{"id":14631,"date":"2009-03-11T17:25:00","date_gmt":"2009-03-11T17:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14631"},"modified":"2009-03-11T17:25:00","modified_gmt":"2009-03-11T17:25:00","slug":"o-que-expulsarias-da-minha-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-expulsarias-da-minha-vida\/","title":{"rendered":"&#8220;O que expulsarias da minha vida?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo III da Quaresma<\/p>\n<p>Leituras: Ex 20, 1-17; Salmo 18 (19), 8-11; 1 Cor 1, 22-25; Jo 2, 13-25<\/p>\n<p>\u00c0 medida que entramos na Quaresma somos desafiados pelo Senhor a deixar que Ele ocupe o lugar central na nossa vida. H\u00e1 sempre outros \u201csenhores\u201d que se tentam instalar e ocupar o lugar que s\u00f3 Deus pode encher no nosso cora\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Imaginar Jesus a expulsar os vendedores do Templo de Jerusal\u00e9m, como nos apresenta o Evangelho, podemos perguntar: que situa\u00e7\u00f5es actuais O fariam reagir da mesma forma? Que expulsaria Jesus dos nossos ambientes? <\/p>\n<p>O Templo era, para os judeus, o lugar privilegiado da presen\u00e7a de Deus, onde Lhe prestavam culto e ofereciam sacrif\u00edcios. Ainda que para n\u00f3s, os lugares de culto continuem a ser lugares especiais de encontro com Deus, o lugar \u201csagrado\u201d da presen\u00e7a de Deus para os crist\u00e3os \u00e9 o nosso ser, o nosso corpo e o nosso cora\u00e7\u00e3o. Assim como Jesus fala do templo que \u00e9 o seu corpo (cf. Jo 2,21), tamb\u00e9m n\u00f3s estamos chamados a ser casa de Deus. Ent\u00e3o, teremos de nos perguntar: Senhor, o que expulsarias da minha vida para que ela seja um lugar mais habitado por Ti? <\/p>\n<p>Nada do que estava ali no Templo em si era mau, mas o que Jesus condena \u00e9 a inten\u00e7\u00e3o e o fim para o qual se comprava e vendia. Assim tamb\u00e9m muito do que temos ou fazemos n\u00e3o \u00e9 mau em si mesmo. O problema \u00e9 o lugar que damos a essas coisas no nosso cora\u00e7\u00e3o. Por exemplo, o trabalho dignifica o ser humano e faz com que este seja co-criador com Deus. No entanto, a entrega excessiva ao trabalho a troco de um sal\u00e1rio mais recheado, a explora\u00e7\u00e3o ou a depend\u00eancia deste destroem a verdadeira identidade da pessoa. Por isso, nestas condi\u00e7\u00f5es Jesus diz como disse naquela altura: \u201cTirai tudo isto daqui!\u201d(Jo.2,16) A sexualidade humana \u00e9 dom de Deus, mas vivida de forma vazia ou desintegrada das outras dimens\u00f5es da pessoa \u00e9 destrutiva. Diante de tudo isto e muito mais, Jesus tamb\u00e9m n\u00e3o fica indiferente. <\/p>\n<p>Ele tem um sonho, uma causa pela qual se entrega e que defende com zelo: que todos se sintam e vivam como filhos em casa do Pai. Tamb\u00e9m n\u00f3s somos chamados a empenhar toda a nossa vida nesse sonho. Por isso, \u00e9 importante parar para ver onde e como estou a empenhar tudo o que tenho, tudo o que recebi de Deus, ou se a minha vida \u00e9 uma \u201ccasa de com\u00e9rcio\u201d. A nossa vida \u00e9 um dom demasiado valioso para ser um lugar de \u201ccompra e venda\u201d. Deixemos que Deus e a Sua Palavra habite em n\u00f3s com toda a sua riqueza (cf.3,16) e nos fa\u00e7a homens e mulheres apaixonados e empenhados pelos valores do Evangelho. <\/p>\n<p>Paulo foi um deles, mesmo que o Evangelho que anunciava fosse um esc\u00e2ndalo e uma loucura. \u00c9 assim que na primeira leitura, S. Paulo nos fala do centro da sua prega\u00e7\u00e3o, que \u00e9 Cristo crucificado. Mesmo que defender o que Jesus defendeu nos leve contracorrente e pare\u00e7a um esc\u00e2ndalo ou uma loucura, que Ele nos d\u00ea a experi\u00eancia de que Ele \u00e9 poder de Deus e sabedoria de Deus (1Cor 1,24).<\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14631","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14631\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}