{"id":14831,"date":"2009-04-02T14:36:00","date_gmt":"2009-04-02T14:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=14831"},"modified":"2009-04-02T14:36:00","modified_gmt":"2009-04-02T14:36:00","slug":"noites-da-salvacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/noites-da-salvacao\/","title":{"rendered":"Noites da salva\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u201cA celebra\u00e7\u00e3o da noite de P\u00e1scoa \u00e9 t\u00e3o decisiva que devemos preparar-nos cuidadosamente para ela\u201d&#8230; &#8211; afirma D. Bruno Forte, no seu pequeno mas precioso livro \u201cAs quatro noites da salva\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>Sem for\u00e7ar paralelismos, o sentido profundo dessas quatro noites, tal como s\u00e3o apresentadas na tradi\u00e7\u00e3o hebraica, diz muito ao nosso tempo, interpela-o e fecunda-o abundantemente.<\/p>\n<p>A primeira noite &#8211; a da cria\u00e7\u00e3o &#8211; era a noite do mundo deserto e vazio, da treva e do abismo. A noite dos nossos dias, coberto das trevas da mentira e da disc\u00f3rdia, mergulhado no caos do vazio de valores, necessitado da Luz que \u00e9 Jesus Cristo, para que surja o dia, sedento do esp\u00edrito, que \u00e9 o princ\u00edpio da harmonia!<\/p>\n<p>A segunda noite &#8211; a manifesta\u00e7\u00e3o a Abra\u00e3o &#8211; foi a noite da f\u00e9, da urg\u00eancia da confian\u00e7a, da prova da fidelidade. A noite dos nossos dias, da inseguran\u00e7a e do medo, da hesita\u00e7\u00e3o e da d\u00favida. A noite precisada da certeza das coisas que se n\u00e3o v\u00eaem, da fidelidade que inspira confian\u00e7a, da piedade como verdadeira entrega filial ao amor do Pai.<\/p>\n<p>A terceira noite &#8211; a sa\u00edda do Egipto &#8211; foi a noite do drama, do desejo de liberdade, mas da exig\u00eancia da caminhada\u2026 e da tenta\u00e7\u00e3o do saudosismo. A noite dos nossos dias, da confus\u00e3o de liberdade com libertinagem, do comodismo e do imobilismo. A noite que clama pela Verdade que desvende o sentido do direito e do dever; que exige o acolhimento dos desafios e a submiss\u00e3o ao Esp\u00edrito renovador e inovador.<\/p>\n<p>A quarta noite &#8211; a noite dos novos c\u00e9us e da nova terra &#8211; \u00e9 a noite do j\u00e1 e do ainda n\u00e3o, a noite da tens\u00e3o desta caminhada para o fim, que \u00e9 a festa eterna com Deus, a noite da P\u00e1scoa do Senhor Jesus, que j\u00e1 antecipou a plenitude, a actualizar-se permanentemente at\u00e9 ao fim dos tempos. A noite dos nossos dias, de \u00e2nsias e expectativas misturadas com limites e fracassos, de projectos e sonhos desaguados tantas vezes em desilus\u00f5es e cruas realidades penalizantes. <\/p>\n<p>Noite de paix\u00e3o e morte! Animada, entretanto, pela aurora festiva da ressurrei\u00e7\u00e3o, que se ergue docemente, humildemente, em tantas manifesta\u00e7\u00f5es de vida nova de amor fraterno, de entrega generosa at\u00e9 ao dom da vida, de luta persistente pela constru\u00e7\u00e3o da pessoa humana, alimentada pela presen\u00e7a sacramental eficaz da \u201cnoite luminosamente redentora\u201d da P\u00e1scoa de Jesus Cristo! <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA celebra\u00e7\u00e3o da noite de P\u00e1scoa \u00e9 t\u00e3o decisiva que devemos preparar-nos cuidadosamente para ela\u201d&#8230; &#8211; afirma D. Bruno Forte, no seu pequeno mas precioso livro \u201cAs quatro noites da salva\u00e7\u00e3o\u201d. Sem for\u00e7ar paralelismos, o sentido profundo dessas quatro noites, tal como s\u00e3o apresentadas na tradi\u00e7\u00e3o hebraica, diz muito ao nosso tempo, interpela-o e fecunda-o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-14831","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14831","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14831"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14831\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14831"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14831"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14831"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}