{"id":14788,"date":"2009-03-25T17:51:00","date_gmt":"2009-03-25T17:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14788"},"modified":"2009-03-25T17:51:00","modified_gmt":"2009-03-25T17:51:00","slug":"dinamismo-do-grao-de-trigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dinamismo-do-grao-de-trigo\/","title":{"rendered":"Dinamismo do gr\u00e3o de trigo"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo V da Quaresma<\/p>\n<p>Leituras: Jer 31, 31-34; Salmo 50 (51); Hebr 5, 7-9; Jo 12, 20-33<\/p>\n<p>Esta semana, a Palavra de Deus convida-nos a mergulhar no dinamismo da vida e do amor de Deus que quando se entrega d\u00e1 muito fruto. S. Jo\u00e3o, j\u00e1 nos introduziu a\u00ed na semana passada quando nos falava do Amor que Deus nos tem ao entregar o Seu Filho para que tenhamos Vida (cf. Jo3,16). Esta semana, ele aproxima-nos mais do momento em que esse amor chega ao seu extremo. O Evangelho mostra-nos que Jesus toma consci\u00eancia de que \u201cchegou a hora\u201d. Essa hora que ao longo do evangelho de S. Jo\u00e3o vai sendo anunciada atrav\u00e9s das palavras e ac\u00e7\u00f5es de Jesus, agora, vai ser realizada plenamente na entrega da sua vida toda, sem deixar nada por dar, sem se prender a nada nem a ningu\u00e9m. Ele sabe bem que \u00e9 preciso morrer para nascer de novo, como tinha dito a Nicodemos, e que o gr\u00e3o de trigo precisa ser lan\u00e7ado \u00e0 terra e morrer para dar fruto (Jo 12,24). No entanto, chegou o momento de aceitar e assumir essa realidade at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00f3s sabemos, quando tomamos uma op\u00e7\u00e3o por seguir Jesus em algum projecto da nossa vida (fam\u00edlia, evangeliza\u00e7\u00e3o, servi\u00e7o na comunidade, voluntariado\u2026), chegaremos a essas horas em que nos custa continuar, aceitar e assumir que \u00e9 preciso \u201cmorrer\u201d. \u00c9 preciso deixar cair por terra as nossas expectativas, a nossa ilus\u00e3o de que tudo seria f\u00e1cil e belo, de que ter\u00edamos sempre for\u00e7as para sair de n\u00f3s pr\u00f3prios, para perdoar e aceitar a debilidade dos outros, etc. Isto \u00e9 na verdade um \u201cGetsemani\u201d pelo qual temos de passar para que seja Deus a fazer brotar com a Sua for\u00e7a, a Vida nova da P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>\u201cAgora a minha alma est\u00e1 perturbada. E que hei-de dizer? Pai, salva-Me desta hora? Mas por causa disto \u00e9 que Eu che-guei a esta hora. Pai, glorifica o teu nome.\u201d (Jo 12,27 ) Jesus deixa transparecer que esse momento \u00e9 de perturba\u00e7\u00e3o e de luta, mas tamb\u00e9m deixa transparecer a beleza do seu interior. O seu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 em sintonia com a vontade do Pai. O desejo de Jesus \u00e9 dar gl\u00f3ria a Deus, ou seja, deixar que toda sua vida deixe transparecer como Deus ama, perdoa e salva. <\/p>\n<p>A alian\u00e7a nova, anunciada por Jeremias na primeira leitura, \u00e9 plenamente realizada em Jesus pois est\u00e1 inscrita no \u00edntimo do seu ser, gravada no seu cora\u00e7\u00e3o (Jer 31,33). O cora\u00e7\u00e3o, sede da liberdade, dos desejos e decis\u00f5es, \u00e9 onde nasce o mais belo e o mais repugnante do ser humano. Como disse o P.e Raniero Cantalamessa na sua primeira prega\u00e7\u00e3o de Quaresma, \u201ca beleza consiste em ser conformes \u00e0 vontade de Deus e \u00e0 imagem de Cristo, passando do homem velho ao homem novo\u201d. Por isso, tal como Jesus, deixemos que o Pai fa\u00e7a brotar do nosso cora\u00e7\u00e3o o desejo de ser cada vez mais livres para obedecer \u00e0 sua vontade, a fidelidade ao seu plano e a determina\u00e7\u00e3o para entregar a vida nas \u201choras\u201d de cada dia. <\/p>\n<p>Neste sentido, que a Eucaristia deste Domingo crie em n\u00f3s um cora\u00e7\u00e3o mais belo e fa\u00e7a nascer dentro de n\u00f3s um esp\u00edrito firme (Sl 50,12) para que aceitemos viver o dinamismo do gr\u00e3o de trigo que quando se entrega d\u00e1 fruto.<\/p>\n<p>Filipa Amaro, FMVD<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-14788","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14788"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14788\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}