1rio\u201d. Entreg\u00e1mos na mesma o dinheiro, mas troux\u00e9mos produtos dos artes\u00e3os, alguns ligados mesmo \u00e0s Miss\u00f5es, outros de leigos das par\u00f3quias a cargo das Miss\u00f5es com quem trabalhamos. Agora o capital angariado com as vendas do artesanato desse projecto serve para comprar l\u00e1 mais artesanato. E assim os fundos v\u00e3o-se multiplicando, vamos ajudando a Miss\u00e3o e os pr\u00f3prios artes\u00e3os a terem uma vida mais digna e mais pr\u00f3spera pelo que ganham nestas vendas, gra\u00e7as ao fruto do seu trabalho.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda algumas quest\u00f5es por explicar! Se j\u00e1 n\u00e3o se pagam as viagens, quem as paga?! <\/p>\n<p>Nas experi\u00eancias de voluntariado mission\u00e1rio breve, s\u00e3o os pr\u00f3prios volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>Assim tamb\u00e9m sentem mais o valor do que est\u00e3o a fazer e se por acaso fizerem como alguns (muito poucos) dos crismandos a seguir ao crisma (desaparecem e n\u00e3o ligam mais nada nem aqui, nem na sua par\u00f3quia nem na sua vida!) a perda n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande!<\/p>\n<p>Para as Miss\u00f5es de voluntariado mais longo e para jovens temos um outro mecanismo de resposta: a ORBIS \u00e9 acreditada pela Comiss\u00e3o Europeia para um projecto da mesma que se chama Servi\u00e7o de Voluntariado Europeu. E elaborando um projecto com tempo, com cuidado e sendo ele aprovado, a UE financia as viagens e outras despesas.<\/p>\n<p>No entanto, para as experi\u00eancias mission\u00e1rias breves em que cada volunt\u00e1rio paga a sua viagem e a UE n\u00e3o financia cria-se uma outra quest\u00e3o:<\/p>\n<p>Nem todos t\u00eam possibilidades de pagar uma viagem para \u00c1frica, Brasil ou Timor. <\/p>\n<p>N\u00e3o deve ser por isso que deixa de vir para o voluntariado mission\u00e1rio. Durante a forma\u00e7\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rias propostas de actividades que os volunt\u00e1rios dinamizam para angaria\u00e7\u00e3o de fundos que servir\u00e3o para pagar a viagem de quem n\u00e3o pode pagar por meios pr\u00f3prios e para angariar fundos que reforcem o donativo feito pela Diocese e constitu\u00eddo pelo vosso sacr\u00edficio e ren\u00fancia e pelo sacrif\u00edcio e ren\u00fancia dos vossos familiares e da vossa par\u00f3quia!<\/p>\n<p>Por fim, e depois de vos dar estas contas, resta-me em nome deles, dos tantos Irm\u00e3os que t\u00eam recebido um bocadinho de vida mais doce por causa de v\u00f3s&#8230; dizer: OBRIGADO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Car\u00edssim@s crismandos, O meu nome \u00e9 Pedro e escrevo esta carta porque fa\u00e7o parte de um grupo de pessoas (Secretariado Diocesano de Anima\u00e7\u00e3o Mission\u00e1ria \/ ORBIS \u2013 Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento) que tem uma grande responsabilidade: GASTAR O VOSSO DINHEIRO. 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