{"id":14352,"date":"2009-07-02T16:07:00","date_gmt":"2009-07-02T16:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14352"},"modified":"2009-07-02T16:07:00","modified_gmt":"2009-07-02T16:07:00","slug":"precariedade-empresarial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/precariedade-empresarial\/","title":{"rendered":"Precariedade empresarial"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> O trabalho prec\u00e1rio \u00e9 uma realidade bastante debatida. Pelo contr\u00e1rio, pouco se fala da precariedade que afecta a pr\u00f3pria empresa, embora seja muito estreita a rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua. A precariedade empresarial resulta de causas diversas. Registo apenas tr\u00eas: o mercado, o Estado e o trabalho. O mercado \u00e9 a causa mais vis\u00edvel e generalizada; na verdade a falta de clientes, a sua insolvibilidade ou desonestidade e a perda de competitividade afectam muitas empresas, levando n\u00e3o raro ao encerramento. O Estado afecta a sobreviv\u00eancia da empresa, atrav\u00e9s de exig\u00eancias legais insuport\u00e1veis, bem como de fiscaliza\u00e7\u00f5es intransigentes e da falta de regula\u00e7\u00e3o adequada, prejudicando especialmente as empresas que procuram actuar de acordo com a lei e a moral. O trabalho tamb\u00e9m contribui para a precariedade empresarial, sempre que, por exemplo, n\u00e3o existam trabalhadores com as qualifica\u00e7\u00f5es e expectativas adequadas, ou prevale\u00e7am rela\u00e7\u00f5es conflituosas. <\/p>\n<p>Em maior ou menor grau, todas as empresas s\u00e3o prec\u00e1rias; isso resulta da sua pr\u00f3pria natureza, e tornou-se mais patente no quadro da globaliza\u00e7\u00e3o e da crise actual. \u00c9 evidente que a empresa monopolista, ou fortemente implantada e competitiva no tecido econ\u00f3mico, disp\u00f5e de muito mais seguran\u00e7a; mas n\u00e3o deixa de estar marcada pela precariedade.<\/p>\n<p>Pode afirmar-se que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, a precariedade empresarial, tal como a laboral, decorre da pr\u00f3pria conting\u00eancia humana, isto \u00e9, da nossa n\u00e3o-divindade e correspondente falta de seguran\u00e7a absoluta na vida terrena. Por tal motivo, a gest\u00e3o da precariedade \u00e9 indispens\u00e1vel na perspectiva econ\u00f3mico-humanista, assim como a respectiva ascese \u00e9 indispens\u00e1vel na perspectiva religiosa. A esta luz, deparam-se tr\u00eas caminhos fundamentais a empres\u00e1rios e trabalhadores: a partilha de precariedades, em \u00abcomunidade de pessoas\u00bb; a \u00abmedi\u00e7\u00e3o de for\u00e7as\u00bb, visando o entendimento; e a conflituosidade permanente, mais ou menos declarada. O primeiro caminho \u00e9, talvez, o que predomina entre n\u00f3s; o segundo \u00e9 o que prevalece na negocia\u00e7\u00e3o colectiva; e o terceiro \u00e9 t\u00edpico do sindicalismo e do patronato extremistas. Por outro lado: o primeiro caminho congrega esfor\u00e7os porfiados na gest\u00e3o da precariedade; o segundo, gere-a \u00e0 beira do abismo; e o terceiro fomenta-a, tendendo para a destrui\u00e7\u00e3o da empresa. Quais as perspectivas de evolu\u00e7\u00e3o futura? Quais as op\u00e7\u00f5es das diferentes for\u00e7as pol\u00edticas, sindicais, empresariais e medi\u00e1ticas? &#8211; N\u00e3o existem respostas claras a estas perguntas. No entanto, parece que uma conflituosidade latente, difusa e com erup\u00e7\u00f5es perigosas vem corroendo as rela\u00e7\u00f5es laborais e a realidade \u00abempresa\u00bb&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14352"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14352\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}