{"id":14820,"date":"2009-03-25T18:27:00","date_gmt":"2009-03-25T18:27:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14820"},"modified":"2009-03-25T18:27:00","modified_gmt":"2009-03-25T18:27:00","slug":"horror-a-modestia-crise-de-criatividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/horror-a-modestia-crise-de-criatividade\/","title":{"rendered":"Horror \u00e0 mod\u00e9stia &#8211; crise de criatividade"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Nos artigos anteriores, abordaram-se algumas linhas de ac\u00e7\u00e3o pol\u00edtica suscept\u00edveis de atenuar os efeitos da crise actual, e contribuir para algumas transforma\u00e7\u00f5es profundas. Tais linhas respeitam \u00e0 \u00abrede social\u00bb, ao desenvolvimento local, a duas resolu\u00e7\u00f5es da Assembleia da Rep\u00fablica, sobre a pobreza, e \u00e0 concerta\u00e7\u00e3o social. Todas elas correspondem a quest\u00f5es nevr\u00e1lgicas, s\u00e3o pouco dispendiosas em termos financeiros e seriam de f\u00e1cil \u00abimplementa\u00e7\u00e3o\u00bb, desde que houvesse disponibilidade mental para isso. Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio do que seria de esperar, estas vantagens n\u00e3o se assumem como tais; existe um verdadeiro horror \u00e0 mod\u00e9stia, nas for\u00e7as pol\u00edtico-sociais e medi\u00e1ticas dominantes.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m destas linhas de ac\u00e7\u00e3o, poderiam referir-se v\u00e1rias outras, tamb\u00e9m modestas. Eis algumas: na esfera social, o fomento da entreajuda de proximidade, a garantia de alimenta\u00e7\u00e3o a quem dela necessite, o apoio domicili\u00e1rio mesmo sem enquadramento institucional, a realiza\u00e7\u00e3o de pequenas obras em habita\u00e7\u00f5es degradadas, a compensa\u00e7\u00e3o de despesas de creche e de jardim de inf\u00e2ncia, \u00e0s fam\u00edlias sem acesso a estabelecimentos de institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos ou do Estado, o tratamento estat\u00edstico das diferentes situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia acompanhadas e a congrega\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os para as respectivas solu\u00e7\u00f5es, a partir do n\u00edvel de maior proximidade at\u00e9 aos centros de decis\u00e3o pol\u00edtica&#8230; Na esfera econ\u00f3mica, podem mencionar-se: a qualifica\u00e7\u00e3o da economia de subsist\u00eancia e informal, o reconhecimento e promo\u00e7\u00e3o da economia familiar, o apoio t\u00e9cnico e de comercializa\u00e7\u00e3o a micro e pequenas empresas&#8230; <\/p>\n<p>O horror \u00e0 mod\u00e9stia vem deixando patente uma verdadeira crise de criatividade, traduzida especialmente na indisponibilidade colectiva, para a promo\u00e7\u00e3o de ac\u00e7\u00f5es mais simples e baratas, como estas, bem como na depend\u00eancia perante o Estado e a Uni\u00e3o Europeia. Actuando deste modo, a sociedade portuguesa perpetua as causas da actual crise generalizada e alimenta o engodo financeiro, a propens\u00e3o para viver acima das possibilidades, a competitividade desenfreada no acesso a mais financiamentos e o menosprezo-exclus\u00e3o dos \u00abvencidos\u00bb na luta competitiva&#8230;<\/p>\n<p>Sem pessismismo, pode afirmar-se que a nossa sociedade continua apostada no tri\u00e2ngulo \u00abdinheiro-mercado-Estado\u00bb, atrofiando um outro mais vital: pessoa-entreajuda-iniciativa. Ironicamente, dir-se-\u00e1 que talvez venhamos desenvolver a nossa capacidade de tirar partido de recursos escassos, daqui a alguns anos, quando surgir uma nova crise e n\u00e3o dispusermos de milh\u00f5es de euros para a enfrentar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}