{"id":14647,"date":"2009-03-11T17:39:00","date_gmt":"2009-03-11T17:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14647"},"modified":"2009-03-11T17:39:00","modified_gmt":"2009-03-11T17:39:00","slug":"aveiro-habitada-desde-tempos-imemoriais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aveiro-habitada-desde-tempos-imemoriais\/","title":{"rendered":"Aveiro habitada desde tempos imemoriais"},"content":{"rendered":"<p>A primeira refer\u00eancia documental a Aveiro, que se conhece, data do ano 959. Aveiro foi elevada \u00e0 categoria de cidade h\u00e1 somente 250 anos. No entanto, as refer\u00eancias n\u00e3o documentais, ou seja, os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos encontrados na regi\u00e3o provam que o in\u00edcio do povoamento nesta zona remonta h\u00e1 mais de 20.000 anos, portanto, muito anterior aos primeiros documentos escritos.<\/p>\n<p>Paulo Morgado e S\u00f3nia Filipe, comiss\u00e1rios da exposi\u00e7\u00e3o \u201cAveiro: dos artefactos \u00e0 escrita\u201d, que se encontra patente ao p\u00fablico na galeria da Capitania, em Aveiro, at\u00e9 ao dia 22 de Mar\u00e7o, d\u00e3o a conhecer esse passado remoto da regi\u00e3o de Aveiro.<\/p>\n<p>Vale de Videiras (em Eirol), Mamoa de Mamodeiro (em Nossa Senhora de F\u00e1tima), Agra do Crasto (em Aradas), Lugar da Torre e Lugar da Marinha Baixa (ambos, em Cacia) e Forno Cer\u00e2mico de Eixo (em Eixo) s\u00e3o os locais arqueol\u00f3gicos apresentados nesta exposi\u00e7\u00e3o. Para cada uma destas \u201cesta\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas\u201d, a mostra apresenta algumas das pe\u00e7as mais antigas e relevantes a\u00ed encontradas, bem como informa\u00e7\u00e3o detalhada sobre a respectiva \u201cesta\u00e7\u00e3o\u201d, os trabalhos a\u00ed desenvolvidos e os vest\u00edgios encontrados.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito desta exposi\u00e7\u00e3o, a C\u00e2mara Municipal de Aveiro editou um excelente cat\u00e1logo, com mapas, fotografias a cores e documenta\u00e7\u00e3o sobre cada uma das \u201cesta\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas\u201d, trabalho complementado com dados bibliogr\u00e1ficos que remetem para outros estudos relacionados com o tema em an\u00e1lise. <\/p>\n<p>Perdidos vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos <\/p>\n<p>Na \u00e1rea urbana da cidade de Aveiro, muito em especial nas designadas \u201czonas hist\u00f3ricas\u201d foram perdidos muitos vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos por falta do devido acompanhamento quando do derrube de habita\u00e7\u00f5es antigas ou de funda\u00e7\u00f5es para implanta\u00e7\u00e3o de novos edif\u00edcios.<\/p>\n<p>Nas recentes obras de conserva\u00e7\u00e3o do Museu de Aveiro, tanto no interior como na zona envolvente, foram encontrados restos de antigas constru\u00e7\u00f5es, anteriores \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o do Convento de Jesus, entre outros vest\u00edgios hist\u00f3ricos. H\u00e1 alguns anos, quando foi constru\u00eddo o orat\u00f3rio da S\u00e9 de Aveiro (no exterior), surgiu um pequeno tro\u00e7o dos alicerces da antiga muralha da cidade. Agora, com as obras que est\u00e3o a decorrer no antigo Convento das Carmelitas, apareceu um pequeno tro\u00e7o de um alicerce que tamb\u00e9m poder\u00e1 ser de constru\u00e7\u00f5es antigas.<\/p>\n<p>No entanto, esses vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos n\u00e3o apareceram unicamente em im\u00f3veis hist\u00f3ricos, como igrejas e conventos. H\u00e1 poucos anos, na constru\u00e7\u00e3o de um novo edif\u00edcio na Rua Capit\u00e3o Sousa Pizarro surgiu mais um tro\u00e7o da antiga muralha, achado que se tornou conhecido porque foi estudado pela ADERAV. Na zona do Alboi, na constru\u00e7\u00e3o de um edif\u00edcio que substituiu um outro mais antigo, apareceram alicerces de uma antiga constru\u00e7\u00e3o que, pela sua localiza\u00e7\u00e3o, poderiam ser de uma antiga casa nobre que a\u00ed existiu.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, t\u00eam decorrido v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas que implicam a abertura de funda\u00e7\u00f5es e remo\u00e7\u00e3o de terras, em zonas hist\u00f3ricas da cidade, nomeadamente nos bairros da Beira-Mar, de S\u00e1 e do Alboi, e na \u00e1rea que ficava dentro das antigas muralhas da cidade.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVI, a ent\u00e3o vila de Aveiro chegou a ter mais de dez mil habitantes, igrejas, conventos, casas nobres, muitas casas de gente do povo, muralhas, um aqueduto, entre outras edifica\u00e7\u00f5es. Aveiro tinha ent\u00e3o um importante porto localizado dentro da \u00e1rea da actual cidade (no Canal Central), frequentado anualmente por centenas de embarca\u00e7\u00f5es, bem como uma ind\u00fastria que, para a \u00e9poca, seria relevante, sobretudo no sector da cer\u00e2mica, da pesca, do sal e tamb\u00e9m , devido \u00e0 import\u00e2ncia do seu porto, da repara\u00e7\u00e3o naval. Apesar de tudo, os vest\u00edgios arqueol\u00f3gicos que t\u00eam sido estudados e preservados s\u00e3o muito poucos para uma cidade que tem esse historial.   <\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira refer\u00eancia documental a Aveiro, que se conhece, data do ano 959. Aveiro foi elevada \u00e0 categoria de cidade h\u00e1 somente 250 anos. 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