{"id":14667,"date":"2009-03-11T18:03:00","date_gmt":"2009-03-11T18:03:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14667"},"modified":"2009-03-11T18:03:00","modified_gmt":"2009-03-11T18:03:00","slug":"a-pobreza-na-assembleia-da-republica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-pobreza-na-assembleia-da-republica\/","title":{"rendered":"A pobreza, na Assembleia da Rep\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Em 2008, a Assembleia da Rep\u00fablica (AR) adoptou duas Resolu\u00e7\u00f5es sobre a pobreza: a n\u00ba. 10\/08, de 19 de Mar\u00e7o, e a n\u00ba. 31\/08, de 23 de Julho; na origem da segunda, encontra-se um abaixo assinado promovido pela Comiss\u00e3o Nacional Justi\u00e7a e Paz. A Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba. 10\/8 respeita ao \u00abacompanhamento da situa\u00e7\u00e3o da pobreza em Portugal\u00bb. Prev\u00ea-se, nela, que a AR assuma \u00aba miss\u00e3o espec\u00edfica de observa\u00e7\u00e3o permanente e acompanhamento da situa\u00e7\u00e3o da pobreza em Portugal (&#8230;). E solicita-se \u00abao Governo a apresenta\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio anual sobre a execu\u00e7\u00e3o do Plano Nacional de Ac\u00e7\u00e3o para a Inclus\u00e3o\u00bb. Na Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba. 31\/8, a AR recomenda ao Governo \u00aba defini\u00e7\u00e3o de um limiar de pobreza em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de rendimento nacional e das condi\u00e7\u00f5es de vida padr\u00e3o na nossa sociedade\u00bb. Recomenda tamb\u00e9m \u00aba avalia\u00e7\u00e3o regular das pol\u00edticas p\u00fablicas de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza\u00bb e, bem assim, \u00abque o limiar de pobreza estabelecido sirva de refer\u00eancia obrigat\u00f3ria \u00e0 defini\u00e7\u00e3o e \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas de erradica\u00e7\u00e3o da pobreza\u00bb. <\/p>\n<p>No caso de as duas Resolu\u00e7\u00f5es serem aplicadas, passar\u00edamos a dispor da avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da situa\u00e7\u00e3o da pobreza e das pol\u00edticas p\u00fablicas destinadas \u00e0 sua erradica\u00e7\u00e3o. Embora a pobreza seja entendida, na letra das duas Resolu\u00e7\u00f5es, como realidade abstracta, nada obsta a que o seu conhecimento seja feito, al\u00e9m do mais, atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o personalizada relativa aos casos sociais que s\u00e3o acompanhados pelo grupos, institui\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os de ac\u00e7\u00e3o social, p\u00fablicos e privados. N\u00e3o se optando por esta fonte de conhecimento (sem preju\u00edzo de outras), corre-se o risco de surgir, mais uma vez, a \u00abnovidade\u00bb relativa \u00e0 taxa de pobreza de 20 por cento, aproximadamente, sem se saber quem s\u00e3o os pobres nem onde se encontram. <\/p>\n<p>At\u00e9 este momento, n\u00e3o existem ind\u00edcios de ter sido dada sequ\u00eancia a nenhuma das Resolu\u00e7\u00f5es; a primeira j\u00e1 tem a vig\u00eancia de quase um ano, e a segunda para l\u00e1 caminha. Ao contr\u00e1rio do que poder\u00edamos esperar, n\u00e3o se desencadeou um verdadeiro movimento de erradi\u00e7\u00e3o da pobreza, a partir dos \u00f3rg\u00e3os de soberania at\u00e9 \u00e0 ac\u00e7\u00e3o menos formal de proximidade, nem vice-versa; estamos em falta todos n\u00f3s. A congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os de todas as entidades permitiria um conhecimento personalizado dos problemas, levaria \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de estrangulamentos e suscitaria processos activos de procura permanente de solu\u00e7\u00f5es &#8211; definitivas ou provis\u00f3rias. Tal procura garantiria que nenhuma situa\u00e7\u00e3o de pobreza ficaria abandonada, qualquer que fosse o tipo de encaminhamento encontrado. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14667","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14667\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}