{"id":14558,"date":"2009-03-05T11:36:00","date_gmt":"2009-03-05T11:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14558"},"modified":"2009-03-05T11:36:00","modified_gmt":"2009-03-05T11:36:00","slug":"transfiguracao-sinal-que-suoera-a-logica-e-anuncia-o-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/transfiguracao-sinal-que-suoera-a-logica-e-anuncia-o-futuro\/","title":{"rendered":"Transfigura\u00e7\u00e3o: Sinal que suoera a l\u00f3gica e anuncia o futuro"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> A liturgia deste Domingo em que celebramos a Transfigura\u00e7\u00e3o do Senhor d\u00e1-nos mais um elemento essencial para viver a nossa caminhada quaresmal, que \u00e9 a caminhada da nossa vida inserida em Cristo. Se na semana passada o Evangelho nos fazia reconhecer que h\u00e1 uma realidade em n\u00f3s que nos tenta afastar do projecto de Deus, esta semana fala-nos da experi\u00eancia que nos mant\u00e9m unidos ao Senhor, mesmo no meio de tempos dif\u00edceis. \u00c9 uma experi\u00eancia de intimidade com o Senhor. <\/p>\n<p>\u201cJesus tomou consigo Pedro, Tiago e Jo\u00e3o e subiu s\u00f3 com eles para um lugar retirado num alto monte e transfigurou-Se diante deles.\u201d (Mc.9,2) Os disc\u00edpulos depois de terem ouvido Jesus falar de que iria sofrer, ser rejeitado, morrer e ressuscitar, t\u00eam dificuldade em aceitar o caminho que Ele ia tomar. A transfigura\u00e7\u00e3o no alto do monte \u00e9 sinal da ressurrei\u00e7\u00e3o, na qual eles precisam de p\u00f4r a sua esperan\u00e7a para acompanhar o Mestre at\u00e9 ao fim. <\/p>\n<p>Tal como estes disc\u00edpulos, s\u00f3 uma experi\u00eancia como esta \u00e9 capaz de nos fazer ver na nossa vida di\u00e1ria, a Ressurrei\u00e7\u00e3o depois da morte, a gl\u00f3ria depois da cruz. S\u00f3 isto nos far\u00e1 permanecer firmes quando nada faz sentido e as coisas n\u00e3o acontecem como n\u00f3s gostar\u00edamos, nem segundo a nossa l\u00f3gica. Deus n\u00e3o vem contra a nossa l\u00f3gica mas leva-nos al\u00e9m dela. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s temos dificuldade em aceitar a cruz, e mais, em encaixar isso com o facto de que somos escolhidos e amados por Deus. No entanto, Jesus mostra-nos como \u00e9 poss\u00edvel continuar a ser Filho muito amado do Pai, mesmo quando tem de passar pela paix\u00e3o. Pe\u00e7amos-Lhe o dom de nos reconhecermos filhos\/as amados\/as do Pai mesmo no meio de situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e contradit\u00f3rias. <\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0quele momento, os disc\u00edpulos conheciam Jesus como um simples homem, conheciam a sua origem, os seus sonhos, o que ensinava\u2026 Na Transfigura\u00e7\u00e3o passam a conhecer que Ele \u00e9 mais que um simples homem. Ele \u00e9 de quem a lei e os profetas d\u00e3o testemunho. \u00c9 o enviado do Pai. \u201cEste \u00e9 o meu Filho muito amado: escutai-O\u201d (Mc 9,7). O Pai faz ouvir a sua voz e revela-lhes o Seu amor ao enviar o Seu pr\u00f3prio Filho. Este dom de conhecer o amor de Deus \u00e9 algo grande que faz desejar permanecer nessa experi\u00eancia para sempre. Assim o expressaram os disc\u00edpulos: \u201cMestre, como \u00e9 bom estarmos aqui! Fa\u00e7amos tr\u00eas tendas\u2026\u201d (Mc 9,5). <\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 preciso descer o monte, mesmo sem entender bem o que significa ressuscitar dos mortos (cf.Mc 9,10). H\u00e1 uma esperan\u00e7a que nasceu nos seus cora\u00e7\u00f5es mesmo que n\u00e3o a saibam formular. <\/p>\n<p>Hoje, n\u00f3s somos aqueles a quem o Pai se quer revelar, a quem quer mostrar o quanto nos ama e o quanto ama a cada ser humano. E \u00e9 na intimidade com Ele que nasce no nosso cora\u00e7\u00e3o uma esperan\u00e7a que nos faz avan\u00e7ar, sejam quais forem as circunst\u00e2ncias da vida. <\/p>\n<p>S. Paulo, na segunda leitura, expressa uma esperan\u00e7a e confian\u00e7a inabal\u00e1veis no Deus que est\u00e1 por n\u00f3s, que nos dar\u00e1 tudo, que nos justifica e intercede por n\u00f3s. Que sejam estes os frutos do encontro \u00edntimo com o Senhor ao longo deste tempo de Quaresma. <\/p>\n<p>Filipa Amaro,FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14558","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14558"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14558\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}