{"id":14821,"date":"2009-03-25T18:28:00","date_gmt":"2009-03-25T18:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14821"},"modified":"2009-03-25T18:28:00","modified_gmt":"2009-03-25T18:28:00","slug":"o-erro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-erro\/","title":{"rendered":"O erro"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Errar \u00e9 humano \u2013 \u201cErrare humanum est\u201d,  para ser mais erudito!?<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o erro \u00e9 relativo, logo se v\u00ea. Ali\u00e1s, \u00e9 sempre relativo para a parte favorecida e absoluto para a parte penalizada.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, na nossa cultura, errar n\u00e3o parece ser algo humano; \u00e9 algo de transcendente, de muito mais do que o ser humano pode alcan\u00e7ar, dado que se contempla mas n\u00e3o se altera, justifica-se a ele pr\u00f3prio e \u00e0 sua exist\u00eancia. <\/p>\n<p>Entre todos, parece que tamb\u00e9m n\u00f3s, portugueses, somos um caso \u00e0 parte. S\u00e3o tantos os erros das nossas hist\u00f3ria e cultura que o erro de agora \u00e9 incomensuravelmente inferior ao do passado, recente ou long\u00ednquo. Ou seja, do erro ningu\u00e9m foge, ningu\u00e9m se liberta, ningu\u00e9m \u00e9 respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>A ratificar e\/ou rectificar todos os equ\u00edvocos e todos os erros da nossa exist\u00eancia \u00e9 bem prov\u00e1vel que, como poucos povos, voltar\u00edamos, num mecanismo de regress\u00e3o acelerado, aos prim\u00f3rdios da nacionalidade! <\/p>\n<p>E, hoje, ser\u00edamos o qu\u00ea? <\/p>\n<p>Reino da Lusit\u00e2nia?! Principado de Cale?! \u201cOffshore\u201d do Ocidente Ib\u00e9rico?! Califado Olissiponense?! Tudo porque o erro e alguns grandes erros, em particular, nunca foram reparados! Apenas se encontram, para eles, plaus\u00edveis justifica\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>\u00c9 oportuno recorrer, a t\u00edtulo de exemplo, a um breve excerto de Johann Goethe, t\u00e3o importante como todos os outros: \u201c\u00c9 muito mais f\u00e1cil reconhecer o erro do que encontrar a verdade; aquele est\u00e1 na superf\u00edcie e por isso \u00e9 f\u00e1cil erradic\u00e1-lo; esta repousa no fundo, e n\u00e3o \u00e9 qualquer um que a pode investigar\u201d :<\/p>\n<p>Pela introdu\u00e7\u00e3o, logo se deduz que estamos a abordar o erro dos erros, aquele que mexe com a parte menos racional do ser humano, a parte sensorial e emotiva. O futebol! Porque o futebol \u00e9 disso o maior exemplo.<\/p>\n<p>Nestes tempos recentes parece \u00f3bvio que, numa organiza\u00e7\u00e3o decente, a final da Ta\u00e7a da Liga tinha de ser repetida. S\u00f3 que, a partir do momento que isso acontecesse \u2013 seguindo a mesma regress\u00e3o hist\u00f3rica \u2013  nunca mais acabaria nenhum torneio, nenhum campeonato, nenhuma final em Portugal! Por todo lado grassaria o argueiro no olho do parceiro!  <\/p>\n<p>Da confus\u00e3o, transparece que, em mat\u00e9ria de correc\u00e7\u00e3o, confundimos o que temos de melhor (capacidade para reconhecer o erro) com o que deveria ser corrigido (\u00e9 bem feito, n\u00f3s tamb\u00e9m j\u00e1 fomos vilipendiados), porque at\u00e9 o diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe conv\u00e9m (William Shakespeare)!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-14821","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14821\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}