{"id":14524,"date":"2009-03-04T15:27:00","date_gmt":"2009-03-04T15:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14524"},"modified":"2009-03-04T15:27:00","modified_gmt":"2009-03-04T15:27:00","slug":"coracao-limpinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/coracao-limpinho\/","title":{"rendered":"&#8220;Cora\u00e7\u00e3o limpinho&#8230;&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> A nossa amiga tem 70 anos! Como \u201ccoroa\u201d que se preza, n\u00e3o se lembra do que comeu ao almo\u00e7o, mas lembra-se do seu tempo de col\u00e9gio, bem pequenita, seis ou sete anitos!<\/p>\n<p>As freiras ensinavam \u00e0s suas meninas internas que podiam confiar: \u201cJesus sempre atende, quando se Lhe pede com cora\u00e7\u00e3o limpinho &#8211; sem dizer mentiras, sendo boa menina\u2026\u201d<\/p>\n<p>Certa vez, no refeit\u00f3rio, a nossa menina, viu a companheira a comer uns flocos que ela nunca tinha visto\u2026 e era bom, porque, generosa, a colega lhe deu um a provar!<\/p>\n<p>N\u00e3o perde tempo a boa da nossa amiga. Vai \u00e0 capela do col\u00e9gio e dirige-se ao sacr\u00e1rio. E com toda a sinceridade diz a Jesus: \u201c\u00d3 Jesus, eu tenho o cora\u00e7\u00e3o limpinho, n\u00e3o disse mentiras\u2026, mas eu gostava daqueles flocos\u2026\u201d<\/p>\n<p>E com Deus resulta sempre. Cora\u00e7\u00e3o limpinho. Quando saiu da capela, a Irm\u00e3 porteira foi busc\u00e1-la pela m\u00e3o, para a levar ao locut\u00f3rio, pois tinha uma visita &#8211; a m\u00e3e &#8211; e qual a sua gratid\u00e3o, quando reparou no presente que lhe levara: duas caixas grandes daqueles flocos, que acabara de pedir\u2026<\/p>\n<p>Naqueles tempos, quem tinha dinheiro no bolso para comprar chocolates? A nossa amiga tamb\u00e9m n\u00e3o! Mas outra crian\u00e7a, possivelmente oferecidos, bem se deliciava com chocolates e, tal como a Joana, eram poucos para ela, quanto mais para dividir\u2026<\/p>\n<p>E l\u00e1 vai a nossa amiga direita ao Sacr\u00e1rio: \u201c\u00d3 Jesus, eu tenho o cora\u00e7\u00e3o limpinho, n\u00e3o disse mentiras, mas eu gostava daquilo!\u201d<\/p>\n<p>E como Deus se encanta com a inoc\u00eancia e a pureza, tamb\u00e9m desta vez, n\u00e3o resistiu ao pedido! A prima que regressava da lua-de-mel foi visit\u00e1-la e levou-lhe duas tabletes de chocolate!<\/p>\n<p>E a vida foi passando, os conselhos s\u00e1bios das freiras foram-se esquecendo \u2013 o cora\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o era t\u00e3o limpinho assim\u2026 E s\u00f3 agora, com vagar quanto baste \u2013 os filhos voaram de casa \u2013, com os seus cabelos grisalhos, a nossa amiga voltou a lembrar-se quanto tinha que agradecer a Deus, pois nunca a perdera de vista e ela, em tantas e tantas ocasi\u00f5es dolorosas, bem sentira como a levara ao colo!<\/p>\n<p>Pudessem todos os nossos meninos de agora &#8211; os abusados, os n\u00e3o desejados, os que choram &#8211; saber do tal amigo Jesus que sempre atende, quando o cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 limpinho e n\u00e3o os perde de vista, apesar dos vales tenebrosos por onde s\u00e3o obrigados a passar!<\/p>\n<p>Jesus leva-los-\u00e1 ao colo, sen\u00e3o for nesta vida, na outra n\u00e3o escapa! Eles n\u00e3o t\u00eam culpa!<\/p>\n<p>Que portentoso capital o das nossas catequeses &#8211; meninos de cora\u00e7\u00e3o limpinho -, que aprendendo dos pequenos pastorinhos, prostrados como viram fazer ao Anjo de Portugal (de joelhos, diante de Deus; de p\u00e9, diante dos homens), o que eles podem conseguir, quando adoram, consolam e fazem companhia ao Jesus escondido.<\/p>\n<p>Um arco-\u00edris, de alian\u00e7a, esplendoroso, sobre todo o mundo!<\/p>\n<p>Os sacerdotes, os pais e os catequistas, j\u00e1 se deram conta disto?<\/p>\n<p>A Jacintinha morreu a 20 de Fevereiro, de 1920, o Francisco a 4 de Abril de 1919 e, radiosos, contemplam Deus, tal como a sua prima L\u00facia, que ainda h\u00e1 bem pouco nos deixou (2005)!<\/p>\n<p>Maria Teresa B. Pereira, Grupo de Nossa Senhora &#8211; Aveiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-14524","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14524","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14524"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14524\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14524"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14524"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14524"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}