{"id":14480,"date":"2009-02-26T11:31:00","date_gmt":"2009-02-26T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14480"},"modified":"2009-02-26T11:31:00","modified_gmt":"2009-02-26T11:31:00","slug":"titus-brandsma-carmelita-vitima-do-nazismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/titus-brandsma-carmelita-vitima-do-nazismo\/","title":{"rendered":"Titus Brandsma: carmelita v\u00edtima do nazismo"},"content":{"rendered":"<p>Vidas que fascinam <!--more--> No dia 3 de Novembro de 1985, o Papa Jo\u00e3o Paulo II beatificou Titus Brandsma, em Roma, e disse: \u201cNo meio dos ataques de \u00f3dio, ele conseguiu amar; todos, incluindo os seus carrascos. \u00abTamb\u00e9m s\u00e3o filhos do bom Deus\u00bb, disse, e \u00abquem sabe se n\u00e3o ficar\u00e1 alguma coisa neles\u2026\u00bb Claro que tal hero\u00edsmo n\u00e3o \u00e9 algo que possa ser improvisado\u2026\u201d<\/p>\n<p>Anno Sjoerd Titus Brandsma nasceu no dia 23 de Fevereiro de 1881, na Fr\u00edsia, prov\u00edncia do norte da Holanda, e morreu no campo de concentra\u00e7\u00e3o de Dachau, no dia 26 de Julho de 1942, ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o de uma injec\u00e7\u00e3o letal. Era frade carmelita, tendo feito os primeiros votos em 1899 e recebido a ordena\u00e7\u00e3o em 1905.<\/p>\n<p>Doutorado em Filosofia, chegou a reitor da Universidade Cat\u00f3lica de Nimega (1932), entretanto, tornara-se um reputado conferencista internacional (Fran\u00e7a, Holanda, It\u00e1lia, Alemanha, EUA) sobre os m\u00edsticos carmelitas.<\/p>\n<p>Logo nos primeiros anos de padre, Titus Brandsma criou a revista \u201cCarmelrozen\u201d para divulgar o Carmelo. Ao fim de um ano, a revista tinha 11 mil assinantes. O gosto pelo jornalismo (um entre muitos \u2013 o frade tinha um ritmo de trabalho incr\u00edvel, rezando Missa \u00e0s 6h30 e deitando-se depois da 1h30 da manh\u00e3) fez com que fosse nomeado pelos bispos holandeses para conselheiro espiritual dos jornalistas cat\u00f3licos. E \u00e9 esse cargo que o leva \u00e0 pris\u00e3o nazi.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a invas\u00e3o da Holanda, os nazis ordenam a publica\u00e7\u00e3o de propaganda hitleriana nas publica\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas, al\u00e9m de afastarem padres e freiras da direc\u00e7\u00e3o das escolas. Titus escreve aos jornalistas cat\u00f3licos: \u201c\u2026Os directores e editores t\u00eam de recusar a sua publica\u00e7\u00e3o, se prezarem o car\u00e1cter cat\u00f3lico do seu jornal, mesmo no caso de serem amea\u00e7ados com uma multa ou suspens\u00e3o, ou pior, com o encerramento do jornal em quest\u00e3o. Cheg\u00e1mos ao limite. Acredito que, neste assunto, os jornais cat\u00f3licos ir\u00e3o manter a sua posi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica\u201d. E viaja pela Holanda defendendo o seu ponto de vista. Algu\u00e9m o denuncia e no dia 19 de Janeiro de 1942 a pol\u00edcia nazi prende-o.<\/p>\n<p>Enquanto esteve preso, passando por v\u00e1rios c\u00e1rceres at\u00e9 \u00e0 morte, deixou a \u201csensa\u00e7\u00e3o de termos conhecido um santo\u201d, como revelaram os sobreviventes que lidaram com ele. \u00c9 dessa \u00e9poca o poema de felicidade que aqui se transcreve.<\/p>\n<p>J.P.F (texto elaborado com base no livro \u201cV\u00edtimas do Nazismo, Edith Stein, Marcel Callo, Titus Brandsma\u201d, Funda\u00e7\u00e3o AIS\/Paulinas, 2007)<\/p>\n<p>Meu Senhor, ao olhar para V\u00f3s,<\/p>\n<p>Vejo os vossos olhos compassivos postos em mim.<\/p>\n<p>O amor inunda o meu humilde cora\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p>Sabendo da vossa fiel amizade sem fim.<\/p>\n<p>Antevejo um c\u00e1lice de dor,<\/p>\n<p>Que aceito por amor a v\u00f3s.<\/p>\n<p>Desejo percorrer este caminho penoso,<\/p>\n<p>O \u00fanico que leva a Deus.<\/p>\n<p>A minha alma est\u00e1 cheia de paz e luz,<\/p>\n<p>Embora na dor esta luz brilhe intensamente.<\/p>\n<p>Porque agora guardais no vosso peito,<\/p>\n<p>O meu cora\u00e7\u00e3o inquieto,<\/p>\n<p>que a\u00ed repousa tranquilamente.<\/p>\n<p>Deixai-me aqui, livremente s\u00f3,<\/p>\n<p>Na cela onde a luz do Sol nunca brilhou.<\/p>\n<p>Que ningu\u00e9m me dirija mais a palavra,<\/p>\n<p>\u00c9 este sil\u00eancio de ouro que me torna livre!<\/p>\n<p>Apesar da solid\u00e3o, n\u00e3o tenho medo,<\/p>\n<p>Nunca vos senti, \u00f3 Senhor, t\u00e3o perto.<\/p>\n<p>Jesus amado acompanhai-me, por favor,<\/p>\n<p>Sei que encontrarei em v\u00f3s a paz eterna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vidas que fascinam<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14480","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14480","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14480"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14480\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}