{"id":14574,"date":"2009-03-05T12:26:00","date_gmt":"2009-03-05T12:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14574"},"modified":"2009-03-05T12:26:00","modified_gmt":"2009-03-05T12:26:00","slug":"aumentam-os-pedidos-de-auxilio-na-caritas-diocesana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aumentam-os-pedidos-de-auxilio-na-caritas-diocesana\/","title":{"rendered":"Aumentam os pedidos de aux\u00edlio na C\u00e1ritas Diocesana"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais pessoas a pedir aux\u00edlio e \u201cnovas situa\u00e7\u00f5es\u201d, revela o presidente da direc\u00e7\u00e3o, na proximidade da Semana C\u00e1ritas, de 8 a 15 de Mar\u00e7o<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas de Aveiro est\u00e1 preocupada com o aumento de pessoas que recorrem aos seus servi\u00e7os. Em Janeiro deste ano a C\u00e1ritas atendeu 196 pessoas nas suas instala\u00e7\u00f5es da Rua do Carmo (n.\u00ba 42), enquanto em 2008 atendera 154. Houve um aumento de 42 casos (mais 30 por cento). At\u00e9 ao dia 19 de Fevereiro, passaram pela C\u00e1ritas 158 pedidos de aux\u00edlio. Em Fevereiro de 2008 haviam sido 148, mas durante o m\u00eas inteiro.<\/p>\n<p>Estes n\u00fameros deixam preocupado Jos\u00e9 Alves, presidente da institui\u00e7\u00e3o diocesana: \u201cTem havido uma maior procura por parte das pessoas e situa\u00e7\u00f5es novas. Pessoas que n\u00e3o procuravam e agora procuram. Novos utentes. Por um lado, temos uma diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de imigrantes. Tudo leva a crer que h\u00e1 imigrantes que regressam ou que procuram outras zonas e outros pa\u00edses. Mas temos de facto um aumento do n\u00famero de pedidos de aux\u00edlio\u201d.<\/p>\n<p>O presidente da direc\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas descreve o perfil dos novos utentes: \u201cS\u00e3o pessoas que, por si, j\u00e1 t\u00eam rendimentos muit\u00edssimos baixos. Ora, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pelo desemprego e por ordenados em atraso. Mas surge um novo tipo de pobreza. Alguns empregados, com uma vida razo\u00e1vel, um outro caso a trabalhar por conta pr\u00f3pria, ficaram sem emprego. Est\u00e3o na faixa dos 40-50 anos, pelo que ainda t\u00eam filhos a estudar. Nestas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 muito dif\u00edcil depois encontrar novo emprego. E quem trabalha por conta pr\u00f3pria n\u00e3o tem direito ao subs\u00eddio de desemprego. Perdem o trabalho, a fonte de rendimento, e depois, sem subs\u00eddio de desemprego, a situa\u00e7\u00e3o fica mais complicada\u201d.<\/p>\n<p>A C\u00e1ritas reconhece que n\u00e3o pode chegar a todo e a todos. O aumento de pedidos de ajuda fez com que a institui\u00e7\u00e3o esteja com um \u201cd\u00e9bito significativo\u201d \u2013 na ordem dos 24 mil euros.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas chegam-nos aqui numa situa\u00e7\u00e3o muito complicada. V\u00e3o deixando passar e s\u00f3 quando j\u00e1 est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o limite \u00e9 que v\u00eam. E quando v\u00eam, pedem valores que s\u00e3o incomport\u00e1veis para as nossas capacidades. Pedem dinheiro para pagar 4-5 meses de renda ou as presta\u00e7\u00f5es da casa\u2026 Claro que n\u00e3o temos verba para entrar por a\u00ed\u201d, afirma Jos\u00e9 Alves. O di\u00e1cono permanente esclarece que a C\u00e1ritas, \u201cpor princ\u00edpio\u201d \u201cn\u00e3o p\u00f5e dinheiro nas m\u00e3os do utente\u201d, mas auxilia pagamento das despesas b\u00e1sicas. \u201cAjudamos no pagamento da \u00e1gua, da luz, do g\u00e1s \u2013 se a pessoas n\u00e3o tiverem estes bens n\u00e3o conseguem alimentar-se\u201d. O pagamento \u00e9 feito nos pr\u00f3prios estabelecimentos. No caso dos medicamentos, por exemplo, a C\u00e1ritas passa uma credencial ao utente para que este possa levantar o medicamento na farm\u00e1cia. Depois passa pela farm\u00e1cia e paga o medicamento.<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias<\/p>\n<p>Naturalmente, estas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o \u201cpontuais\u201d. As mais profundas conseguem-se com empregos. A actua\u00e7\u00e3o da C\u00e1ritas neste campo \u00e9 limitada. \u201cPedem emprego \u00e0 C\u00e1ritas psic\u00f3logos, auxiliares de servi\u00e7os, t\u00e9cnicos sociais\u2026 E temos muitos outros a pedir emprego noutras \u00e1reas. Encaminhamos essas pessoas para o Centro de Emprego \u2013 servi\u00e7o com que estamos em rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima\u201d, afirma Jos\u00e9 Alves. Mais preocupantes s\u00e3o os casos dos \u201cindiferenciados ou com qualifica\u00e7\u00e3o profissional muito baixa ou desadequada das realidades\u201d. A esses a C\u00e1ritas prop\u00f5e forma\u00e7\u00e3o profissional, com o IEFP. As pessoas podem adquirir novas compet\u00eancias, numa forma\u00e7\u00e3o geralmente subsidiada.<\/p>\n<p>Par\u00f3quias ret\u00eam ofert\u00f3rios <\/p>\n<p>A C\u00e1ritas t\u00eam tr\u00eas grandes fontes de financiamento. A primeira \u00e9 a Seguran\u00e7a Social, com quem estabeleceu acordos \u201cnormais\u201d (como os que financiam, pelo menos em parte, o funcionamento de val\u00eancias como o Centro de Acolhimento Tempor\u00e1rio \u2013 para os sem-abrigo \u2013 ou a creche e o Centro de Acolhimento Infantil, em Esgueira) e outros \u201cat\u00edpicos\u201d, para situa\u00e7\u00f5es pontuais.<\/p>\n<p>A segunda s\u00e3o os protocolos  com entidades como a C\u00e2mara Municipal Municipal de Aveiro ou o Governo Civil. Neste cap\u00edtulo nem tudo funciona bem. A C\u00e2mara comprometeu-se a dar semestralmente 3000 euros para o Centro de Acolhimento Infantil (500 euros por m\u00eas). Mas s\u00f3 h\u00e1 pouco entregou o montante do primeiro semestre de 2007. Tamb\u00e9m o Governo Civil protocolou financiar a instala\u00e7\u00e3o e funcionamento do Apoio \u00e0s V\u00edtimas de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica, servi\u00e7o que a C\u00e1ritas assumiu em Outubro de 2008, mas at\u00e9 agora ainda n\u00e3o o fez.<\/p>\n<p>A terceira fonte de financiamento s\u00e3o as empresas e os particulares, que d\u00e3o donativos em dinheiro e em g\u00e9neros. Neste ponto Jos\u00e9 Alves apela: \u201cQuem tem g\u00e9neros alimentares \u2013 e aqui posso estar a falar para agricultores que na altura das novas planta\u00e7\u00f5es arrancam couves, por exemplo \u2013 em vez de destru\u00ed-los pode entreg\u00e1-los \u00e0 C\u00e1ritas. Temos centenas de bocas para alimentar\u201d. Ainda neste terceiro modo de financiamento incluem-se o pedit\u00f3rio anual da C\u00e1ritas, na Semana C\u00e1ritas, em Mar\u00e7o (na rua e nas missas paroquiais), e a campanha das \u201c10 milh\u00f5es de estrelas\u201d, em Dezembro. No ano passado, o pedit\u00f3rio da Semana C\u00e1ritas fez entrar na institui\u00e7\u00e3o 24 700 euros, mas cerca de 50 par\u00f3quias (metade das que a Diocese tem) ainda n\u00e3o entregaram os ofert\u00f3rios das missas. J\u00e1 a campanha natal\u00edcia, deduzidas as despesas, rendeu 7 695 euros.       <\/p>\n<p>Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Pedit\u00f3rio de rua na pr\u00f3xima semana<\/p>\n<p>Nos dias 12, 13, 14, e 15 de Mar\u00e7o, volunt\u00e1rios da C\u00e1ritas saem para a rua, em mais um pedit\u00f3rio anual da C\u00e1ritas. Os volunt\u00e1rios est\u00e3o devidamente identificados com um crach\u00e1 e uma credencial (que pode ser solicitada pelo dador) que os autoriza a fazer o pedit\u00f3rio nesse local, que tanto pode ser a rua, como o Hospital ou um hipermercado.<\/p>\n<p>Atendendo \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de crise que se vive, o organismo da Diocese de Aveiro tem tido mais solicita\u00e7\u00f5es e, consequentemente, mais encargos financeiros.<\/p>\n<p>Quem quiser ajudar a C\u00e1ritas Diocesana nesta ac\u00e7\u00e3o pode contactar a institui\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do telefone 234 377 260, do telem\u00f3vel 966 222 105 ou do e-mail: aveiro@caritas.pt.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 mais pessoas a pedir aux\u00edlio e \u201cnovas situa\u00e7\u00f5es\u201d, revela o presidente da direc\u00e7\u00e3o, na proximidade da Semana C\u00e1ritas, de 8 a 15 de Mar\u00e7o A C\u00e1ritas de Aveiro est\u00e1 preocupada com o aumento de pessoas que recorrem aos seus servi\u00e7os. 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